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Rede Globo é ocupada por movimentos populares em defesa de Lula

A sede da Rede Globo no Rio de Janeiro foi ocupada no final da manhã dessa segunda-feira (22). Cerca de 150 pessoas estão acampadas no prédio da emissora na Rua Jardim Botânico. A ação organizada por movimentos populares tem por objetivo denunciar o empenho da Rede Globo na condenação de Lula e da democracia.

A emissora teve sua atuação questionada em diversos momentos da história e influenciou os principais episódios politicos, sustentando com uma atuação parcial durante desenrolar do Golpe de 2016. Uma pesquisa realizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro, constatou que entre dezembro de 2015 e agosto de 2016 o Jornal Nacional dedicou quase 13 horas de noticias negativas sobre Lula e nenhuma hora de noticias favoráveis.

Sob o mote “Globo condena Lula. Povo enfrenta a Globo” movimentos populares, entre eles MST e Levante Popular da Juventude, “o judiciário do Moro não conseguiria sozinho condenar o Lula. Já tentaram várias manobras, mas o que sustenta a República de Curitiba e as inconstitucionalidades do processo é a Globo, que tem se empenhado para atacar Lula para que ele não concorra às eleições em 2018”, afirma Luma Vitório do Levante.

Na ocupação cartazes nomeiam a Rede Globo de Tribunal Federal da Injustiça e denunciam as investigacoes que a corporação carrega, entre elas o esquema de pagamento de propina para transmissão de jogos de futebol e sonegação fiscal.

Em todo o Brasil atos estão sendo programados para o dia 24, dia que ocorrerá o julgamento de Lula no TRF4 em Porto Alegre. Movimentos sociais iniciaram hoje Acampamento em Porto Alegre que terá programação até o dia do julgamento.


Radio Resistência #2 – Retrospectiva 2017

Segunda edição do podcast do Levante – a Rádio Resistência!

Está no ar o segundo episódio da Radio Resistência a Retrospectiva de 2017!
Frôdu e Flora recebem Nátaly Santiago (Levante) e Olívia Carolino (Consulta Popular e Projeto Brasil Popular) para conversar sobre os principais acontecimentos de 2017 para o povo e em especial a juventude, a partir da perspectiva dos movimentos sociais.

Links Relacionados
Consulta Popular
http://www.consultapopular.org.br

Projeto Brasil Popular
https://www.facebook.com/ProjetoBrasilPopular/

Diminuição de investimento na indústria nacional gerou 2 milhões de desempregados
https://www.brasildefato.com.br/2017/12/08/diminuicao-de-investimento-na-industria-nacional-gerou-2-milhoes-de-desempregados/

Em Itaboraí, Lula denuncia abandono do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro
https://www.brasildefato.com.br/2017/12/07/em-itaborai-lula-denuncia-abandono-do-complexo-petroquimico-do-rio-de-janeiro/


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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE DÁ PELA COMUNICAÇÃO

Movimento lança Podcast com programação para juventude

Acaba de entrar no ar a Rádio Resistência, um podcast produzido pelo Levante Popular da Juventude, que vai tratar de temas variados sobre o cotidiano da juventude, a conjuntura nacional e internacional e políticas públicas para os jovens.

O programa de estreia traz um bate-papo entre comunicadores sobre a democratização da mídia brasileira. Marina do Coletivo Intervozes, Clayton da Mídia Ninja e Fernanda da Comunica do Levante falam sobre os interesses na disputa da mídia e os desafios para a comunicação popular.

A iniciativa de produzir um Podcast que será também veiculado em rádios populares e comunitárias, surge da necessidade de produzir conteúdos direcionados para os jovens e que faça o contraponto à mídia hegemônica. Os programas da Rádio Resistência serão lançados quinzenalmente e poderão ser ouvidos em qualquer celular, pelo computador e também em rádios das comunidades das grandes capitais.

O Levante Popular da Juventude é um movimento popular que reúne jovens das grandes periferias, das universidades, do campo e escolas brasileiras. Atua em uma perspectiva de organização, formação e luta por direitos dos jovens. A resistência do movimento também se dá pela comunicação. A disputa de hegemonia dos meios de comunicação, se faz pela via institucional, mas também pela construção de instrumentos que possibilitem levar a voz do povo para o povo, como tratado no programa número 1.

Rádios que tenham interesse de veicular o conteúdo podem entrar em contato com a comunicação do movimento. O Podcast pode ser ouvido em qualquer agregador e em breve estará disponível também no Spotify e iTunes.
Confira: http://feeds.feedburner.com/levanteresistencia

Links indicados no programa:

Monitoramento da Propriedade de Mídia no Brasil
https://brazil.mom-rsf.org/br/

Midia NINJA
http://midianinja.org

Calar Jamais
http://www.fndc.org.br/campanhas/calar-jamais/

Intervozes
http://intervozes.org.br

Julio quer Saber
https://www.youtube.com/watch?v=PaDI0gzTECs

Radio Novela Rosa Luxemburgo
http://www.mst.org.br/2017/10/18/ja-esta-no-ar-radionovela-rosa-luxemburgo.html

Documentário sobre o Levante
https://www.youtube.com/watch?v=WWat338Nth0

Ocupa Globo
https://www.youtube.com/watch?v=59EGVCp4nKE

 

Comentários, críticas, elogios e sugestões, entre em contato:
comunicacao@levante.org.br


SOLIDARIEDADE AOS COMPANHEIROS DE RAFAEL GOMES

O Levante Popular da Juventude vem por meio desta lamentar e se solidarizar com família, amigos e companheiros da UJS e PCdoB pela morte do amigo e companheiro Rafael Gomes, estudante de Cinema da Unila (Universidade Federal Da Integração Latino-Americana), em um trágico acidente ocorrido na BR-277 no último sábado dia 16 de dezembro.

Rafael era conhecido por seu total compromisso e dedicação a luta por um mundo mais justo para a classe trabalhadora, tenho desempenhado papel de destaque em atividades de produção cultural no CUCA (Circuito Universitário de Cultura e Arte) da UNE (União Nacional dos Estudantes), Coletivo Pra Quem tem Disposição – PQTD e Frente Brasil Popular Foz do Iguaçu. Animado, alegre e participativo Rafa deixa conosco um legado de toda construção de uma luta pelo povo e por uma América Latina unida. Seguiremos daqui juntos a esta grande tarefa na luta por justiça social que um dia sonhou nosso amigo e companheiro.

Também lamentamos a morte dos outros companheiros estudantes da Unila envolvidos no acidente, Sid-Nilson Alves Teixeira (Letras – Artes e Mediação Cultural), Mijael Pavel Aguirre (peruano, formando em Arquitetura e Urbanismo e matriculado no Mestrado Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos) e Raquel Farias Stern (Mestrado em Integração Contemporânea da América-Latina). E torcemos pela total recuperação da companheira Besna Yacovenco uruguaia, formada em Ciência Política e Sociologia – Sociedade, Estado e Política na América Latina e aluna do Mestrado em Integração Contemporânea da América-Latina; e Bruno Costa Sicuro de Moraes, que prestaria concurso para docente da Unila, na área de saúde. Rafael Gomes presente, agora e sempre!

Solidariedade

Besna Yacovenco, estudante uruguaia da Unila que sobreviveu ao acidente, está hospitalizada. A companheira demanda de muitos cuidados e um processo longo de recuperação. Sua família é de origem muito humilde no interior do Uruguai e necessitará de todo tipo de ajuda para este acompanhamento. Por isso os amigos iniciaram uma campanha de arrecadação financeira para ajudá-los.
Para doações:

Banco do Brasil
AG: 0140-6
CC: 68.845-2
Editha Lisbet Julc Gonza
CPF: 011.950.099-09


A cada cinco minutos uma mulher á agredida no Brasil.

 

Basta uma crise política, econômica e religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados (Simone de Beauvoir).

 

Cristina, estuprada pelo primo. Ele era mais velho e dizia a ela que ninguém acreditaria.

Maria, perseguida pelo ex-marido e assassinada. Ele não aceitava o fim do relacionamento.

Joana, agredida a socos pelo pai. Ele achou a roupa dela muito curta pra sair de casa.

Letícia, assediada no ônibus indo pro trabalho. Ele se masturbou e gozou nela.

Gabriela xingada pelo namorado. Ele não acha que ela seja bonita, ou magra o suficiente.

 

Mulheres sangram pelas ruas das cidades todos os dias, todas nós temos um caso (ou mais) e vivências de violência pra contar, e você homem, com certeza tem que parar pra ouvir!
A violência contra a mulher se manifesta de diversas formas: física, sexual, doméstica, moral, psicológica e patrimonial. Segundo a Convenção de Belém do Pará (1994), a violência contra a mulher é “qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado” (Art. 1°). Ou seja, a violência contra mulher ocorre pois possuímos relações desiguais entre homens e mulheres, que não são naturais ou fruto das nossas diferenças biológicas, mas são construídas pela nossa sociedade desde que nascemos, e vão se reproduzindo nos mínimos detalhes de nossa vida cotidiana.

Mulheres de diferentes classes sociais, religiões, culturas, idades, origens, das mais novas às mais velhas, de diferentes escolaridades, raças, orientação sexual. TODAS elas podem sofrer, ou sofrem violência ao menos uma vez em suas vidas, porém, se faz necessário a nós um recorte de classe e raça. Mulheres pobres e mulheres negras são mais oprimidas pelo machismo, e isso se manifesta em números maiores de casos de violência, em mortes, sendo o racismo também estrutural da sociedade brasileira, colocando a mulher negra como inferior a branca.

As estatísticas são alarmantes e passam longe de representar o real número de casos no Brasil, mesmo com um canal anônimo de denúncias, e o estabelecimento por lei do atendimento específico em delegacias para mulheres. Mesmo hoje possuindo a tipificação do feminicídio como crime hediondo, e a Lei Maria da Penha, as mulheres não denunciam seus agressores. Ainda há imensa falta de preparo dos profissionais para o atendimento dessas mulheres, causando mais constrangimento e dor. Não há proteção para elas após as denúncias, colocando suas vidas em risco, fazendo assim, que elas se silenciem.

Mas as mulheres lutam! Se hoje temos um dia de luta pelo fim da violência contra mulher foi porque muitas gritaram basta, por si mesmas e por outras mulheres, assim como as irmãs Mirabal, Las Mariposas que morreram lutando pela liberdade política na República Dominicana, homenageadas pela data do 25 de novembro, aniversário de suas mortes.

Quiçá quiséramos nós que toda nossa luta e os direitos que conquistamos não corressem riscos. Mas como muito bem nos alertou Beauvoir basta alguma crise para que os diretos das mulheres sejam questionados, extinguidos e nossas vidas responsabilizadas, como agora estamos vendo.

A frase quase profética “bela, recatada e do lar” sintetizava e nos alertava que o golpe de 2016 também recairia sobre os direitos das mulheres. Não é à toa que sua figura símbolo vinha do Estado, nos deixando implícito que o que é de atribuição deste passa a ser de responsabilidade das mulheres. E agora, esses são os nossos novos dados:

– Em 2016 12 milhões de mulheres sofreram algum tipo de ofensa verbal.

– 5,2 milhões foram assediadas e humilhadas publicamente no transporte público.

– 1,4 milhões foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento.

– Em 2016 foram mais de 49 mil estupros registrados, um aumento de 3,5%;

– De janeiro a julho de 2017, somente 15% dos homens acusados por estupro foram presos;

– Temer cortou 61% das verbas destinadas ao atendimento de mulheres vítimas de violência;

– Temer reduziu em 54% o orçamento para políticas de incentivo à autonomia das mulheres;

– Em 2016 o Ligue 180 recebeu 68 mil relatos de violência doméstica e familiar, um aumento de 133% em relação a 2015. 58,86% das mulheres vítimas de violência doméstica são negras.

– Em dados de 2015, o número de morte de mulheres negras teve um aumento de 54,2%, enquanto o de mulheres brancas caiu.

– 65,9% das vítimas de violência obstétrica são negras

Estima-se que em TODOS ESSES CASOS 61% dos agressores eram conhecidos das vítimas.

Ainda, Congresso Nacional, com sua bancada religiosa e conservadora, conivente com o golpe de Estado, não se exime de seu papel de continuar violentando as mulheres. Impede a discussão da questão de gênero nas escolas, e se já não bastasse a tentativa de Eduardo Cunha em aprovar em 2015 o PL 5.069/2013 que visa dificultar o atendimento às mulheres que sofreram violência sexual, agora a PEC 181 “Cavalo de Tróia” nos assombra com a possibilidade de não podermos recorrer nem mesmo ao aborto legal, em casos de estupro, já previsto em lei, dado que para a PEC “a vida começa na concepção”. Mais uma vez querem controlar nossos corpos, querem nos impor carregar em nosso ventre o fruto de uma violência, e isso não vamos aceitar! Enquanto cerca de 4 mulheres morrem todos os dias por complicações resultantes de abortos clandestinos, e entre o índice de indução de aborto ilegal as mulheres brancas (1,7%) são metade do número de mulheres negras (3,5%), continuaremos lutando para que essa questão seja tratada de forma laica, como questão de saúde pública.

As mulheres se levantam e gritam: TODAS CONTRA OS 18. É nas ruas que vamos mostrar nossa força, que vamos barrar o conservadorismo. Nos organizando em nossos bairros, nas universidades, nas escolas, nos campo, aonde estivermos. Não permitiremos mais retrocessos!
Pensar em estratégias de combate à violência contra mulher é essencial para que possamos reduzir danos e acolher essas mulheres, discutindo relações de gênero e construindo novos valores, novos homens (entendendo seu papel como parceiros na construção do feminismo), e novas mulheres mais fortes.

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

 

 

 

 

 

 

 


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