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[NOTA] REPÚDIO AOS ATOS RACISTAS E XENÓFOBOS DE FOZ DO IGUAÇU

O Levante Popular da Juventude da fronteira trinacional vem, através dessa nota, manifestar repúdio a todo e qualquer ato racista, xenófobo e preconceituoso.

13241497_843712189068280_1770930293_oO motivo da nota? Óbvio e corriqueiro. As ocorrências de agressões por racismo e xenofobia são cada vez mais frequentes na cidade de Foz do Iguaçu (no Brasil todo, inclusive) e um ocorrido recente deixou-nos escandalizados com tamanha ignorância e brutalidade.

Um companheiro Haitiano, Getho Mondesir, trabalhador e estudante de Administração Pública e Políticas Públicas, contemplado pelo programa Pró-Haiti da Universidade da Integração Latino-Americana, foi abordado por seis indivíduos quando passava na frente de um bar de noite, a caminho da Rodoviária, pois iria visitar o filho de 8 meses em uma cidade vizinha. Os homens diziam “você só está aqui por causa da Dilma”, completando com dizeres racistas como “macaco”, se achando no direito e poder de agredi-lo não só verbalmente, mas também fisicamente com garrafas de vidro e chutes, mesmo depois de ele ter caído no chão.

Policiais, ao serem acionados, fizeram pouco caso do ocorrido e foi recusado atendimento médico a Getho no hospital para onde foi levado – ele estava bastante machucado e sangrando. Um dia depois da comemoração dos 128 anos da “abolição da escravatura”.

Esse e todos os outros ocorridos só mostram que a abolição só existiu no papel. Mostram que a violência contra o negro não acabou. Mostram que a exploração e subordinação por cor de pele ainda existe. Está enraizada. E estamos aqui para lutar contra essas raízes. Para lutar contra essas correntes que impedem que alguns tenham os mesmos direitos e tanta liberdade quanto todos os outros.

Nós acreditamos na união de todos os povos e cidadanias, no compartilhamento de culturas, devemos combater qualquer ato que não respeite os direitos humanos.

REPÚDIO total a racistas e xenófobos!


[NOTA] NÃO AO GOLPE, FORA TEMER!

O Levante Popular da Juventude, não reconhece Michel Temer como presidente do Brasil, mesmo que interinamente. O processo que o colocou, hoje, nessa posição se construiu com base em um Golpe de Estado, com manobras articuladas por setores do judiciário, da grande mídia e do parlamento.

Um Golpe concretizado com o apoio das elites econômicas de nosso país, mas também com a convivência das potências estrangeiras. Que escancara o descompromisso com o povo, por parte dos personagens que compuseram essa articulação golpista. Construíram uma narrativa, leviana e superficial, que contou com apoio irrestrito dos meios de comunicação, meios esses que entraram nas casas dos brasileiros para iludi-los de que este era um caminho legal e uma alternativa certeira. Qual seja, a das “pedaladas ficais” como se fossem crimes de responsabilidade, quando em verdade não o são.

Nossa frágil e jovem democracia, que sequer teve tempo para depurar-se das heranças da ditadura militar, foi golpeada. Michel Temer, Eduardo Cunha, Aécio Neves e aliados, rasgaram assim a constituição, romperam com o pacto democrático estabelecido com a Constituinte de 1988.

Procuraram dessa forma se isentar de qualquer responsabilidade e afastar de si a pecha de golpistas. Uma tarefa malfada, graças a mobilização nas ruas, encabeçada pela Frente Brasil Popular, e por nós engrossada, que fincou na testa e na história desses bandidos.

Os mesmos ratos que há três semanas pularam do barco que dirigiam conjuntamente com a Presidenta Dilma, voltam agora do esgoto, para entregar o barco ao comando dos países imperialistas.
Todo esse panorama, mostra que de conciliações não se vive por muito tempo. As elites não aguentam, quando não são somente os seus interesses atendidos.

Neste momento, afirmamos que o Levante Popular da Juventude, opta pelo caminho do enfrentamento. Cada pauta que se levantar contra nossos jovens, que tirar direitos dos trabalhadores, que pisar em nossas mulheres e que encarcerar ainda mais nossos negros e negras, que criminalizar a comunidade LGBT, serão denunciadas e enfrentadas com as nossas ferramentas. Sabemos que serão muitas afrontas, maiores e mais fortes do que já enfrentamos até hoje.

Nunca, enquanto organização, tivemos que lidar com uma ofensiva neoliberal como a que se inicia, mas isso não nos assusta, nos fortalece. Hoje, somos muitos, somos o povo, somos a diversidade do Brasil. Somos os sujeitos que enfrentam a violência da polícia militarizada, a realidade do sucateamento da educação de Geraldo Alckmin (SP), Beto Richa (PR), Fernando Pezão (RJ) entre outros. Enfrentamos o que sobrou de torturadores da ditadura, através de escrachos, sem nem um pingo de medo. Afrontamos os golpistas com escrachos sem recear nada, entre eles, o hoje ilegítimo presidente Michel Temer, expulsando-o de SP. A nossa vocação é para a luta. Nosso leito de lutas iniciou-se do povo indígena, que lutou contra a espoliação europeia, do povo negro que resistiu e derrotou a violência da escravidão e dos senhores de engenho, da juventude que de armas empunhadas ousou enfrentar e derrotar a ditadura militar. Por isso, sabemos lutar e mais, sabemos lutar e nos organizar!
Somos a juventude que ousa lutar!

Daqui em diante só temos um compromisso: com a luta e a deposição desde governo ilegítimo. Cada escola, universidade, bairro, praça pública deverá transformar-se em uma trincheira de luta contra o governo ilegítimo e golpista de Michel Temer e aliados.

Não somos de baixar a cabeça pra ninguém!

NÃO AO GOLPE! FORA TEMER!

Levante Popular da Juventude


MANIFESTO DOS JOVENS DA FRENTE BRASIL POPULAR

Estamos aqui para dialogar com a nossa geração. Uma geração que tem lembranças do que era o Brasil dos anos 80 e 90, mas viveu maior parte da sua vida nos anos 2000.  Geração que, em sua grande maioria, aprendeu que política é para os outros e terceirizou a luta na crença de que alguém, como em um toque de mágica, iria resolver todos os problemas e garantir nossos direitos.

Nós, jovens dos movimentos sociais que compõem a Frente Brasil Popular, estamos aqui para conversar com vocês. Cada um de nós tem suas criticas e leitura de como viemos parar nesse momento, mas isso só nós faz querer ir para dentro dos movimentos. Na política não há espaço vazio. Se nós não fizermos, alguém vai fazer por nós e vamos continuar nos queixando de que não temos espaço nas instituições.

Estamos em um momento de mudança, onde os diretos que muitos acreditam ser impossível perder, estão sim em risco. Para nós que crescemos depois da constituição de 88, defender a democracia pode parecer abstrato, mas essa foi uma conquista concreta pela qual muitos deram suas vidas.

Democracia quer dizer participação de todas e todos, independente da orientação sexual, do nível de escolaridade, da religião, da classe social, da raça ou etnia. Temos o direito de exercer nossas individualidades e participar de todos os espaços público e privado.

Nos últimos anos, muitos começaram a ter acesso a espaços antes inimagináveis, como uma simples viagem de avião, estudar em uma universidade, ou ter uma mulher na presidência do pais.

Isso assusta aos que sempre monopolizaram o poder. Aqueles que nunca gostaram de dividir sequer a areia da praia com o povo da “farofada” e frequentar os mesmos espaços com quem “não tem berço”.

O que está em risco não é simplesmente o governo Dilma. São os direitos trabalhistas, o ensino e a saúde pública, o direito de nos organizarmos e manifestarmos, O que está em jogo para nós são direitos tão básicos, que muitos não acreditam ser possível perder, porque já crescemos com eles. Infelizmente a história nos mostra que não foi sempre assim, e que é possível retrocessos.

O projeto do Temer “Ponte para o Futuro” defende a redução de programas sociais (FIES, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida). Não deixa claro quais serão afetados para não gerar revolta na população, esconde o que pretende fazer e só deixa claro que haverá cortes. Se olharmos alguns projetos que estão no Congresso, as ameaças ficam ainda mais evidentes:

–  Terceirização e fim da CLT. (PL4330 e PL4193)

–  Privatização de todas empresas públicas e entrega do Pré-Sal (PL555 e PL6726)

– Estatuto da Família, retrocesso para LGBTs e mulheres (PL6583)

–  Maioridade Penal (PEC115)

– Nascituro (bolsa estupro) e Alteração do Código Penal sobre aborto (PL478  e PL5069)

A única forma de barrarmos essa ofensiva é que cada um participe dessa luta na forma em qual mais se identificar, pois as soluções não caem do céu.

Nós escolhemos lado e participamos dos movimentos que compõem a Frente Brasil Popular, e você, está esperando o quê para tomar posição?


POR QUE ESCRACHAMOS JAIR BOLSONARO?

Hoje, 24 de abril de 2016, nós do Levante Popular da Juventude escrachamos o deputado Jair Bolsonaro, um dos maiores inimigos do povo.

Assim como fizemos com os torturadores da Ditadura em 2012, com a Rede Globo em 2013, com Eduardo Cunha em 2015 e com o Temer esta semana, deixamos aqui as razões que nos levaram a escrachar Jair Bolsonaro:

Bolsonaro é golpista: ele um dos principais apoiadores do Golpe em curso. Ele está protagonizando o afastamento de uma Presidente que não cometeu nenhum crime de responsabilidade, e não carrega nenhuma denúncia de corrupção. Este impeachment é um golpe parlamentar e midiático cuja principal acusação recai sobre práticas contábeis exercidas por diversos presidentes e governadores.

Bolsonaro é órfão da ditadura militar:  Ele já disse que o “erro da ditadura foi torturar e não matar”. Em seu discurso na votação do impeachment homenageou o Coronel Brilhante Ustra, um dos maiores monstros que aquele regime terrível criou – também escrachado por nós.

Bolsonaro é inimigo das mulheres: Em diversos momentos Bolsonaro deixou claro que é contra qualquer direito para as mulheres e disse frases como “Mulher deve ganhar salário menor porque engravida”. Em outra situação agrediu moralmente a deputada Maria do Rosário com a seguinte frase: “Só não te estupraria porque você não merece.

Bolsonaro é inimigo dos LGBTs: ele constantemente dirige ataques à comunidade LGBT com declarações de ódio. O caso mais recente disso, foi também no 17 de abril, em plena votação do processo do Impeachment: o deputado segurou placas com ofensas ao deputado Jean Willys.

Bolsonaro é corrupto: apesar de o discurso da corrupção ser o principal argumento difundindo pelos golpistas para o afastamento de Dilma, Bolsonaro já foi citado em diversos casos de corrupção como Furnas e a operação Lava-Jato. Ele também é acusado de ter diversos imóveis não declarados.

Por estes motivos é que dizemos: Jair Bolsonaro não nos representa e não representa o povo brasileiro. Não descansaremos até que a democracia seja reestabelecida.

Não vamos aceitar o golpe!

Machistas, racistas e homofóbicos: NÃO PASSARÃO!

Pátria livre, venceremos!

Foto destaque: Mídia Ninja

POR QUE ESCRACHAMOS MICHEL TEMER?

Nesta quinta-feira, 21 de Abril de 2016, o Levante Popular da Juventude realizou um escracho em frente à residência de Michel Temer, no Bairro Alto de Pinheiros em São Paulo. Além de denunciar a sociedade que esta casa é o Quartel General do Golpe que está em curso, entregamos simbolicamente a Constituição Federal que vem sendo rasgada pelo Vice-Presidente e seus apoiadores.

Assim como fizemos com os torturadores da Ditadura em 2012, com a Rede Globo em 2013, e com Eduardo Cunha em 2015, deixamos aqui as razões que nos levaram a escrachar Michel Temer:

1- Temer é Golpista: um dos principais operadores do Golpe em curso chama-se Michel Temer. Ele está protagonizando o afastamento de uma Presidente que não cometeu nenhum crime de responsabilidade, e não carrega nenhuma denúncia de corrupção. Este impeachment é um golpe parlamentar e midiático cuja principal acusação recai sobre práticas contábeis exercidas por diversos presidentes e governadores. Além disso, ainda que as pedaladas constituíssem um crime, o próprio Temer deveria ser afastado na medida em que ele também assinou os mesmo decretos que Dilma. Portanto, Temer não é um vice-decorativo, ele está dirigindo um golpe de estado, para usurpar a cadeira presidencial.

2- Temer é Corrupto: embora o discurso da corrupção seja o principal argumento difundindo pela imprensa, e impregnado no senso comum, para o afastamento de Dilma, se há alguém envolvido em denúncias de corrupção é Temer. Além de ser citado em delações da Lava-Jato, Temer já teve seu nome citado 21 vezes em planilhas da Camargo Correa (Operação Castelo de Areia). O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, divulgou indícios de que Temer recebera R$ 5 milhões da OAS. Essa grave crise politica que o país se encontra não teria chegado a este ponto não fosse a aliança entre Temer e Cunha, ambos do PMDB. Caso o Golpe se concretize, Eduardo Cunha será o grande responsável por conduzir Temer a presidência, o mesmo Cunha das contas secretas na Suíça. Esta é a saída para combater a corrupção no Brasil, promover Temer à presidente e Cunha à vice?

3- Temer é Conspirador: não há registro na história política brasileira de um vice-presidente que tenha conspirado para derrubar um presidente. Mesmo sendo parte diretamente interessada no impedimento da Presidente, Temer não se envergonha de conspirar abertamente para a aprovação do impeachment. Interferiu decisivamente no resultado da votação do Congresso, a partir da promessa de cargos no seu pretenso governo. Já articula um Ministério mesmo sem a conclusão do processo de afastamento de Dilma. Promovemos esse escracho no dia 21 de Abril em memória à Tiradentes, herói da República, mas sobretudo pela trama de traição, promovida por Silvério dos Reis, que marca a execução de Tiradentes pela Coroa. Temer não conspira somente contra a Presidente Dilma, Temer está conspirando contra o Brasil.

4- Temer é a Ponte para o Abismo: como já foi apresentado publicamente o programa político do governo Temer, chamado de “Ponte para o futuro”, é na verdade o retorno ao velho e desastroso programa neoliberal, implementado pelos tucanos. Este projeto representa a diminuição dos direitos sociais, e a privatização de setores estratégicos do país. Já foram anunciadas medidas como: reformas nas leis trabalhistas, o que significa redução de direitos; fim da politica de valorização do salário mínimo; diminuição dos investimentos em saúde e educação; a entrega do Pré-sal para as multinacionais do petróleo, privatização dos bancos públicos, como a Caixa Econômica. Além disso, a coalisão conservadora e fundamentalista que sustentará esse projeto implicará necessariamente na restrição de direitos civis, de mulheres, negros, indígenas e LGBTs, historicamente excluídos pelo Estado, e que obtiveram conquistas importantes no último período. Portanto, essas medidas vão afetar drasticamente a vida do povo brasileiro.

Por estes motivos é que dizemos: Michel Temer não nos representa, não representa o povo brasileiro. E se vier a assumir a presidência, não seremos governados por ele, pois esse é um governo ilegítimo, fruto de um golpe articulado por um Congresso imoral e corrupto em conluio com uma elite autoritária e reacionária. Não descansaremos até que a democracia seja reestabelecida.

Lutaremos até o fim desta farsa, não temos nada a temer.

Pátria Livre, Venceremos!

21 de Abril de 2016

 

 


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