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Nota contra machismo e intolerância de professor da UNIR

Na noite de quinta-feira, 20 de outubro de 2016, Samuel Milet, professor de Direito da Universidade Federal de Rondônia, UNIR expressou sua intolerância e machismo, durante uma aula, ao se referenciar a uma palestra que aconteceu a Semana Acadêmica de Direito. A palestra foi ministrada pela convidada e doutoranda na UNB Sinara Gumieri com o tema “Por que é preciso falar de gênero no direito?”. Ao se referenciar à palestra o professor a agride verbalmente, chamando-a de “vagabunda” e “bostinha”. A razão para tal agressão é por discordar do tema e conteúdo da palestra.

Durante a aula, uma aluna da diretoria do Centro Acadêmico contesta as razões de Samuel Milet se posicionar dessa maneira, mas o professor não aceita o questionamento e responde de forma grosseira, humilhando a aluna. O discurso de ódio foi registrado e revela sua intolerância e portanto incapacidade deste homem desempenhar o papel de professor universitário.

O Levante Popular da Juventude vem repudiar a postura e ação do professor tanto em relação à palestrante quanto à aluna. Nosso coro é: Não ao Machismo, Não ao discurso de ódio na universidade pública!

Nós estudantes e mulheres, especialmente as da UNIR, não aceitaremos discursos machistas e misóginos nesta instituição de educação e ensino superior. Não queremos professores com esta postura em sala de aula.

Essa é a marca da violência contra a mulher: violência, machismo e discurso de ódio. Não toleram a liberdade de expressão e os avanços de direito das mulheres. Querem nos tirar o direito a nossas vidas, nossos corpos; direito à nossa voz: não permitiremos!

Machistas Não Passarão! Levante-se pelos Direitos das Mulheres!

Escute a gravação: http://issonaoedireito.tumblr.com/


NOTA DO LEVATE POPULAR DA JUVENTUDE SOBRE O SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS NO RJ

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O ano de 2016 vem sendo marcado por severas derrotas dos setores progressistas e populares. Primeiro, o golpe institucional consumado no mês de agosto, e agora, nas eleições municipais vimos a derrota de diversas candidaturas progressistas e o crescimento das bancadas dos partidos golpistas.

No entanto, no Rio de Janeiro acompanhamos um cenário diferente. A disputa pelo segundo turno foi grande. Mesmo com um processo eleitoral acirrado, com diversas candidaturas antipopulares, conservadoras e que seguem a mesma lógica de mercantilização da cidade adotada pelo PMDB em suas últimas administrações, Marcelo Freixo (PSOL) atingiu 18,27% dos votos levando a disputa para o segundo turno, contra 27,77% de Marcelo Crivella (PRB).

Vemos as reais chances de eleger uma candidatura comprometida com as forças populares! Nesse segundo turno observamos uma clara polarização: as forças populares e progressistas junto à candidatura de Marcelo Freixo e do outro lado políticos como Garotinho (PR), Jorge Picianni (PMDB) e Jair Bolsonaro (PSC), como os mais destacados apoios da bancada golpista à Crivella.

O senador golpista representa não apenas uma aproximação com o fundamentalismo religioso, mas principalmente demonstra estar alinhado aos golpistas que vem solapando nosso país com diversos retrocessos, a exemplo da recém aprovada PEC 241 que visa congelar os investimentos públicos em saúde, educação, assistência social e previdência por 20 anos!
Portanto, é hora de acirrar a luta contra os golpistas! Eleger Marcelo Freixo é uma tarefa fundamental para a esquerda brasileira!

Nesse sentido, o Levante Popular da Juventude se coloca a serviço da unidade dos setores populares, pela vitória das candidaturas de esquerda nas urnas, para derrubar esse governo golpista e barrar seus retrocessos nas ruas! Nós, do Campo Popular, nos organizamos para estar diariamente nas ruas construindo uma agenda de atividades de campanha. Por isso, convocamos toda juventude do Rio de Janeiro a participar da campanha e levar o sonho de que outra cidade é possível para todos cariocas, da Zona Norte à Zona Oeste!

É HORA DE ELEGER FREIXO 50, PREFEITO!


Nota de solidariedade à militante do Levante Popular da Juventude Deborah Fabri

DEBORAHNa noite de ontem, 31 de agosto de 2016, milhares de jovens saíram às ruas de diversas capitais para protestarem e expressar todo seu repúdio ao golpe parlamentar que destituiu a presidenta legítima, Dilma Rousseff, colocando em seu lugar o golpista e usurpador, Michel Temer.

O Levante Popular da Juventude esteve presente em diversas destas manifestações, somando-se ao coro Não ao Golpe, Fora Temer!

Praticamente todas as manifestações ocorreram fortes reações da polícia militar, que agiu de maneira desproporcional, violenta e brutal, reprimindo e agredindo os manifestantes. Em São Paulo, na esquina da rua Caio Prado com a rua da Consolação, mesmo lugar onde ocorreu o massacre de 13 de junho de 2013, a militante do Levante Popular da Juventude, Deborah Fabri, estudante da Universidade Federal do ABC (UFABC), foi atingida por um estilhaço de bomba no rosto, ferindo seu olho esquerdo.

Deborah foi hospitalizada e passa bem, perdeu a visão do olho esquerdo! Isso é inaceitável! Prestamos toda nossa solidariedade à ela e seus familiares e afirmamos que não descansaremos até que os responsáveis sejam punidos e ela disponha de todo a assistência necessária.

Repudiamos veementemente a ação da Polícia Militar do governador Geraldo Alckmin. Exigimos apuração, identificação e punição dos responsáveis imediatamente.

Essa é a marca desse governo ilegítimo e desse golpe: violência, truculência e autoritarismo. Não toleram a democracia, a liberdade de expressão, a soberania popular. Querem nos tirar tudo, desde os nossos direitos à nossa voz: não permitiremos!

Michel Temer e seu governo não nos representa, muito menos irá nos intimidar. Tomaremos todas as medidas judiciais e políticas cabíveis. Lutaremos e resistiremos em todas as trincheiras!

Seguiremos nas ruas, na luta contra esse golpe! Convocamos todos e todas a ocuparem as ruas!

Fora Temer!

Também assinam essa nota:

Coletivo de Muçulmanas e Muçulmanos Contra o Golpe.
MSTL – Movimento Sem Terra de Luta
CMP – Central de Movimentos Populares
Núcleo Carlos Marighella / MST
Comitê do Grande ABC/SP de Solidariedade ao Povo Palestino MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Marcha Mundial das Mulheres – núcleo ABCDMRR
CUT ABC
Juventude Petista SP
MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos
Frente Estadual Antimanicomial
Associação Inclui Mais
MPA- Movimento dos Pequenos Agricultores
PT Diadema
UCE BRASIL
JPT SAMPA
SINDEMA – Diadema
SindServ Santo André
Sindserv São Bernardo
PT Ribeirão Pires
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

O Espectro do Fascismo – “Escola sem Partido” e a Neutralização da Juventude

28304421125_3c2bc326bb_zUm espectro ronda o Brasil – o espectro do fascismo. Todos os poderes do velho Brasil unem-se em uma santa aliança para conjura-lo: O pastor e o interino, Eduardo Cunha e Cunha Lima, liberais paulistas e polícias cariocas. Não há, porém, um instrumento nitidamente fascista, como um partido ou organização de cunho chauvinista, mas um fascismo pulverizado, característica esta que Florestan Fernandes dizia típica da América Latina. Para encontrá-lo basta olhar atentamente ao conteúdo das bandeiras conservadoras e reacionárias, as quais, sob uma máscara que transparece segurança e tradição, escondem os mais diversos horrores à liberdade humana.

Não é difícil compreender o porquê de a juventude ser um alvo central da escalada fascista. Mesmo na cultura popular burguesa, encontramos uma relação quase que natural entre elementos como transgressão, rebeldia, transformação e paixão e o período da juventude. Enquanto realidade histórica, essa fase da vida tem sido marcada por profundos processos de desconstrução, revisão, e principalmente, de revolução. E se nesse momento é natural que ocorra o desprendimento com as velhas estruturas sociais da infância, como não perceber que uma educação crítica e libertária poderia expandir todo esse sentimento em uma massiva bomba social, capaz de destruir essa sociedade injusta para pôr uma nova em seu lugar?

Os donos do poder sabem bem que dormem junto a inimigos que, embora uns permaneçam em sono profundo e outros ainda consigam ser controlados, só precisam de algumas faíscas para incendiar todo o lugar. Nessa tensão dialética, planejam neutralizar toda a forma de consciência, todo elemento questionador, toda a capacidade de pensar criticamente a realidade. Se para Paulo Freire educar é permitir a construção mútua do saber enquanto espaço de produção de autonomia, a manutenção dos privilégios e regalias da elite minoritária depende do aniquilamento dessa pedagogia libertária.

O projeto “Escola sem Partido”, então, é a arma que as classes dominantes utilizam para exterminar de vez o perigo da liberdade. Sua estrutura consagra bem o que George Orwell denominou de duplipensamento: a crença irrefutável de que duas ideias contraditórias entre si são verdadeiras ao mesmo tempo. Se em “1984” o “Ministério do Amor” era o encarregado pela tortura, e o “Ministério da Paz” responsável pela guerra, o “Escola sem Partido” se trata, unicamente, da escola de um partido só – como bem disse a professora Gabriela Viola. Ao apregoar que há um processo de doutrinação ideológica realizado nas escolas por professores comunistas, fazem, na verdade, uma doutrinação ideológica contrarrevolucionária, antiprogressista. Materializam o que a distopia orwelliana chamou de crime-pensamento. Para a bancada BBB (Bala, Bíblia e Boi), é proibido pensar por si mesmo. E para que tenham êxito em permanecer num mundo dócil e domesticado, é preciso limitar e controlar o pensamento desde cedo, adestrando na juventude para criar adultos engaiolados.

O que sobra, então, a nós que não temos os aparelhos institucionais, mas ousadamente permanecemos na luta contra os jornais dos empresários, os fuzis da polícia, as canetas dos juízes, os palanques dos deputados, os juros dos banqueiros, o capital dos industriais, as terras dos latifundiários e os templos dos sacerdotes? Sobramos nós a nós mesmos. Se não tivermos fogo em nossas mãos, arderemos o corpo em chamas, inflamaremos os corações, as mentes e as almas. E assim incendiaremos a ameaça fascista que quer nos calar: pois todo o poder não é páreo para a força de todas as fraquezas.

Nossa rebeldia é o povo no poder. Juventude que ousa lutar constrói o poder popular!


NOTA DE REPÚDIO À AGRESSÃO DE MILITANTE DO LEVANTE

Nesta segunda feira (01/08), durante o processo de desocupação da reitoria da UFS, uma militante do Levante Popular da Juventude foi golpeada com um soco no abdômen por um dirigente da União da Juventude Comunista (UJC). O rapaz estava filmando ela e outros integrantes da ocupação de modo invasivo e desautorizado e, ao reagir a situação, apenas colocando sua mão em frente à câmera que a filmava, ela foi agredida com o golpe na barriga.

Logo após o ocorrido, o militante, acobertado pelos demais companheiros de organização, fugiu e se escondeu no gabinete do reitor – onde permaneceu sem esboçar nenhuma forma de arrependimento ou retratação. Houve tentativas de diálogo com a direção do PCB/UJC, que assumiu uma postura conivente com a ação do seu militante, buscando negar os fatos e atribuir a culpa à vítima.

Se o caso, por si só, é extremamente grave, quando é protagonizado e ACOBERTADO por uma organização de esquerda gera ainda mais revolta e angústia.

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Vivemos um momento de avanço do conservadorismo, que reivindica o ódio gratuito às minorias sociais – mulheres, LGBTs, negros e negras – e culmina, diariamente, em casos bárbaros de violência. Nessa perspectiva, é inadmissível que a esquerda sobreponha o disputismo político à construção de uma nova sociedade, com novos valores, livre das opressões do sistema capitalista-patriarcal-racista. É preciso ter humildade em reconhecer as contradições para que avancemos rumo a uma sociedade justa e igualitária.

Sabemos que apenas a via jurídica não resolve o problema, mas as providências nesse sentido já foram tomadas e seguirão firmes até o fim. Se é importante reconhecer que não estamos isentos de reproduzir o discurso opressor, é igualmente importante que não deixemos passar batido.

No combate à violência contra a mulher, estamos com Ainara! Afirmamos publicamente nosso apoio e solidariedade à companheira e vamos dar a ela a força necessária para seguir firme na luta!

#SomosTodasAinara #EstamosComAinara #LevantePopulardaJuventude


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