Monthly Archives: janeiro 2015

O transporte público não é público

Por Levante de Manaus

Estamos vivenciando em várias cidades brasileiras os recorrentes reajustes nas tarifas do transporte que deveria ser público, mas na verdade não é. O transporte  coletivo é privado e tratado como uma mercadoria e, como mercadoria, não é dada mas vendida e tem que necessariamente gerar lucros para o dono da empresa.

Pensemos agora sobre a crise hídrica que o estado de São Paulo vem enfrentando. A empresa que cuida do abastecimento no Estado é também uma empresa privada. Há algum tempo a mesma foi avisada sobre a fragilidade do sistema Cantareira, pois bem, ela preferiu repassar 60% de seu lucro para os seus acionistas, do que investir para que o Estado não passasse pelo que está passando agora: o desabastecimento, o racionamento, e o sofrimento do povo com toda essa situação. Isso nos mostra que as empresas privadas não pensam no bem da população, pensam no lucro.

received_697285423725574

Analisemos as empresas do transporte privado de nossas cidades. Você acha que elas lutariam tanto para ganhar as licitações se não fossem lucrar com isso? Então, os reajuste se dão pelo simples fator de que o lucro tem que ser gerado para as empresas, não importa as condições, o tempo que você espera, se o busão vem lotado ou não. O transporte nas cidades deveriam ser tratados como a saúde pública, segurança, educação, deveria ser tratado como um bem público já pago por nós todos os dias.

Enquanto a política e a vida do povo estiverem subordinadas ao lucro das grandes empresas que financiam as campanhas políticas em épocas de eleição para ganhar as licitações e continuarem engordando seus bolsos, sofreremos constantemente com os interesses privados. Uma Constirtuinte Exclusiva do sistema político é passo fundamental para termos acesso democrático tanto às formas como administrar os bens públicos como a água, quanto transformar o transporte em realmente público.

 

 

 


Levante de Salvador realiza primeiro módulo de Escola de Formação Política

Entre os dias 26 e 29 de janeiro, aconteceu em Salvador o primeiro módulo da Escola de Formação Política Revolução dos Malês, no Auditório do Sindicato dos trabalhadores e das trabalhadoras em Água, Esgoto e Meio Ambiente da Bahia (SINDAE – BA), com os temas Economia Política, Teoria da Organização e Formação Social e Econômica do Brasil, contando com um debate sobre a Revolução Russa com o Professor Aristeu Almeida do Instituto Rômulo Almeida e Mario Soares Neto da Consulta Popular.

IMG_5511

O nome da escola faz referência à Revolta dos Malês (Malês eram negros escravos de origem muçulmana; nagôs e hauçás), que na primeira metade do século 19 organizou um levante em Salvador, na Bahia, entre os dias 24 e 25 de janeiro de 1835, completando, portanto, 180 anos esse mês. O levante dos Malês trazia como pauta principal a luta pela liberdade dos escravos baianos.

A realização da Escola é a síntese de uma reflexão sobre a importância da formação política para avançar na organização da juventude em torno de um projeto de sociedade, no qual o povo seja protagonista de sua própria história. O primeiro módulo da Escola representa apenas o início do que pretende ser um processo longo de formação e aprofundamento do estudo sobre como se formou a sociedade brasileira do ponto de vista social e econômico, sobre as revoluções triunfantes, economia política, teoria da organização, agitação e propaganda, trabalho de base e educação popular, dentre outros temas.

IMG_5629


TRANSforme sua Opinião! Levante-se pelo fim da Transfobia!

No mês da visibilidade trans o Levante Popular da Juventude saiu às ruas e redes sociais para denunciar a transfobia que violenta diariamente a juventude trans. Foram artes, cartazes, colagens e vídeos com o intuito de visibilizar a população trans e sua luta por direitos.

FB_IMG_1422559133614

Não aceitamos e não aceitaremos qualquer forma de discriminação e ódio contra as pessoas transexuais, travestis e transgênero. É com este compromisso que construiremos um projeto colorido e popular pra o Brasil sem qualquer forma de discriminação.

Dia 29 de janeiro é dia de luta para TRANSformar sua opinião se levantar-se pelo fim da transfobia!

FB_IMG_1422559150014

Confira a entrevista com o Arthur Suzzart*, transexual e militante do Levante de Salvador/BA:

Levante: Por que é necessário lutar pela visibilidade trans no Brasil?

Arthur: Antes que eu possa falar sobre isso, é importante lembrar que a luta para visibilizar as pessoas e movimentos que transgridem o conservadorismo, o patriarcado e rompem com os padrões e normas do capitalismo já vem acontecendo há muito tempo. A luta pela visibilidade trans no Brasil que também se configura como um movimento que rompe com todos os padrões das identidades fixas, tem suas necessidades e várias barreiras a serem enfrentadas, por isso a organização e o trabalho coletivo é que dá força para peitarmos esses desafios rumo a nossa emancipação e ao empedramento coletivo.

O movimento de transhomens é uma organização nova. Hoje temos o IBRAT, Instituto Brasileiro de Trasmasculidades que se instituiu de forma coletiva que visando atuar em todo o Brasil na promoção da visibilidade, saúde, educação; lutar pela dignidade dos transhomens para que possamos acessar os espaços e direitos de que qualquer ser humano é merecedor, sem nenhuma descriminação.

Os homens trans sofrem violências, passam por momentos de constrangimento e têm seus direitos violados bruscamente todos os dias porque temos uma sociedade que prevê intervenções a partir de um padrão heteronormativo e cisnormativo criados a partir do que é tido como homem e mulher. Quando nascemos já nos deparamos com uma sociedade que têm suas normas e regras determinadas, excluindo completamente as diversas possibilidades de identidades. O nosso país não garante que essas pessoas sejam respeitadas a partir do gênero a partir do qual ela própria se reconhece.

received_10202394346699719

Esse é o Arthur que nos cede a entrevista.

É necessário lutar para que em grupos e organizações possamos romper com a visão binária e naturalista sobre o ser mulher e ser homem, até porque considero que a categoria gênero é um constructo social.

Temos a necessidade de sermos reconhecido como ser humano, ter assegurado para nós políticas públicas e direitos que reconheçam e respeitem as nossas subjetividades e particularidades.

É importante lembrar que todos os dias pessoas trans, principalmente mulheres trans e travestis, morrem por transfobia. Essas pessoas são excluídas brutalmente das relações sociais, do mercado de trabalho, e quando estão inseridos pertencem a um nível brutal de precariedade. Pessoas trans de todo o Brasil UNI-VOS!

Levante: Como você percebe a violação de direitos às pessoas trans?

Arthur: É um pouco forte ter que reafirmar isso, mas é preciso tornar visível que temos em todos os espaços os nosso direitos violados, não temos nem se quer o reconhecimento da cidadania.

Sem os documentos legais compatíveis com seu gênero, sem leis para proteger, sem ofertas de trabalho, sem banheiro público para frequentar, sem roupas com modelagens apropriadas no mercado, sem escolas preparadas para se cursar, sem apoio familiar e social para se ter uma auto-estima razoável, somos uns meros ousados que lutam todos os dias pela nossa existência.

A transexualidade ainda é considerada como transtorno de identidade, as pessoas trans são consideradas como pessoas que têm sofrimento mental, o que já as coloca como suspeitas para reivindicar seus direitos.

FB_IMG_1422559530731

Não temos se quer o direito ao nome, que é a primeira coisa que se dá a um ser que nasce, somos violentados nas salas de hospitais, não temos autonomia se quer ao nosso corpo, somos obrigados, ainda hoje, para oficializar na justiça o nosso nome, a nos submeter a um processo de acompanhamento por dois anos para que no final um médico nos dê um laudo que comprove ou não nossa transexualidade. Lembrando que a fila para realizar as cirurgias é gigantesca, desmotivando totalmente as pessoas que desejam retificar o seu nome e adequar o seu corpo ao gênero que se reconhece.

Sem falar que mesmo quando conseguimos conquistas e avanços nas políticas sociais decorrentes das mobilizações sociais, os profissionais não são capacitados para acompanhar as mudanças. Se os trabalhadores não têm acesso às informações, as pessoas trans não tem os seus direitos garantidos.

Levante: Quais são os principais desafios para a visibilizar a população trans no Brasil?

Arthur: A aprovação pelo Congresso da PL 50002-13, lei de identidade de gênero ou lei João W Nery que proporcionará a mudança do prenome e do gênero nos documentos, sem necessidade de cirurgia, harmonização ou laudo psiquiátrico é uma pauta fundamental.

Reformular o currículo das escolas fundamentais fazendo com que pessoas trans consigam acessar a educação com a idade correta para a alfabetização e inserção nas escolas e universidades, tendo seu gênero respeitado. Além disso, consolidar o discurso de gênero e sexualidade na educação infantil para que fortaleçamos o combate a lesbo-homo-bi-transfobia.

Capacitar profissionais das áreas de educação, segurança e da saúde para lidar com este segmentoda população. Implementar as disciplinas universitárias colocando a cadeira de gênero e sexualidade no currículo obrigatório nas universidades nas áreas de saúde, humanas e educação, e principalmente reformular os currículos do ensino fundamental e médio. Além de medidas concretas de oferta de emprego dignas.

As gay, as bi, trans e sapatão, tão tudo organizada pra fazer Revolução!
Eu tô na rua é pra lutar, por um projeto colorido e popular!

*Arthur estuda Serviço Social na UFBA, é homentrans e se coloca diariamente na luta contra a transfobia. Também atua IBRAT – Bahia (Instituto Brasileiro De Transmasculinidade).


Nota de Repúdio à ação da Polícia Militar de Alckmin

Foto: Midia Ninja

Nós, movimentos e organizações em luta contra o aumento das tarifas de metrô, trens e ônibus, vimos, por meio desta nota, repudiar a violência e a truculência policial demonstrada nos últimos atos ocorridos na Capital paulista em torno dessa pauta.

Entendemos que a democracia, em seu sentido concreto, somente se constrói com a liberdade de expressão e de manifestação, motivo pelo qual a tomada das ruas em atos e protestos é algo não apenas legítimo, mas também indispensável à construção de um Estado plural, tal como garante a Constituição em diversas passagens de seu texto. Passados mais de 26 anos de sua promulgação, práticas recorrentes durante a ditadura militar se fazem presentes com a conivência do poder público, tornando letra morta o artigo 5°, inciso XVI, da Constituição, que diz: “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.

No entanto, na última sexta (23), novamente a Polícia Militar, comandada pelo Governador Geraldo Alckmin, se comportou de modo inadmissível perante os marcos democráticos supostamente em vigor. Primeiro, ao influenciar a escolha do trajeto por meio de ameaça de uso de força. Segundo, ao conduzir o ato já em curso, fechando vias e dirigindo a passeata, não permitindo qualquer modificação do trajeto. Por fim, ao usar efetivamente a brutalidade das bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e balas de borracha, pondo fim ao ato de modo voluntarioso, como se coubesse ao braço armado do Estado, e não aos manifestantes, a decisão pelo seu encerramento. Acrescente-se a isso a prática ilegal de “detenções para fins de averiguação”.

foto

A situação chegou a um ponto insustentável. A população de São Paulo já mostrou que está disposta a se manifestar e combater nas ruas o aumento abusivo das tarifas. No entanto, paira no ar a certeza de que estar nas ruas para exercer o direito de expressão é sinônimo de colocar em risco a integridade física. Enquanto isso, o Prefeito Fernando Haddad, que já fez declarações absurdas – equiparando manifestantes a terroristas e defendendo a violência da polícia -, assiste de modo totalmente omisso à barbárie institucional e antidemocrática que toma a cidade como palco.

Diante disso, exigimos que o Prefeito Haddad se posicione quanto à violência arbitrária cometida pela Polícia Militar nos últimos atos! Exigimos que o Governador Geraldo Alckmin, responsável pela PM, retire a Tropa de Choque das manifestações, impeça a intervenção indevida da polícia sobre a escolha do trajeto e puna os policiais que forem flagrados praticando abusos! Por fim, reiteramos a ambos que seja revogado o aumento das tarifas!

Continuaremos nas ruas pelo direito de ir e vir e pelo direito de se manifestar, sem catracas!

Assinam a nota:

ANEL

Coletivo O Estopim

CSP-Conlutas

Fora do Eixo

Juntos!

Juventude Liberdade e Revolução – LibRe

Levante Popular da Juventude

Marcha Mundial das Mulheres

Midia Ninja

MTST

Rede Ecumênica da Juventude (REJU-SP)

Refundação Comunista de São Paulo

UJR – União da Juventude Rebelião


A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL É DO POVO!

O Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista-BA e Região realizou nesta terça (20) uma paralisação contra o anúncio feito pela presidente Dilma sobre a abertura do capital da CEF. Os trabalhadores e trabalhadoras da CEF, vestidos de preto alertaram que a venda das ações do Banco, que hoje é 100% público, trás prejuízos a toda a sociedade. Há risco de benefícios e programas sociais serem reduzidos ou até mesmo extintos.

1907936_430676827085656_2413957034845763562_n
Movimentos sociais como o Levante Popular da Juventude, MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores e MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra estiveram presentes para somar forças nesta mobilização que é de interesse de toda a sociedade.

Neste momento, os movimentos também apontaram a necessidade de uma Reforma Política por meio de uma Constituinte Exclusiva, pois enquanto o Congresso Nacional for composto majoritariamente por empresários e ruralistas e financiado pelas grandes multinacionais e bancos privados, estes ataques serão constantes.

10422957_430676793752326_7608237121637109033_n
Por ser pública, a Caixa Econômica Federal atua diretamente nos maiores programas sociais do Brasil, como habitação, saneamento básico, infraestrutura, prestação de serviços a população, gestão do FGTS O PIS e seguro-desemprego.

Para saber mais sobre o tema clique aqui. Ou veja o vídeo.


Páginas:123