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POR QUE ESCRACHAMOS JOÃO DÓRIA

Na manhã de ontem, sábado,  nós do Levante Popular da Juventude realizamos uma ação para denunciar que o prefeito de São Paulo, João Dória está degradando a cidade que deveria administrar. Dória afirma governar por uma cidade linda, mas que não é para todas e todos. O que está por trás desse discurso envolto de marketing é a defesa dos interesses dos empresários e das grandes multinacionais.

A prova disso é que João Dória está implantando o maior plano de privatização da história de SP, vendendo a cidade para seus amigos empresários. A mercantilização do patrimônio e dos serviços da cidade atingirá desde parques até o serviço funerário. Tudo isso sendo feito sem nenhuma transparência e sem dialogo com a sociedade. Por isso denunciamos que “SP não está à venda”. Somos contra esse projeto de cidade que transforma espaços e serviços públicos em privados, transforma direitos da população em mercadoria.

Esse mesmo prefeito que nos acusa como criminosos, se apropriou de área pública em uma de suas mansões; ficou devendo R$ 90 mil de IPTU durante dez anos para prefeitura de São Paulo e, mesmo com patrimônio de R$ 180 milhões, só pagou esse imposto quando foi eleito, para esconder a informação da população.

O que fizemos ontem (15) é uma forma popular de protesto e indignação, que busca dar voz de forma coletiva e organizada as milhões de pessoas prejudicadas pelas políticas de Dória que nos últimos meses reduziu as horas de uso do passe livre estudantil, eliminou programas culturais da população periférica, autorizou a derrubada de um prédio na região da Luz com pessoas dentro do ambiente e negou a importância de uma Secretaria de Igualdade Racial e de políticas para as mulheres.

Dória diz que não é político, mas faz o pior tipo de política dando sustentação ao governo catastrófico de Michel Temer, assolado por denúncias de corrupção. Seu vínculo com Temer é tal que em 2016, Dória premiou, através da Lide, sua empresa de lobby, Michel Temer como líder do Brasil. Não é difícil perceber de qual lado o prefeito está.

Dória fala que a cidade está em crise, mas os gastos com marketing ganharam aumento substancial na gestão, com orçamento de 100 milhões anuais. Não queremos alguém que governa como publicitário, que se diz um gestor “não-político”, mas na verdade é o operador dos interesses empresariais na prefeitura.

O Levante Popular da Juventude continuará em luta na defesa dos direitos daqueles que moram precariamente, dos trabalhadores que passam quatro horas no transporte público por dia, da juventude que não aceita estar segregada e quer condições para estudar e acessar a cidade. Queremos uma cidade na qual o poder público escute, dialogue com a sociedade, atuando para diminuir desigualdades sociais, raciais e de gênero, investindo mais recursos no transporte, na cultura, na saúde, na educação e na habitação. O projeto de governo de Dória é um projeto de privatização, de entrega da cidade às mãos de empresários usurpadores.

Convocamos a população de São Paulo a resistir a esse projeto de desmonte da cidade e desmonte de direitos. Para isso é fundamental nos mobilizar permanentemente em defesa da cidade. Não aceitaremos que nenhum direito seja retirado e nenhum patrimônio vendido, sem que o povo seja consultado.

Nossa Rebeldia é o Povo no Poder!


Rede Nacional de Cursinhos Populares promete facilitar o ingresso de jovens das periferias no Ensino Superior

 

Hoje, segunda-feira (10), será lançada em São Paulo a Podemos+, Rede de Cursinhos Populares. Esta iniciativa é impulsionada pelo Levante Popular da Juventude, movimento social que atua na organização de jovens em seus territórios, na luta por direitos.

 

A Rede Podemos+ já iniciará suas atividades articulando 20 cursinhos populares espalhados por mais de 10 estados brasileiros. Com experiência de organização de cursinhos de mais de 5 anos em alguns casos, o Levante Popular da Juventude inicia o processo de nacionalização dessa rede de educação popular, que será aberta a todas as iniciativas que se identifiquem com a proposta político-pedagógica de democratizar o acesso ao Ensino Superior, através da educação popular.

 

A meta da Rede é atingir 35 cursinhos até o final do ano, dando suporte pedagógico para consolidação de experiências já existentes, bem como para a multiplicação de novas iniciativas

 

Acesso ao Ensino Superior

 

Nos últimos anos assistimos a uma melhoria significativa nas políticas de inserção ao ensino superior. Medidas, como a Lei das Cotas, garantiram o acesso – nos primeiros 3 anos de vigor da lei – de 150 mil alunos nas universidades federais. No entanto, ainda é preciso avançar na popularização do ensino superior. De acordo com informações do Censo Escolar INEP, 72% dos alunos brasileiros matriculados em uma graduação estão em universidades particulares. Isto significa que para cada aluno que ingressa em uma universidade pública, 3,5 se matriculam na rede privada. Além disso, apenas 14% dos adultos brasileiros tem ensino superior, índice considerado baixo mesmo em comparação com outros países latino-americanos como o Chile (21%), Colômbia (22%) e Costa Rica (23%), de acordo com dados da OCDE(2016).

 

Podemos MAIS!

 

Para além de preparar os jovens brasileiros para o ensino superior, a Rede de cursinho populares Podemos + traz uma perspectiva crítica da realidade brasileira. Preparando os jovens não só para a entrada no ensino superior, mas também para se formarem enquanto seres políticos, cientes de sua realidade.

 

Ato de Lançamento

 

O ato contará com a presença de mais de 15 organizações populares, redes de cursinhos, ONGs, entidades sindicais além de intelectuais vinculados ao tema da Educação no Brasil.

 

Serviço:

Data: 10/07/17

Horário: 18h30

Local: Espaço Lélia Abramo, Rua Carlos Sampaio, 305. São Paulo -SP

 

 

 


USP aprova Cotas Raciais

“Que a universidade se pinte de negro, de mulato, de operário, de camponês ou bem que fique sem portas, e então o povo as arrebentará e pintará a Universidade com as cores que melhor lhe pareça.”
(Che Guevara)

Na última terça (4), o Movimento Estudantil e o Movimento Negro e Indígena da USP tiveram uma enorme conquista: através da luta e pressão do movimento, a retrógrada e conservadora reitoria, viu-se obrigada a curvar-se e finalmente adotar cotas étnico-raciais na Universidade de São Paulo.

O projeto aprovado pela Comissão de Graduação (maior espaço deliberativo da universidade) prevê 37% de vagas para estudantes de escolas públicas, aumentando anualmente de modo a chegar a 50% até 2021. Desta porcentagem, ao menos 32% deverá ser para a população negra, parda ou indígena, sendo esta a proporção do próprio estado de São Paulo.

Um passo adiante para uma universidade mais democrática, finalmente tendo maior representação de pessoas pretas e indígenas entre os alunos. Desta pequena grande vitória, caminhamos e lutamos em direção a construção de um projeto popular para a educação, com uma maior democratização do acesso ao ensino superior, e damos mais um passo rumo no combate ao racismo e reparação de todo o histórico racista de nossa sociedade.

ABRAM OS PORTÕES
O POVO VAI PASSAR!


DOIS DE JULHO PELAS #DIRETASJÁ: INDEPENDÊNCIA DA BAHIA

_”Respeite a minha história_
_Respeite o meu passado_
_Vem lutar ao meu lado_
_A juventude tá na rua_
_E grita com orgulho:_
_Somos Dois de Julho!”_

Nasceu o sol a Dois de Julho e às nove horas da manhã de domingo as ruas da capital baiana já estavam tomadas: Salvador retoma e celebra a história de luta e resistência, o dia da Independência da Bahia!Neste dia, em 1823, as tropas da Coroa Portuguesa são expulsas definitivamente do Brasil. É o triunfo do povo baiano, a vitória da luta da independência no Brasil.

Maria Felipa, mulher negra, pobre e marisqueira liderou mulheres e homens para a derrubada do exército português na Ilha de Itaparica. Maria Quitéria, que em uma época em que as mulheres não participam do exército, se vestiu de homem para conseguir lutar. Joana Angélica, freira, deu sua vida para que o exército português não adentrasse as portas do convento da Lapa. Essas foram importantes lutadoras que viveram pela e para a libertação do povo baiano. Reinvindicamos suas memórias para lembrar que todo poder pertence ao povo e que a libertação só virá por nossas mãos!

Diante dessa conjuntura de governo golpista, que exige mais força e coragem do povo e da juventude da classe trabalhadora, o Levante Popular da Juventude foi às ruas levantar a bandeira das #DiretasJá e apontamos a Frente Brasil Popular enquanto espaço de acúmulo de força popular, articulação e unidade da esquerda para a derrubada de Temer do poder.

Nasceu mais uma vez o sol a Dois de Julho e brilha mais que o primeiro por esse ser um Dois de Julho das #DiretasJá, contra os retrocessos e reformas propostas por Temer. O povo baiano e brasileiro quer se livrar das garras do golpismo e acabar com tudo que nos
explora historicamente!

O Dois de Julho é de luta e com luta se fez!


Nossa resposta será com Greve Geral e nas ruas!

A juventude brasileira tem sido protagonista na luta contra a retirada de direitos sociais e trabalhistas, contra o retrocesso na educação, saúde e demais políticas públicas.

Com a classe trabalhadora e os movimentos populares construímos neste ano diversas lutas. No dia 8 de março as mulheres foram para as ruas mais uma vez lutar por seus direitos. Ocupamos as principais avenidas do país nos dias 15 de março e 28 de abril e com toda a nossa força e energia estivemos no mês de maio, em Brasília, com outros 150 mil brasileiros e brasileiras exigindo a saída do presidente ilegítimo e golpista Michel Temer. Nossa voz ecoou por Diretas Já!

E para dar continuidade a essa luta, no dia 30 de junho, mais uma vez, vamos parar o Brasil. A Greve Geral é um instrumento de força e unidade. É a ação concreta de resistência do povo trabalhador. Assim, reconhecendo o caráter estrutural de exploração e opressão, a juventude do Levante Popular junto com os movimentos sindicais e populares por Diretas Já e Fora Temer devem parar as estradas, as fábricas, ocupar todas as avenidas desse país e parar os setores produtivos.

Precisamos tomar as ruas e reivindicar o direito de participar das decisões políticas do país, visto que, somos nós, a juventude, as mulheres, negros e LGBTs, os mais atingidos por essa contrarreforma trabalhista e previdenciária imposta pelo capital.

Temos que tomar as ruas para lutar contra a ampliação da terceirização, da exploração dos nossos corpos, do encarceramento da juventude negra e periférica, da subremuneração, do acesso ilegal ao território indígena e para que nossos direitos conquistados com muita resistência não deixem de existir.

Não podemos permitir que uma minoria invisibilize a nossa existência, que nos coloque ainda mais na vulnerabilidade, tornando-nos alvos da violência e da exclusão social.

Por nosso direito à vida, com a unidade e resistência demonstrados nas manifestações e greves gerais anteriores, nós, do Levante Popular da Juventude convocamos todos a seguirem em luta até que esteja nas mãos do povo trabalhador a parte que nos cabe deste latifúndio.

#30J
#NenhumDireitoaMenos


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