Monthly Archives: março 2015

NENHUM CENTAVO A MENOS PARA A EDUCAÇÃO, CONSTITUINTE É A SOLUÇÃO!

A educação brasileira sofreu um duro golpe no inicio de 2015. Um corte dirigido pelo atual Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, subtrai do investimento do Ministério da Educação (MEC), nada menos que 7 bilhões de reais.
Apesar de vitorioso nas eleições presidenciais de 2014, o governo Dilma Rousseff tem cedido diante da pressão dos setores mais conservadores da sociedade brasileira, inclusive adotando parte importante do programa rechaçado nas urnas. Esta infelizmente tem sido a forma que o Governo Dilma vem encontrando para enfrentar a ofensiva da direita: ceder em seu programa!
Essa política tem nome e sobrenome, é o velho ajuste fiscal neoliberal. É uma política que procura penalizar a juventude da classe trabalhadora com cortes e retirada de direitos (podemos citar como exemplos as MP’s 664 e 665), ao mesmo tempo em que não contraria os interesses fundamentais e os privilégios das elites.
Se é necessário fazer “ajustes”, em um momento de desaceleração econômica, porque a elite não paga esta conta? Porque não se taxa as grandes fortunas ao invés de cortar investimentos na Educação, eleita como lema desse novo governo? Porque os estudantes tem que pagar essa conta?
Esse corte de verbas da educação vem prejudicando centenas de instituições públicas e particulares pelo país. Os/as estudantes que retornaram às aulas neste semestre encontraram uma situação grave. Muitas Universidades iniciaram as aulas sem a garantia de abertura dos Restaurantes Universitários, das bolsas de permanência estudantil ou ainda sem a segurança de serviços básicos como limpeza, entre outros. Ou, no limite, não iniciaram as aulas. Dificuldades também na renovação do Financiamento Estudantil (FIES), devido ao aumento abusivo das mensalidades nas instituições particulares, acima da inflação.
No entanto, sabemos que uma proposta de “ajuste” para os ricos esbarraria nesse Congresso conservador, que só se preocupa com seus interesses, e dos financiadores de suas campanhas. Vivenciamos uma crise política no país, proporcionada por um Congresso Nacional, dominado por empresas privadas. Esta crise política se expressa na crítica à corrupção e no sentimento generalizado na juventude de rechaço às instituições políticas.
Mas, a saída que temos para esta crise está no campo da política. A juventude e os/as trabalhadores de diversas categorias e estados, já estão mostrando qual o caminho: a luta de massas, que ocupe cada palmo das ruas!
Não podemos admitir neste momento qualquer retrocesso. Queremos uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, para transformar radicalmente a forma de fazer política em nosso país!
Por tudo isso, estaremos no dia 17/03 mobilizando os/as estudantes brasileiros em todas as universidades e faculdades, a lutarem:
1 – Contra os “Cortes na Educação e Aumento das mensalidades”, que acarretam em dificuldades na renovação do FIES;
2 – Contra o Ajuste Fiscal Neoliberal do governo, que os ricos paguem a conta, pela taxação das grandes fortunas;
3 – Pela conquista de uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político.

Convocam esta iniciativa as organizações que compõe o Campo Popular da UNE:
Levante Popular da Juventude;
Coletivo Quilombo;
Reconquistar a UNE;
Movimento Mudança;
O Estopim;
e Juventude Revolução

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NOTA EM SOLIDARIEDADE A JOÃO PEDRO STÉDILE E AO MST

O Levante Popular da Juventude repudia a manifestação difundida nas redes sociais na última semana que ameaça a vida de João Pedro Stédile, principal referência dos movimentos sociais e organizações populares no Brasil.
Em um contexto de intenso acirramento político, a ameaça à vida de uma liderança popular reafirma o caráter fascista de setores conservadores, que vem à público expressar seu desprezo pela Democracia sem qualquer constrangimento.
Exigimos que o senhor Paulo Machado, integrante da guarda municipal de Macaé/RJ, seja indiciado, julgado e condenado pela ameaça realizada, propagando o ódio e incitando a execução de uma pessoa, em troca de dinheiro.
Além disso, é necessário que o Ministério da Justiça, a Polícia Federal e a Prefeitura de Macaé se responsabilizem pelas investigações e afastamento do servidor público. O poder público não pode ficar inerte diante de atos recorrentes de incitação à violência, intolerância política, perseguição ideológica.
Em síntese, não podemos admitir atos que colocam em risco os fundamentos da nossa frágil Democracia, e que crimes como esses ganhem força e envenenem a sociedade brasileira com o ódio.
O Levante permanecerá lado a lado com João Pedro, o MST e todos os lutadores do povo, em defesa da Democracia e pela construção de um Projeto Popular e Soberano de nação.
Pátria Livre, Venceremos!
Ousar Lutar, organizando a Juventude pro Projeto Popular!
São Paulo, 12 de Março de 2015
StВdile-MST

Vamos voltar pra rua?

2015 está agitado. E nós precisamos entrar no ritmo. De tudo que é lado vemos novidades. Nem sempre boas, claro. Aliás, como lidar com novidades “ruins” é o assunto do momento. Não sei quanto a vocês, mas acho que é hora da juventude fazer alguma coisa. Esses dias um amigo disse uma verdade: agora temos mais motivos para protestar do que em junho de 2013.

 O ônibus aumentou um absurdo. Escrevo de BH. Aqui aumentou para compensar tudo o que não subia desde as manifestações de junho. Em menos de um ano e meio a passagem saiu de R$2,65 pra R$3,15. Tive até que trazer minha bicicleta que ficava encostada no interior.

 Além do ônibus, aumentou o aluguel e agora vi que a conta de luz subiu mais 30%! E o problema não é só econômico. Desse jeito tudo fica mais difícil: estudar, ir a um show, na roda de capoeira, no teatro, no cinema, ao bar e mais sei lá onde. O pior é que isso está acontecendo em vários lugares.

 Ai você vai olhar as lideranças do Brasil pra ver o que elas estão fazendo. Disseram que iriam fazer um monte no final do ano passado, e estão fazendo mesmo, um monte de besteira. A situação é a seguinte: começaram a decidir quem vai perder com a crise econômica. E decidiram, mais uma vez na história, que é a gente. Os que já tinham muito menos, e que ganharam muito menos quando a maré estava boa, agora vão perder. E tem umas perdas que podem não ser nada pequenas, o maior símbolo disso é a Petrobrás.

 Podem me chamar de conspirativo, ou o que quiser, mas os EUA ficaram puto de não ter participado do Pré-Sal e agora a Globo e os grandes jornais como Folha de São Paulo atacam a Petrobrás ferozmente. Se engana quem acha que isso tem a ver só com corrupção e defesa da boa moral. O ataque à Petrobrás tem como alvo o nosso petróleo. Corrupção se resolve com reforma do sistema político, não na Petrobrás.

 A grande campanha do Lava-Jato é extremamente distorcida, faz até a Petrobras parecer um problema nacional quando, na verdade, ela é uma ótima solução para melhorar nossa saúde, educação, empregos… o que representa mais direitos no (nosso!) futuro. E pasmem: quem patrocina essa campanha distorcida que pode acabar como nossa riqueza de petróleo é a família mais rica do Brasil, “os Marinho”. Pensa só! É por aitudes egoístas como essas que o Brasil é um dois países mais desiguais do mundo.

 É ou não é motivo suficiente para protestar? Eu acredito que nossa geração pode ficar conhecida como tendo tomado muita iniciativa interessante, como andar mais de bicicleta, tomar consciência ambiental, ter muita consciência política, parar de fumar, comer melhor, ser menos machista, menos racista, menos homofóbico, enfim, caminhar pra sermos pessoas melhores. Ser jovem hoje é isso.

 Agora, nesse cenário de crise política dá para ver o quanto as lideranças “institucionais” de hoje já estão velhas. E velhas não quer dizer só idade. E as vezes nem quer dizer idade. São velhas por que representam coisas muito atrasadas. Parece que não percebem o avançar da história e ficam com o pé fincado lá atrás.

 O maior exemplo disso é o Eduardo Cunha. Um dos homens mais poderosos do país hoje é Presidente da Câmara dos Deputados. Ele está enfiado na Lava-Jato mais do que muitos outros, junto com Renan Calheiros, presidente do Senado. Vejam só os chefes ilustres do nosso Congresso! Mas voltando ao Cunha, o cara ainda é super reacionário em outras coisas que a gente luta pra avançar: é corrupto, machista, homofóbico (propôs o dia do orgulho hetero) e está liderando o Brasil. É a contra-mão!

 Sinceramente, a gente precisa fazer alguma coisa. Não dá para ver o Brasil a mercê de pessoas atrasadas como Eduardo Cunha, de egoístas como os Marinho, etc. No fundo a questão da representação está aí. O problema da corrupção está aí também. Essas pessoas são responsáveis pelas mazelas do nosso país. Não é hora de ficarmos acoados. A melhor forma de nos defender é atacar, retomando às ruas com um objetivo comum. A gente precisa reformar esse sistema político de todo jeito. Peguem suas ferramentas e vamos às ruas! O dia 13 está aí! Sinceramente, agora temos muito mais motivos.

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Militante do Levante é presa em RO durante ação do Dia Internacional da Mulher

  Marcando a jornada internacional de luta das mulheres, jovens da Via Campesina e do Levante Popular da Juventude/Rondônia realizaram nesta madrugada ações de agitação e propaganda na capital do estado, Porto Velho. Ao iniciar a ação por volta das 3h da manhã, um grupo de quatro jovens foi visto e perseguido por uma viatura da polícia militar, que chegou a disparar três vezes com arma de fogo contra o carro onde estavam os militantes.

Ao descer do carro, o grupo foi de imediato rendido e forçado a deitar no chão. Sob ameaça de armas e abuso de autoridade, as duas mulheres presentes foram vítimas de ação machista e truculenta durante toda abordagem policial. Segundo a jovem detida, a abordagem foi justificada pelo fato de que, de acordo com a polícia, ela não deveria estar na rua naquele momento: “eles disseram que eu não poderia circular a noite na cidade, que deveria estar em casa”, relata. A mesma jovem, que conduzia o veículo do grupo, foi pressionada pelos policiais a afirmar que o companheiro negro presente na ação estava no momento dirigindo no seu lugar.

A abordagem seguiu até às 5:30 da manhã, quando três militantes foram liberados e apenas a jovem que conduzia o veículo foi detida. Na viatura da polícia haviam três policiais homens e nenhuma policial feminina. Na delegacia, não explicaram a jovem o que estava acontecendo, tampouco a informaram sobre seus direitos. Ela também foi impedida de realizar telefonemas, além de ter sido ouvida pelo escrivão ao invés de pelo delegado. A militante prestou depoimento somente por volta das 10 da manhã, sendo liberada após às 11h.

A militante presa revelou estar ainda muito nervosa e assustada, declarando que “a ação foi muito tensa, principalmente pela forma machista como agiram comigo”. O lamentável ocorrido é mais uma prova concreta do caráter machista e patriarcal do Estado.

 Segue abaixo nota de repúdio produzida pela Via Campesina e pelo Levante Popular da Juventude – RO.

Marcando a jornada internacional de luta das mulheres, jovens da Vía Campesina e Levante Popular da Juventude de Rondônia realizaram nos dias oito e nove março ações de agitação e propaganda na capital do estado, Porto Velho. Dentre outras pautas, as ações buscavam denunciar os impactos socioambientais das usinas hidroelétricas –  principalmente após as recentes enchentes no norte do estado, a subserviência dos órgãos públicos ligados à agricultura aos interesses do agronegócio, o fechamento de escolas no campo e precarização da educação e a violência contra as mulheres.

Após uma dessas ações, os companheiros se dirigiam de carro ao alojamento quando foram abordados com truculência por policiais militares. Os PMs conduziram uma violenta perseguição pelas ruas da capital, chegando a disparar três vezes com força letal contra o carro onde estavam quatro jovens, que acabaram rendidos.Uma vez fora do carro, os policiais se utilizaram de flagrante abuso de autoridade, buscando extrair maiores informações sobre as ações realizadas. Após algumas horas, três dos companheiros foram liberados, enquanto uma jovem foi detida e levada para a Central da Polícia Civil de Porto Velho, onde permanece até o momento.

Nós, jovens, mulheres e homens organizados na Vía Campesina e Levante Popular da Juventude, denunciamos a violência policial racista, machista e covarde, repudiamos a criminalização dos movimentos sociais e declaramos publicamente: não nos calarão!

MULHERES EM LUTA PELA SOBERANIA ALIMENTAR, CONTRA A VIOLÊNCIA E O AGRONEGÓCIO! LUTAR NÃO É CRIME!

Lutar não é crime!

Lutar não é crime!


Porque você não deve ir na manifestação do dia 15

Se você está indignado com a corrupção no Brasil e, assim como nós, quer combater as injustiças que acontecem a nossa volta, CUIDADO com o ato do dia 15 de Março. Veja porque:
1 – O ATO DO DIA 15 DIZ QUE DEFENDE O BRASIL, MAS É UM ATO GOLPISTA: a elite perdeu as eleições, mas quer ganhar no tapetão, mudando as regras do jogo. Neste caso a palavra Impeachment, é uma forma bonita de dizer Golpe.
2 – O ATO DO DIA 15 DIZ QUE É DEMOCRATICO, MAS DEFENDE A INTERVENÇÃO MILITAR: as pessoas que estarão neste ato defendem a Ditadura no Brasil que matou, torturou e perseguiu milhares de pessoas. Querem que os militares assumam o poder, tirando o nosso direito de decidir sobre os rumos do país.
3 – O ATO DO DIA 15 DIZ QUE DEFENDE O POVO, MAS É ELITISTA: eles querem falar em nome do povo, mas defendem somente os seus interesses de elite. Acreditam que investir no povo (saúde, educação, etc) é desperdício de dinheiro e têm nojo de conviver com pobres.
4 – O ATO DO DIA 15 DIZ QUE COMBATE A CORRUPÇÃO, MAS SÓ ACUSA ALGUNS: todos os principais partidos estão envolvidos com corrupção, como indica a Operação Lava-Jato, mas eles querem dar a entender que o PT inventou a corrupção no Brasil. Ou seja, eles batem na corrupção, menos na dos políticos que são seus amigos.
 5 – O ATO DO DIA 15 QUER EXPRESSAR A NOSSA INDIGNAÇÃO, MAS NA VERDADE QUER MANIPULÁ-LA: Temos muitas razões para estar indignados, e devemos sim protestar para que a vida do povo melhore. Mas não podemos deixar que nos manipulem, apresentando falsas soluções. Sabemos que a corrupção não é obra de um partido, mas faz parte desse sistema político. Por isso para acabar com a roubalheira não adianta mudar uma pessoa, tem que mudar todo o Sistema.
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