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À Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e seus sindicatos filiados

11391670_961696543895900_1119340327660223008_nVivemos um delicado momento de crise política, econômica e social no país. A frágil democracia brasileira está ameaçada por iniciativas golpistas. Assim como estão ameaçados direitos sociais e trabalhistas históricos, devido à concepção de que os/as trabalhadores/as é que devem pagar pela crise.
Neste contexto, um dos setores mais ameaçados é o da educação. Os cortes de verbas, que afetam a qualidade do ensino; a flexibilização e terceirização do trabalho educacional; a proposta de reforma da previdência, que afetará centralmente a categoria docente; a privatização e o fechamento de escolas; e a não efetivação da lei nacional do piso salarial por estados e municípios são exemplos que ilustram essa ameaça conservadora.
Soma-se a eles a criminosa entrega do nosso Pré-Sal ao capital estrangeiro em curso no Congresso Nacional, o que retirará bilhões de reais do setor, inviabilizando a construção de um projeto popular para a educação brasileira.
Entendemos que o único caminho para reverter essa ofensiva é a luta – de massas e unitária. Assim, apoiamos e nos somamos à Greve Nacional dos/as Trabalhadores/as da Educação dos dias 15, 16 e 17 de março, nos colocando desde já como parte desse processo. O lugar da juventude é ao lado dos/as que lutam, é ao lado da classe trabalhadora. Contem conosco nas ruas, nas escolas e no compartilhar dos sonhos por uma educação que liberte a juventude e o povo brasileiro.


A justiça não pode ter lado! O povo não será manipulado!

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Acordamos hoje, 4/03, com a condução coercitiva do ex-presidente Lula para depor junto a Polícia Federal.

A burguesia, os grandes meios de comunicação e a justiça, sob a bandeira da corrupção, de forma parcial, fazem da operação Lava Jato seu principal instrumento de combate à democracia.

O juiz Sergio Moro escolhe seus alvos e mesmo sem provas concretas a mídia já tem um veredicto. Infelizmente se comprova que o combate a corrupção é seletivo. Não atinge políticos com fartas provas de corrupção como os envolvidos na privataria tucana, durante o governo FHC, como Eduardo Cunha com seus 5 milhões na Suíça ou Alckmin, cujo governo rouba marmita dos estudantes. É evidente que a mídia e o sistema jurídico brasileiro possuem interesse em manobrar suas ações para definir de forma antidemocrática os rumos da política brasileira

Não deixaremos que desestabilizem nossa democracia que ainda é jovem e precisa ser aprofundada. Não deixaremos que os golpistas se apropriem da bandeira da corrupção, historicamente da esquerda, para fazer de forma seletiva a punição dos corruptos. Somos favoráveis a apuração de todas as suspeitas de corrupção, contudo, não podemos admitir que a justiça e as instituições polícias atuem politicamente sob o pretexto de combater a corrupção.

Convocamos juventude a tomar às ruas! Não podemos ficar em casa vendo a direita orquestrando ações golpistas. O futuro do nosso país está em nossas mãos.
Devemos construir uma agenda de permanente diálogo com a população, para ampliar nossa mobilização e denunciar essa ação articulada da grande mídia aliada com burguesia golpista e essa justiça seletiva. O enfrentamento a corrupção só se dará efetivamente através do respeito ao Estado Democrático de Direito e uma profunda reforma política, que só é possível através de uma Constituinte. Com essa convicção, vamos nos somar as lutas unitárias que vão acontecer no Brasil inteiro, convocadas pela Frente Brasil Popular nos dias 8 de março, levando a bandeira das mulheres e nos dia 18 de março e 31 de março na defesa da democracia, dos direitos das trabalhadoras e doa trabalhadores e da soberania do nosso país.
Não baixaremos a cabeça diante de nenhuma injustiça! Esse é o compromisso da juventude popular brasileira!


[Nota] A GREVE DE FOME NA UFPB E A LUTA PELA ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL

Há décadas que as/os estudantes da UFPB se organizam coletivamente por condições dignas para estudar. Moradia, alimentação, segurança, dentre tantas outras pautas, sempre instigaram a luta por direitos que são nossos.

Nos últimos anos, visualizamos algumas novidades. A principal delas é: mais gente entrou na Universidade. Ou seja, ocorreu uma ampliação do acesso ao ensino superior. Ao contrário de tempos anteriores, hoje é muito mais comum encontrar trabalhadores/as e filhos/as de trabalhadores/as na Universidade, um espaço que historicamente foi reservado às elites, aos donos do poder e do dinheiro.

No entanto, esse acesso não veio acompanhado das condições necessárias para assegurar a permanência desses e dessas estudantes. Pouquíssimas são as garantias de um direito que é nosso, conquistado pela luta de muitas gerações. Ano passado, por exemplo, tivemos um corte de bilhões de reais na educação. E isso interfere em nossas vidas.

Como se isso não bastasse, a situação dentro da UFPB é das piores. A administração de Margareth Diniz, do começo ao fim, está sendo marcada pela ausência de diálogo e pela falta de compromisso com os interesses reais dos/as estudantes, desde o mais básico: a alimentação. Nos últimos quatro anos, foram inúmeras as lutas por assistência estudantil: basta lembrar da luta pelo RU para todas/os, das ocupações e atividades na Reitoria contra os ataques aos nossos direitos, das mobilizações das Residências, dos campi dos interiores… e por aí vai. Não nos silenciamos em momento algum. Isso é um legado dos/as estudantes da UFPB.

Desde a última semana que presenciamos mais um importantíssimo momento dessa luta. Com muita ousadia e coragem, quatro estudantes iniciaram uma Greve de Fome, gerando um processo de mobilização em toda a Universidade, somado a uma Ocupação da Reitoria. Os principais pontos de pauta são: melhorias no Restaurante Universitário, Residência e Auxílio Moradia, Creche e Segurança. A situação está cada vez mais dramática e a Reitoria ainda não apresentou nenhuma proposta que contemple a pauta. E detalhe: a gestão do DCE, que deveria estar do nosso lado, está sendo cúmplice de Margareth nessa irresponsabilidade toda.

Mas, apesar disso, é com muita força, ânimo e disposição que as/os estudantes da UFPB enfrentam esse absurdo. Queremos conquistas! É direito nosso! Por uma assistência estudantil de verdade!

João Pessoa/PB, 02 de março de 2016.

Levante Popular da Juventude-PB


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