Monthly Archives: dezembro 2014

Ganhe uma cesta de fim de ano e inicie 2015 com muita luta!

Para encerrar um 2014 que foi cheio de lutas e vitórias, o Levante vai sortear uma cesta com 1 camiseta, 1 bandeira e 2 adesivos do movimento, e 1 livro da Expressão Popular (a sua escolha)!

O Sorteio será realizado no dia 1º de janeiro de 2015 e divulgado em nossa página do face, para iniciar o ano cheio da mística de nossos símbolos e ideias. Participe!

Para concorrer a cesta, curta nossa página nacional no Facebook, chame mais amigos para curtir (clique aqui para convidar todos os seus amigos de uma vez só) e compartilhe o cartaz do link.

Venha com a gente construir um 2015 cheio de luta, de amor ao povo, de solidariedade e onde todas as opressões serão combatidas!

 

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A Verdade exige Justiça

por Lúcio Centeno

A imagem mais repercutida no dia de ontem foi o choro da Presidenta Dilma na cerimônia de entrega do relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV). A emoção de Dilma se expressou por um choro contido, um choro engasgado, um “nó na garganta”, se quisermos recorrer a uma figura de linguagem. Esta imagem é emblemática do momento atual, a Ditadura permanece sendo um “nó na garganta” da nossa democracia fracionada.
O conteúdo do relatório da CNV ajuda a dimensionar o tamanho desse nó entalado há 50 anos em nossas laringes. A CNV sistematizou e investigou um conjunto de denúncias realizadas por pessoas perseguidas, torturadas, familiares de vítimas, bem como pelas organizações que lutam por Memória, Verdade e Justiça. Deste modo, se antes a responsabilidade pelos crimes da Ditadura estava diluída no Regime, como se este fosse uma entidade abstrata, ou fundamentada em relatos dispersos, hoje temos 377 pessoas oficialmente citadas como parte da cadeia de comando da violência atroz desse período.
Finalizado o trabalho da CNV, a pergunta que se impõem ao Estado brasileiro é: o que fazer diante dessa Verdade? Sabendo-se que uma parcela desses 377 permanecem vivos, estão, portanto, impunes. O Levante Popular da Juventude ao realizar os escrachos em frente as residências de torturadores e agentes da repressão tinha como objetivo não apenas confrontá-los com a memória dos seus feitos, mas denunciar à sociedade o regime de impunidade que sucedeu à Ditadura.
Dentre as recomendações da CNV está contida a resposta para a pergunta acima. A superação plena do regime de exceção passa pela punição aos crimes cometidos nesse período. Para que possamos desatar o nó da Ditadura, a verdade apresentada pela CNV exige uma consequência normativa: julgar e punir os torturadores, sequestradores e assassinos, bem como seus superiores hierárquicos que cometeram todos estes crimes em nome do Estado brasileiro.
Para tanto, não seria preciso sequer modificar legislação, bastaria o Brasil cumprir a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, na qual o país foi condenado. A Corte determina que a lei da Anistia é inaplicável para casos de crime contra a humanidade praticados durante a Ditadura.
É preciso quanto tempo mais para que a Justiça seja feita? Não se trata somente de saciarmos a sede de justiça dos familiares e amigos dos que resistiram e foram esmagados pelo autoritarismo. O que está em jogo é muito maior, trata-se do fundamento democrático sob o qual erigimos a sociedade brasileira. Já pagamos um alto preço por não realizarmos este acerto de contas histórico. Afinal, de onde deriva a violência policial que mata milhares de jovens pobres e negros? De onde deriva o saudosismo golpista que se expõem em marcha à luz do dia, se não de uma transição democrática inacabada e marcada pela impunidade.

Levante Popular da Juventude participa do XII ENUDS!

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Entre os dias 12 e 16 de dezembro o Levante Popular da Juventude participou do XII ENUDS – Encontro Nacional Universitário de Diversidade Sexual, em Mossoró/RN, com o tema: Tire seu discurso do caminho que eu quero passar com a minha luta!

Nos últimos doze anos o ENUDS tem se configurado como um espaço de articulação, resistência, troca de experiência e visibilidade de inúmeros coletivos universitários de diversidade sexual e gênero, assim como, de articulação de estudantes LGBT’s para socialização de pesquisa sobre tais temas.

O Levante Popular da Juventude participa pela primeira vez do ENUDS, mobilizando militantes de diversos estados, tais como, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Minas Gerais, com o intuito de conhecer esta experiência de auto-organização das pessoas LGBT’s.

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Ao longo do encontro foram realizadas plenárias, grupos de discussão, oficinas, ato público etc. A participação da população trans obteve destaque com uma discussão protagonizada por três mulheres trans que além de relatos de experiência mostrou os desafios colocados para a luta por visibilidade.

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O Levante compreende a importância da organização de LGBT’s para lutarem pelo fim do machismo, da homofobia, da lesbofobia, da bifobia e da transfobia em busca da superação dessa sociedade opressora que tem promovido uma verdadeiro extermínio de LGBT’s no Brasil, principalmente as/os jovens trans das periferias.


Levante Popular da Juventude interdita Rodovia Washington Luiz para cobrar punição aos torturadores da ditadura militar

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O Levante Popular da Juventude de SP promoveu neste domingo (14) ato com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o relatório da Comissão Nacional da Verdade, cobrando, em especial, a punição dos torturadores da Ditadura Militar.

O ato ocorreu às 17h no km 228 da Rodovia Washington Luiz, na altura do viaduto Getúlio Vargas, em São Carlos. Cerca de 500 jovens fizeram parte da manifestação que fechou as atividades do II Acampamento Estadual do Levante.

Acompanhados pela batucada, os ativistas entoaram músicas e palavras de ordem contra a ditadura, pela desmilitarização da polícia militar, pela justiça e condenação dos torturadores.da ditadura.

Segundo Luiza Troccoli, militante do Levante, o ato é para cobrar e exigir a punição de todos os torturadores que mataram e ainda matam nosso povo lutador, seja na época da ditadura, seja hoje com o genocídio do povo negro.

Parte do II Acampamento, o evento reuniu 500 jovens de 30 cidades do estado. Os participantes debateram os temas que fizeram parte de sua atuação política do movimento nos últimos 2 anos, com ênfase na reivindicação pela reforma política e na luta por Memória, Verdade e Justiça quanto aos crimes cometidos na Ditadura Militar.

 

O Levante e a luta por Memória Verdade e Justiça

O Levante Popular da Juventude é um movimento social que organiza jovens em torno de diversas pautas políticas de interesse popular.

O Levante está nacionalizado no Brasil desde seu I Acampamento Nacional, que ocorreu no Rio Grande do Sul em 2012. De lá para cá, o movimento ganhou notoriedade com a realização de inúmeros escrachos contra os torturadores da Ditadura Militar. A atuação do Levante contribuiu decisivamente para a instalação da Comissão Nacional da Verdade, com o objetivo de investigar crimes e violências cometidos por autoridades estatais entre 1964 e 1985.

No dia 10 último, os trabalhos da CNV chegaram ao fim, com a produção de um relatório. O relatório traz diversas recomendações ao Estado brasileiro, que incluem a desmilitarização das polícias militares estaduais, entre diversas outras pautas com as quais o Levante têm atuado desde sua criação.

Em especial, o Levante cobra a revisão da Lei de Anistia e a punição dos agentes responsáveis por torturas, mortes e desaparecimentos durante a Ditadura, por ser medida imprescindível para o aprofundamento da democracia em nosso país.

Nota do Levante Popular da Juventude – SP


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