Monthly Archives: fevereiro 2015

RS dá início ao seu VI Estágio Interdisciplinar de Vivência

 Na última quarta-feira (4), teve início na cidade de Santa Cruz do Sul a primeira etapa do VI Estágio Interdisciplinar de Vivência/RS. A atividade, que acontecerá até o dia 18 de fevereiro, conta com a participação de 25 estagiários de universidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e da Argentina.

 A organização do EIV é compartilhada entre os movimentos Levante Popular da Juventude, Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A iniciativa pretende aproximar a universidade e os estudantes da realidade camponesa e dos movimentos sociais do campo que lutam pela transformação da sociedade, com muita mística, estudo, disciplina e animação.

 A primeira e terceira etapas do Estágio contam com formações sobre Economia Política, Questão Agrária, Opressões, Juventude, entre outros temas. A vivência em assentamentos e acampamentos rurais compreende a segunda etapa do estágio e acontecerá entre os dias 9 e 16. Esta é a oportunidade não só de conhecer, mas de partilhar a vida e luta camponesa, a realidade cotidiana dos movimentos de trabalhadores rurais em uma perspectiva que vai além do aprendizado teórico ao qual os universitários já estão habituados.

As etapas de formação teórica e de preparação para as vivências acontecem no Centro de Produção e Formação Camponesa São Francisco de Assis, uma iniciativa do MPA para desenvolver e viabilizar a produção dos pequenos agricultores.

Mais informações através do site: www.eivrs.wordpress.com

Estudantes reunidos durante a etapa de preparação do estágio.

Estudantes reunidos durante a etapa de preparação do estágio.


Se Levanta pra lutar, por um Projeto Popular!

3 anos de Levante

Há três anos um projeto político saiu do imaginário de alguns indivíduos e desabrochou na identidade de milhares de jovens em todo o país. Nascia o Levante Popular da Juventude, a partir de um trabalho coletivo de convencimento de que era urgente e necessária uma ferramenta de organização da juventude que fosse capaz de unir campo e cidade, periferia e universidade num mesmo projeto de sociedade.

Nos construímos na ousadia de levantar a bandeira vermelha da esquerda num período de descenso, convencidos de que só a juventude organizada é capaz de agir nas contradições que vive. Uma juventude que acessa a universidade, mas tem dificuldades de permanecer. Uma juventude que acessa o primeiro emprego, mas ainda de forma precarizada. Uma juventude que sonha, mas também é assassinada pelo racismo do Estado nas periferias das grandes cidades.

Foi a partir da certeza de que tais contradições se colocariam no centro da luta de classes neste período que abraçamos esse desafio. Junho de 2013 reforçou a necessidade dessa construção. Um sentimento de negação da política convencional e o desejo por mais direitos tomou as ruas e consolidou um dos maiores movimentos de massas da história do Brasil. Nos orgulhamos de humildemente ter reforçado as fileiras tortuosas dessa luta e animados seguimos adiante.

Os escrachos populares, pavio estimulador da Comissão Nacional da Verdade, foi a nossa estreia nas ruas. De lá pra cá muitas foram nossas ações, desde blocos de carnavais até a defesa Petrobras como patrimônio do povo brasileiro, seguimos com a referência de que só a luta muda a vida. Será nas ruas que os sonhos de mudanças na vida das famílias trabalhadoras ocorrerão. Nelas seguiremos cantando pelo fim da exploração, do machismo, do racismo, da homofobia até a última gota de suor cair nos tambores das baterias que alegram a nossa luta.

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Nessa caminhada, agora trilhamos junto de um amplo campo unitário a luta pela Reforma Política através de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Passado o plebiscito popular, quando fizemos um trabalho de construção de centenas de comitês populares e coletamos de mais de 7 milhões de votos, temos o grande desafio de oficializar o Plebiscito e seguir estimulando o povo a construir as transformações necessárias na política do nosso país.

Convictos da necessidade de unidade da esquerda, seguimos em nossa trincheira. Nosso feijão com arroz é levantar a juventude. Nosso sonho é a revolução, e essa só faremos a muitas mãos.


Estudantes realizam no RJ ato por Constituinte e contra cortes de verba na educação

Cerca de 300 estudantes participaram na tarde de hoje de um ato político em defesa da Petrobras como empresa estatal Brasileira e contra os cortes de verba para a educação. A manifestação, que aconteceu no Rio de Janeiro paralelamente a 9º Bienal de Cultura da União Nacional dos Estudantes (Une), foi organizada por entidades políticas que compõem o Campo Popular.

Os manifestantes reuniram-se nos arcos da Lapa a partir das 14h, saindo em marcha em direção a Petrobras, onde realizaram a primeira etapa do ato político contra a privatização da estatal. Sobre o assunto, João Moraes, presidente da Federação Única dos Petroleiros, afirma que “esse patrimônio (Petrobras) foi construído por sangue suor e lágrimas da nossa gente”, afirmação que reforça os argumentos contrários a privatização.

Soma-se a pauta de reivindicações a defesa de uma constituinte para transformar o sistema político brasileiro, que atualmente permite através do financiamento privado de campanha conchaves entre políticos corruptos. Defendem, também, a garantia da execução da lei que destina 75% dos royalties para a educação, opondo-se aos atuais cortes de verba ao Ministério da Educação (MEC) feito pelo governo Federal.

Saindo da Petrobras, a manifestação seguiu em direção a sede do MEC, onde os estudantes deixaram cartazes fixados na fachada da instituição. Reivindicando 75% dos royalties para a educação, os manifestantes ocuparam a sede da instituição. Segundo Hugo Pacotinho, militante do Levante Popular da Juventude / Bahia, as reivindicações são “para que toda a juventude possa entrar na universidade”.

Após realização do ato, os estudantes retornaram para as atividades da Bienal que acontecerá até amanhã.

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Estudantes em marcha

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Manifestação em frente a Petrobras

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Cartazes fixados na fachada do MEC

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Militantes ocupam a entrada do MEC com faixas e cartazes

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Estudantes ocupam o prédio do MEC


A Petrobras é do povo! Para combater a corrupção, Constituinte é a solução!

  Jovens de todo Brasil, atenção! Vivemos dias importantes da história do nosso país. Fomos às ruas por mais direitos, votamos por mais direitos, mas estamos com eles ameaçados por uma grande campanha contra a Petrobras. Essa campanha é contra a ampliação de direitos sociais no Brasil! Contra o uso soberano de nosso petróleo em investimentos para o povo brasileiro.

A Petrobras é estratégica para ampliação de direitos sociais no Brasil. Após décadas de pressão popular e com as possibilidades vindas da descoberta do pré-sal, bilhões de reais do petróleo serão destinados a saúde, educação e cultura nos próximos anos. Em tempos de crise econômica internacional, a Petrobras é a única possibilidade que temos para aumentar os investimentos nessas áreas tão carentes e necessárias em nosso país.

Com a demissão da atual diretoria da estatal, vemos nosso grande patrimônio vulnerável aos interesses gananciosos dos inimigos do povo. Os últimos dias nos mostraram que a Rede Globo pretende que a nova presidência da empresa venha das mãos de Joaquim Levy. As mesmas mãos que fizeram grandes cortes em investimento social, entre eles 7 bilhões de reais que seriam destinados à educação. Se queremos fazer do Brasil uma “Pátria Educadora” de verdade, precisamos ampliar o investimento público na educação. Sem mais cortes!

O papel da Rede Globo, entre outras grandes mídias, associadas a gigantes petrolíferas transnacionais, é destruir o sentimento de pertença em relação a empresa que o povo brasileiro tanto se orgulha. Para isso, fazem uma campanha de ataque à Petrobras associando-a diariamente a um punhado de corruptos. O objetivo é privatizar. Querem o petróleo para encher ainda mais seus bolsos, acabando com a única possibilidade do uso soberano de nossa riqueza para ampliar direitos sociais.

Mas a verdade é que, pela podridão do sistema político brasileiro, grandes empresas que financiam campanhas políticas montam esquemas como o descoberto pela Operação Lava-Jato para se beneficiarem através de licitações “compradas” durante a campanha eleitoral. Apesar de não sair na grande imprensa, o nosso atual sistema político é a real origem da corrupção nas empresas públicas.

A Petrobras forte e pública é a nossa grande chance de impedir uma agenda regressiva proposta por Joaquim Levy! Defender a Petrobras 100% pública, longe de corruptos e corruptores é defender mais direitos do povo e da juventude brasileira. Queremos corrigir o problema na raiz. A solução não é privatizar, mas sim a mudança do sistema político através de uma Constituinte Exclusiva e Soberana. Por isso voltamos às ruas hoje. E voltaremos quantas vezes forem necessárias.

Não me engana mais, a Rede Globo quer vender a Petrobras!

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Militantes carregam faixa com a frase: “A Petrobras é do povo! Para combater a corrupção, Constituinte é a solução!”

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Manifestantes se dirigem a sede da Petrobras no RJ

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Concentração do ato. Faixa com a frase “Constituinte já”

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A Petrobras é do povo, pra combater a corrupção Constituinte é a solução!

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Atenção: Pátria educadora não corta verbas da educação.

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Faixa produzida para o ato


Levante realiza saiaço na Univasf pelo fim da transfobia

Na última quinta-feira, dia nacional da visibilidade trans, o Levante Popular da Juventude fez mais uma intervenção no restaurante universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco. Com o objetivo de chamar atenção para a causa trans, militantes do Levante fizeram um saiaço durante o almoço. O saiaço é um tipo de manifestação política de caráter irreverente onde os participantes (homens e mulheres) usam saia com o objetivo de chamar atenção para a transfobia, promovendo, dessa forma, um amplo debate sobre esse tipo de opressão.

Além disso, houve a distribuição de panfletos com dados referentes à negação de direitos e diversos tipos de violências sofridas pela população trans, inclusive dentro do âmbito acadêmico.

Finalizando a atividade, a militante transexual e estudante de ciências sociais Mycaella Bezerra fez um discurso emocionado sobre a realidade das pessoas trans. Em seu depoimento, Mycaella enfatizou a necessidade da população cisgênera também se envolver na luta pelo fim da opressão contra as travestis, transexuais e transgêneros.

Um numeroso grupo de estudantes se aproximou para acompanhar a intervenção, e ao final do discurso, Mycaella foi muito aplaudida pelos presentes. A luta avança e a transfobia vai retroceder! O Levante Popular da Juventude se compromete com o avanço do projeto colorido e popular, na Univasf e em todos os lugares.

“As gay, as bi, as trava e as sapatão tão tudo organizada pra acabar com a opressão

As gay, as bi, as trava e as sapatão tão tudo organizada pra fazer revolução!”

Intervenção realizada no RU da Univasf

Intervenção realizada no RU da Univasf

Militantes vestem saia em apoio a causa Trans

Militantes vestem saia em apoio a causa Trans


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