Monthly Archives: março 2015

08 de março é dia de se levantar pela vida das mulheres!

 “A violência tá em alta

e só tem a piorar,

a mulherada organizada tem que se manifestar…”

 Na terça-feira desta semana, 03 de março, faltando poucos dias para o dia Internacional de Luta das mulheres, tivemos mais uma vitoriosa conquista do movimento feminista, foi aprovado o Projeto de Lei (PLS) 292/2013 que altera o código penal brasileiro e inclui o Feminicídio, assassinato de mulheres pelo fato de serem mulheres, como crime de homicídio qualificado e hediondo, podendo o criminoso pegar pena entre 12 a 30 anos. O índice de morte de mulheres em decorrência do gênero no Brasil é assustador e só nós, mulheres, carregamos no corpo “a dor e a delícia de ser o que se é”. O medo de andar sozinha na rua nos acompanha em cada esquina, em cada passo dado.

O relatório final da CPMI da violência contra a mulher revelou também o assassinato de 43,7 mil mulheres no Brasil entre o ano de 2000 e 2010. E pasmem! Dentre os casos, a cada 10 mortes, 7 acontecem por motivo de gênero e 48% delas acontecem dentro de casa, sendo o crime realizado por maridos, ex-maridos, namorados ou companheiros. Ou seja, o criminoso é bastante conhecido pela vítima. Dados como esses nos comprovam o quanto está enraizada em nossa sociedade a cultura patriarcal e machista que subjuga a mulher como inferior ao homem, e estabelece relações de hierarquia e desigualdade de gênero.  Outro exemplo real de exploração da mulher é a divisão sexual do trabalho em que são destinados a nós os menores salários ainda que exerçamos a mesma função de trabalho que os homens. A divisão entre o público e privado, em que a mulher deve restringir-se ao espaço doméstico, de cuidado e reprodução dos filhos enquanto ao homem fica com a esfera da produção, do trabalho na fabrica, da política e o lazer.

Desse modo, a violência de gênero em todas as suas facetas (física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial) também é tida como uma relação de poder entre homens e mulheres, em que aquele se vê no direito de achar que é dono do corpo e da vida das mulheres! Entretanto, nós, mulheres forte que somos, resistimos, levantamos a bandeira lilás do Feminismo e gritamos ao alto e bom tom que também somos gente e merecemos ser respeitadas! É por isso que neste 08 de março, dia tão importante e de luta do calendário feminista saímos as ruas para reivindicar o direito a vida e a sobrevivência das nossas mulheres jovens, pretas, pobres, mães, estudantes, indígenas, quilombolas…todas elas! Queremos viver e não aceitaremos mais a omissão do Estado!

Por outro lado, aproveitamos o momento histórico que bate em nossas portas para erguer nossos punhos em prol de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político e armar mais mulheres! Afinal, não podíamos deixar de dizer aqui que a proposta de projeto de lei que tornava o Femínicio crime estava tramitando desde meados de 2013 e foi realizada pela bancada feminina (presença ainda minoritária nos espaços de poder, mas imprescindível para o conquista de direitos das mulheres). Fica evidente para nós a centralidade da importância da participação das mulheres não só na política como também nos espaços instituídos de poder, de decisão, para garantir que políticas públicas sejam pensadas levando em consideração a vida e as demandas das mulheres. Queremos um Congresso feminista e Popular e não um Congresso machista, conservador e arcaico, que ousa querer aprovar o Estatuto do Nascituro (PL 478/2007), projeto de lei que passa por cima de direitos já conquistados por nós mulheres! Para eles, entoemos o canto e não arredamos o pé da luta: “O Estado é Laico, não pode ser machista. O corpo é nosso, não da bancada moralista. As mulheres estão nas ruas por libertação, lugar de estuprador não pode ser na certidão.”

Por fim, continuamos a afirmar que a nossa bandeira central para os próximos períodos é a Constituinte. Afinal, será somente através dela que conseguiremos avanços reais para a vida das mulheres e do povo brasileiro.

Constituinte pra mudar a vida das mulheres e transformar o mundo!

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Cursinho pré vestibular popular é inaugurado em periferia do ES

Um cordel dedicado a Paulo Freire sistematiza em poucos versos o ideal de educação defendido pelo pedagogo durante todos os seus anos de vida: “Os meios tradicionais/ Usados para ensinar/ Paulo achava que não era/ O mais certo pra se estudar/ E sonhava achar um meio/ De Educação Popular”. Apesar de tamanha certeza de que a educação mercantilizada oferecida ao povo brasileiro desde a educação básica até o ensino superior não condiz com o sonhado para o Brasil, transformar a educação e produzir novas práticas permanece sendo um grande desafio para esquerda e para os movimentos sociais.

Provando que é possível caminhar na contra mão desse fluxo, foi inaugurado no último sábado, 28 de fevereiro, o Cursinho Pré Vestibular Popular em Maria Ortiz. A iniciativa, construída pela célula de educadoras e educadores do Levante em parceria com o Movimento Passe Livre – Grande Vitória (MPL-GV) e a Associação de Moradores de Maria Ortiz (AMMOR), vai atender 35 estudantes do bairro e de diversos locais da região metropolitana de Vitória.

As aulas acontecerão todos os sábados do ano, durante o dia inteiro. A participação no projeto é gratuita e oferecerá, inclusive, alimentação aos estudantes durante os períodos de aulas. Colaboram com o projeto 30 professores voluntários, além de outras 15 pessoas que se organizam na coordenação do cursinho divididos entre as comissões de secretaria, infraestrutura, articulação e finanças. Além disso, duas moradoras do bairro contribuirão com as tarefas da cozinha.

A realização do projeto foi possível devido ao trabalho de base iniciado em 2014 durante a campanha do Plebiscito Constituinte. A associação de moradores foi convidada pelo Levante para contribuir na campanha, firmando-se, dessa forma, uma importante parceria. Segundo Gutemberg de Oliveira, militante da célula de educadores do Levante e professor de geografia e espanhol do projeto, a ideia surgiu “em uma conversa com jovens do bairro sobre a necessidade de um cursinho para ajudar a juventude que está atualmente se vinculando fortemente com o trafico de drogas, outros que perderam a esperança em fazer um curso superior, outras que não podem fazer um cursinho pré-vestibular privado devido aos altos custos. Aí procuramos pessoas com disposição e coragem para enfrentar o desafio, foi quando encontramos os militantes do MPL-GV que também moram no bairro, e assim começamos a articular com amigos e amigas que podiam contribuir como educadores, além de pessoas que somaram na coordenação”.

Com muita expectativa e curiosidade, os estudantes selecionados para participar do projeto compartilharam suas histórias e objetivos durante a abertura do cursinho. A jovem Micheli dos Santos Silva, 24 anos, é moradora do bairro e soube da iniciativa através de um cartaz no ponto de ônibus. Vinda de uma família de 5 irmãos, Micheli afirma não ter tido muitas oportunidades de estudar. Ela chegou a ingressar em uma faculdade através de bolsa parcial, porém, devido a precarização do ensino e do alto valor da mensalidade (mesmo com bolsa), se viu obrigada a desistir do curso de arquitetura. Atualmente casada, trabalhando e criando uma sobrinha, a jovem via seus sonhos se distanciarem cada vez mais pela falta de oportunidades. Agora, integrando a turma do cursinho popular, Micheli espera “alcançar algo que nunca teve oportunidade na vida por falta de condições”, pontua.

Ester Vaz, militante do MPL-GV e professora de biologia do projeto, reforça a importância de um cursinho pré vestibular de caráter popular: “Existem os pre-vets que são pagos e enxergam cada aluno como um sifrão a se multiplicar. Existem os pré-vests gratuitos, que buscam passar os alunos no vestibular. A nossa intenção como cursinho Popular é que as pessoas do nosso bairro entrem na universidade e não só se formem, mas também abram caminhos, enfrentando o racismo, o machismo e o elitismo. Contribuindo, assim, para que outras pessoas vindas da mesma realidade consigam fazer o mesmo. Enfim, não queremos que eles entrem e saiam da universidade sem transforma-la”, conclui. Ainda sobre as diferenças entre um cursinho tradicional e um popular, Gutemberg acrescenta aspectos como “a sua característica politica de participação popular e comunitária, onde as pessoas se sentem parte e desenvolvem um sentimento consciente de pertença, cuidado e compromisso com o cursinho. A sua característica organizativa, conduzida por movimentos sociais compromissados com a transformação do Brasil. Outra grande diferença é que o cursinho é gratuito, realizando um embate às grandes empresas que mercantilizam a educação e alienam a juventude com competitividade e esvaziamento de formação politica e humana para entrar no mundo da academia”.

Iniciativas como essa contribuem para que o projeto popular se concretize e se consolide no meio urbano, onde são grandes as limitações em mobilizar lutas que tragam mudanças concretas na vida das pessoas. Politicamente para o Levante esse projeto concretiza uma batalha das ideias na construção de um projeto popular de educação. Segundo Gutemberg, o cursinho “traz a juventude excluída, para a batalha das ideias, incomoda muito a elite branca do pais, vendo a juventude pobre, negra e periférica, se intelectualizando ocupando espaços de poder e tendo acesso aos conhecimentos socialmente acumulados pela humanidade, restringidos e de acesso historicamente pela burguesia”.

O cursinho funcionará durante todo ano não só voltado ao objetivo de que todos os jovens sejam aprovados no vestibular, mas também para que, através da ponte entre comunidade e movimentos sociais, uma semente de luta e organização popular seja plantada em Maria Ortiz.

Que a universidade se pinte de Povo!

Estudantes e equipe do cursinho

Estudantes e equipe do cursinho

Roda de capoeira Angola com o grupo Volta ao mundo

Roda de capoeira Angola com o grupo Volta ao mundo

Mística de abertura em homenagem a Paulo Freire

Mística de abertura em homenagem a Paulo Freire

Mesa de matrículas

Mesa de matrículas


Juventude abre semestre com Jornada de Lutas na Universidade Federal da Bahia

Aconteceu no dia 05 de março de 2015 em Salvador, o ato inaugural da “Jornada de Lutas em Defesa da Educação Pública e da Democracia Universitária” na Universidade Federal da Bahia, uma iniciativa do Diretório Central dos Estudantes com a participação de centenas de jovens que se mobilizaram e construíram uma marcha até a Reitoria da UFBA. A ação foi articulada com diversos Centros e Diretórios Acadêmicos, com estudantes de diversos cursos, partindo de áreas de concentração em 03 campi (Ondina, São Lázaro e Canela), fazendo intervenções ao longo do percurso e posteriormente unindo-se numa única marcha que desembocou em uma ação com mais de 300 estudantes ocupando o gabinete da Reitoria.

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Diante do avanço do conservadorismo na sociedade brasileira, de uma conjuntura de crise econômica internacional e o recente corte de 7 bilhões nas verbas da educação, as consequências atingem diretamente a Assistência Estudantil. Os e as estudantes enfrentam problemas históricos como falta de manutenção nas Residências Universitárias (que comprometem a estrutura e no último mês desalojou estudantes), precariedade no serviço do Restaurante Universitário (com número restrito a 1200 refeições diárias, sendo que a universidade conta com mais de 35 mil, além de ser concentrado apenas em um campus), o atraso e corte de bolsas, número de vagas limitado na creche universitária que nem de longe é capaz de atender a demanda das mulheres mães, falta de quadras cobertas, entre outros. Dentro das pautas de reivindicação, consta o cumprimento de acordos anteriores pela administração central e a convocação de um Consuni (Conselho Universitário) com pauta única “Assistência Estudantil”.

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O Levante Popular da Juventude compreende que com os recentes programas de democratização do acesso ao ensino superior, jovens das classes mais populares têm entrado cada vez mais na universidade. Nesse sentido, a luta por assistência estudantil e permanência se mostra ainda mais necessária, por isso se colocou em luta ao lado dos e das estudantes nessa Jornada. Tais problemas mostram a necessidade de um movimento estudantil cada vez mais ativo e articulado, que seja capaz, em conjunto com servidores, professores e estudantes, de pensar e lutar por um projeto de universidade popular, no qual o desenvolvimento do conhecimento seja voltado para as necessidades do povo.


Luta dos estudantes da Unifor faz barrar aumento abusivo na mensalidade

No início deste ano os alunos da Universidade de Fortaleza tiveram a surpresa desagradável de um aumento na mensalidade de 12%, o qual prejudicou cerca de 26 mil estudantes da instituição.

O DCE da Unifor, do qual o Levante faz parte, organizou um ato ainda no mês de fevereiro para dar resposta a esse reajuste exorbitante. No mesmo dia, o MEC divulgou que as IES (Instituição de Ensino Superior) que tivessem aumentado a mensalidade acima da inflação de 6,4% iriam ficar sem direito ao FIES. A partir disso, nossa luta ganhou um maior volume, inclusive com adesão e solidariedade da sociedade cearense.

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Um dia depois do ato o Deputado Estadual Elmano de Freitas fez um pronunciamento em solidariedade a nossa luta e dando entrada em uma audiência pública para discutir a problemática dos aumentos de mensalidades e as consequências no FIES. Ontem, no dia 3 de Março ocorreu a audiência em que a reitoria da Unifor se fez presente e o DCE também.

Nessa audiência em que a Unifor ficou acuada politicamente, pois tanto o DCE da Unifor, como ministério Público, OAB, DECON e Procon apontaram o absurdo que era o aumento que a instituição estava promovendo, tivemos uma vitória histórica para o movimento estudantil da Unifor e do Ceará: a Unifor baixa a mensalidade em 5,8 % se enquadrando ao percentual estabelecido pelo MEC de 6,2 para poder receber crédito do governo para o FIES.

Foi uma importante vitória a que tivemos, que afetará positivamente a vida de 26 Mil estudantes, mas sabemos que não vamos parar por aqui, pois são grandes as problemáticas que temos que enfrentar no dia a dia das Universidades Privadas.

Nesse sentido, o Levante quer convocar toda estudantada das particulares do Brasil a se unir contra tais absurdos das instituições pagas desse país e dar um basta.

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Para que tenhamos regulamentação, fiscalização e controle dessas instituições é necessário uma urgente reforma política, pois a Educação no Brasil além de virar mercadoria virou também financiadora de campanhas eleitorais. Pará se ter uma ideia, em nosso Congresso Nacional temos pelo menos 80 deputados que são tubarões da educação ou financiados por eles, esses grandes empresários não têm nenhum compromisso com a regulamentação do ensino superior privado no Brasil.

Por isso, é urgente uma constituinte para refundar nosso sistema político onde a nossa educação volte a ser do povo brasileiro e não da bolsa de valores. Além disso, que acabe de fato com os tubarões de ensino decidindo os rumos da educação brasileira.


A batalha da Venezuela também é nossa!

Toda segunda, um texto novo será publicado

Toda segunda, um texto novo será publicado

Um ano após a violenta onda de mobilizações contra o governo de Nicolás Maduro, sabidamente financiadas com o intuito de criar um ambiente  para um golpe de Estado, mais uma iniciativa da extrema-direita foi descoberta e desarticulada em terras venezuelanas. O intento, que previa ataques ao Palácio de Miraflores (sede do governo), ao Ministério da Defesa e ao canal de televisão TELESUR é a demonstração objetiva do que as Oligarquias são capazes quando o que está em jogo é o poder político do Estado.

Chama atenção a cobertura da grande mídia brasileira em relação a mais essa tentativa de golpe, em especial da Rede Globo. Omitem descaradamente os fatos que levaram a prisão do prefeito de Caracas, Antônio Ledezma. Este teve a prisão preventiva decretada acusado pela Justiça venezuelana, em uma investigação do Ministério Público iniciada ainda em 2014, pelo delito de conspiração e associação para o cometimento de atos terroristas. Tais intenções foram comprovadas nas violentas manifestações de rua, que são parte do plano conhecido como “La Salida”, que já vitimaram 43 pessoas desde que se iniciaram, e na recente tentativa de golpe desmascarada.

Será que a Rede Globo, que sempre se apresenta como a paladina da ética, da verdade e imparcialidade, continuará apresentando um terrorista como herói? Isso não é nenhuma novidade se tratando de quem tem uma história construída junto ao terrorismo de Estado instaurado com os golpes militares no Brasil e na América Latina, demonstrando, mais uma vez, que não tem nenhuma legitimidade quando o assunto é democracia.

É importante observar que esta movimentação ofensiva dos setores reacionários de extrema-direita não é exclusividade da Venezuela. A atual conjuntura internacional, onde a cada dia que passa se aprofundam os efeitos da crise do sistema capitalista, tem inspirado diversos processos de caráter fascista representados nas diversas iniciativas em curso tanto na Venezuela como no Brasil.

A Revolução Bolivariana é emblemática pela singularidade de seu processo. O papel central do seu máximo comandante, Hugo Chávez Frias,  que habilmente conduziu a construção de uma sólida relação entre os setores progressistas das forças armadas e o grande sentimento de indignação popular em torno de um programa  de caráter nacional, democrático e popular, expressa uma novidade para os padrões tradicionais da esquerda. Combinando distribuição de renda com reformas estruturais, o governo venezuelano viabilizou um processo de polarização e consequente politização dos setores populares que, no confronto político e ideológico com as oligarquias locais e externas, foi escancarando as contradições do Estado burguês, avançando gradativamente na organização popular,  que aos poucos se transformou na grande fortaleza do governo revolucionário.

Por isso é que a Revolução Bolivariana se transformou numa inimiga tão perigosa aos interesses imperialistas no continente, pois conseguiu, juntamente com as mobilizações populares e as demais experiências de governos progressistas na América Latina, frear o avanço indiscriminado do projeto neoliberal, materializado na proposta derrotada da ALCA. Além de contribuir nessa importante vitória, a Venezuela também é protagonista de importantes iniciativas que hoje já se configuram como alternativas de integração social, econômica e política na região como a ALBA, UNASUL e CELAC e na própria reconfiguração do MERCOSUL.

Para retomar a hegemonia abalada, o imperialismo estadunidense através das sempre subservientes classes dominantes locais e seus setores mais reacionários, ecoados pela grande mídia internacional, se coloca, cada vez mais, numa postura ofensiva a todas as iniciativas que não se submetam aos seus desmandos.

Desde os processos independentistas, há mais de 200 anos, até hoje, fomos impedidos de realizar-nos enquanto pátrias livres e soberanas.  Todas as vezes em  que os povos ousaram se rebelar e construir projetos autônomos aos ditames imperialistas, as oligarquias locais, entreguistas e submissas, apelaram para a violência armada para manter seus privilégios ameaçados.

É preciso  encarar a batalha política e ideológica em curso na Venezuela como nossa, pois o que está em jogo por lá diz respeito diretamente a todo o continente. É papel da juventude revolucionária, comprometida com a construção de um novo modelo de sociedade, se colocar em defesa da soberania e do direito a autodeterminação do povo venezuelano na definição de seus rumos e de seu destino enquanto pátria.

Diante de tal cenário, diversos movimentos sociais, organizações políticas, coletivos, entidades de todo o mundo, estão convocando entre os dias 1º e 8 de março, a Semana Mundial de Solidariedade à Revolução Bolivariana. É na práxis que construiremos um verdadeiro projeto de integração e solidariedade entre os povos de nuestra América,  sendo continuadores da construção de uma Pátria Grande, livre, soberana e socialista.

“Levanta en tus manos la bandera de la revolución y grita con fuerza, Yankee go home!!”  Alí Primera


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