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Levante na Bienal da UNE

No período de 1 a 6 de fevereiro, na cidade do Rio do Janeiro (RJ), o Levante participará da 9ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE). Este ano, a Bienal da UNE traz o tema #vozesdobrasil, um convite à reflexão sobre a língua como elemento da identidade cultural brasileira, onde debaterá a língua portuguesa e suas variações: os idiomas de origem negra, indígena, a relação entre a fala e a escrita e a língua em seus amplos contextos e lugares sociais.

A caravana do Levante já está a postos, vários estados realizaram e ainda realizarão pré-bienais como forma de garantir não só a organização estrutural, mas todo o debate político sobre o espaço. O movimento contará com a presença de estudantes de mais de 20 estados do Brasil.

Levante na Bienal

Segundo Thiago Pará, militante Levante em São Paulo, a Bienal é um importante momento para que os estudantes brasileiros possam ver e compartilhar o que tem sido produzido de cultura e arte nas universidades. Isso nos remete a um grande desafio que é o de resgatar o papel que em outro momento tiveram o Centro Populares de Cultura (CPC) para a luta estudantil.

A Bienal é considerada o maior festival estudantil da América Latina. Durante os seis dias de evento, são esperadas cerca de dez mil pessoas de todo o país e também do exterior. O festival contará com shows, atividades culturais e esportivas, mostras científicas, oficinas e debates.

No primeiro dia, Rodrigo Sune, militante do Levante no Rio Grande do Sul, destaca o acontecimento da reunião da Organização Caribenha e Latino-Americana Estudantil (OCLAE), importante espaço para socialização das lutas e dos desafios dos estudantes latino-americanos. Além disso, um espaço para fortalecer um projeto alternativo e anti-imperialista na América Latina.

“Culturalmente, o Levante contribuirá com o que já faz nos estados, levando suas batucadas populares e compartilhando sua experiência no hip-hop, grafitte, estencil e outras coisas produzidas pela juventude”, diz Jessy Dayane, militante do Levante em Sergipe.

Ainda dá tempo de você ir para a Bienal com a delegação do Levante! Procure o Levante no seu estado. Caso esteja com dificuldade, entre em contato conosco pelo facebook ou pelo site.

SOBRE A BIENAL

A Bienal da UNE já passou por Salvador (1999 e 2009); Recife e Olinda (2003, 2013); São Paulo (2005); e Rio de Janeiro (2001, 2007 e 2011). O festival tem como principal proposta valorizar a identidade nacional e conectar as produções juvenis de todas as regiões do país. É considerada um instrumento de mapeamento e difusão da produção desenvolvida por jovens brasileiros, apresentando também um qualificado rol de convidados entre pensadores, artistas, ativistas e outras figuras públicas em debates, grandes shows, exposições e atos públicos.

Já participaram da Bienal personagens como Gilberto Gil, Oscar Niemeyer, Aleida Guevara (filha de Che Guevara), Ariano Suassuna, Augusto Boal, José Leite Lopes, Ziraldo, Jorge Mautner, Alberto da Costa e Silva, Mino Carta, Serginho Groisman, Abdias do Nascimento, Ondjaki, Jards Macalé, Alceu Valença, Marcelo D2, Martinho da Vila, Racionais MCs, Beth Carvalho, Lenine, O Rappa, Tom Zé, Mr Catra e Naná Vasconcelos.

 

 

 

 

 


Inicia a I Escola de Formação do Levante Sergipe

Por Emilly Firmino, militante do Levante Sergipe

Por compreender a importância da formação política para a organização e a constante luta pelas pautas da juventude, nos dias 10 e 11 de janeiro teve início a I Escola de Formação do Levante em Sergipe. Somando mais de 60 inscrições, estiveram presentes no curso jovens do campo, das periferias, de universidades públicas e particulares, das escolas secundaristas e tantos outros lugares.

Formação Sergipe

Destinado a pessoas que já estão ou pretendem construir o Levante Popular da Juventude, o curso se dividirá em 4 módulos: “Como funciona a sociedade 1”, “Como funciona a sociedade 2”, “Formação, Sociedade e Economia” e “Educação Popular e Trabalho de Base”. Os temas serão abordados mensalmente ao longo do primeiro semestre e tem como objetivo desatrofiar nossos corpos, mentes e corações, acumulando forças para superar os desafios vivenciados pelos jovens diariamente.

Facilitado por Eduardo Mara, militante do Levante em Pernambuco, o primeiro módulo trouxe reflexões importantes a respeito da construção da sociedade e as relações de opressões impostas por um modelo que humaniza o dinheiro e coisifica o homem. A Escola de Formação é um espaço de extrema importância, levando em consideração que as pautas que atingem a sociedade têm exigido respostas cada vez mais rápidas dos movimentos sociais.

Formação Sergipe 2

O ano de 2015 está apenas começando, mas visualiza-se um ano repleto de lutas e conquistas que exigem também uma juventude organizada, que vá às ruas consciente da ideologia que defende. O curso terá sua segunda etapa nos dias 7 e 8 de fevereiro, ainda dá tempo de se inscrever através da página: http://goo.gl/iSWDQ9. O primeiro espaço contou com a constante animação e o amplo desejo de solucionar questões sobre a sociedade, o sentimento que fica é de desejo da chegada do próximo.


Levante-se contra o aumento da tarifa!

Eu tô na rua, é pra lutar, por um transporte, sem tarifa e popular!”

É três e vinte, três e cinquenta, é tanto aumento que o povo não aguenta!”

Por Thiago Ferreira (Pará), militante do Levante em São Paulo e Diretor da UNE

Fotos: Mídia Ninja

Muita expectativa construiu-se sobre qual seria o impacto das manifestações de Junho de 2013, acerca das lutas e processos que se seguiram. Alguns setores da esquerda esperavam que a “luta contra a Copa do Mundo” ganhasse as ruas. Outros imaginavam que iam ver a expressão dos “anseios de Junho” nas urnas da eleição do ano passado. Nós, do Levante Popular da Juventude, apostamos nossas forças na construção do “Plebiscito Popular pela Constituinte da Reforma Política”, que coletou cerca de 8 milhões de votos.

Um ano e meio depois daquelas manifestações que sacudiram o país, voltamos às ruas em diversas capitais como Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo entre outras, para lutar contra o aumento das tarifas de transporte. No caso de São Paulo o aumento foi absurdo – 0,50 centavos nos ônibus, metrô e trem.

O Movimento pelo Passe Livre iniciou uma série de atividades para questionar e derrubar os aumentos. O primeiro ato de rua ocorreu nesta sexta-feira, dia 09, e reuniu cerca de 10 mil manifestantes. Um sinal importante sobre como a população encara essa nova tarifa.

Ato  SP

Como era de se esperar, houve uma reação desproporcional da Polícia Militar e uma cobertura enviesada da grande mídia.

É preciso, é claro, distinguir os projetos apresentados no caso da capital . O do prefeito Fernando Haddad, apresenta um importante avanço, sem dúvida, fruto das marchas de 2013: tarifa zero para estudantes de baixa renda. Geraldo Alckmin apresenta apenas o arrocho, com uma despropositada possibilidade de acompanhar o projeto do prefeito Haddad.

Apesar de termos dois projetos diferentes, enfrentamos um mesmo problema: o aumento no valor das tarifas. Mais uma vez somos levados a crer que há uma sintonia fina, já que o aumento foi similar. A esse retrocesso não podemos vacilar, precisamos combater e derrotar.

A saída encontrada foi a mesma: ocupar as ruas!

A resposta do poder público, por outro lado, foi a mais antidemocrática o possível. O governador Geraldo Alckmin, enviou suas tropas da Polícia Militar para reprimir duramente os manifestantes com balas de borracha, gás lacrimogênio e detenções, até agora foram 32.

Ato SP 2

Segundo os policias, tratou-se apenas de uma reação a atos de vandalismo.

Sejamos francos. A polícia poderia muito bem ter contido qualquer “ato de vandalismo” com o efetivo que contava na manifestação. A questão é que a PM agiu de forma intencional, deliberada e articulada para dispersar a manifestação, que seguiu pacificamente ao seu destino, a Praça do Ciclista, na Avenida Paulista.

Nossa resposta imediata foi não revidar às provocações. Seguir com nossa manifestação. Mas tornou-se simplesmente impraticável com aquele nível de repressão.

Nossa resposta deverá ser continuar ocupando as ruas, para pressionar o poder público e derrotar o projeto do empresariado dos transportes. É preciso muita unidade e nenhuma vacilação. Ir às ruas novamente com nossas bandeiras e batucadas, para conquistar um “transporte, sem tarifa e popular!”.

Ato SP 4


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