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Jovens escracham Rede Globo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Por Geanini Hackbardt
Da Página do MST

Nesta segunda-feira (8), durante homenagem aos 50 anos da Rede Globo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, jovens ligados a movimentos sociais realizaram um ato de denúncia à emissora.

Enquanto deputados discursavam, foram jogados papéis higiênicos em todo o plenário, remetendo à célebre frase: “Rede Esgoto de Televisão”.

Os movimentos denunciaram a relação da emissora com a ditadura e levantaram críticas sobre o monopólio das comunicações, proibido por lei no Brasil. Além disso, lembraram dos recentes casos de corrupção envolvendo a família Marinho, dona da rede.

Há dois anos, a Rede Globo foi multada em mais de R$ 600 milhões por sonegar impostos na compra dos direitos de TV das Copas de 2002 e 2006.

A RBS, filiada da emissora, é acusada na Operação Zelotes, que investiga um esquema de corrupção em que se desviaram mais de R$ 19 bilhões dos cofres públicos, três vezes maior do que o descoberto na Operação Lava Jato.

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“Esgoto” no plenário

Durante o ato, os jovens abriram cartazes e estenderam uma faixa com os dizeres: “a verdade é dura, a rede globo apoiou a ditadura e ainda apóia”.

Foram jogados papéis higiênicos no plenário e um cheiro desagradável se espalhou, associando ao esgoto de desinformação que a programação da emissora dispara diariamente.

O requerimento que solicitou a cerimônia à casa foi feito pelos Deputados Dalmo Ribeiro (PSDB), Gil Pereira (PP) e João Vítor Xavier (PSDB).

Para os movimentos sociais não há motivos para homenagear a comunicação da TV Globo. Ao contrário, o papel do legislativo é propor leis como a regulação dos meios de comunicação, para uma mídia tenha papel educativo e de valorização da cultura.

O protesto foi organizado pela juventude do MST, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Levante Popular da Juventude, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e pela articulação mineira de Movimentos Sociais Quem Luta Educa.


O lugar da conspiração

Quem ousa pôr a culpa nos EUA? Se apontarmos culpa aos Norte Americanos quando estamos discutindo política em qualquer ambiente do Brasil somos tachados de lunáticos.

Ao longo dos séculos diversos reis, generais, cardeais, jornalistas e políticos foram alvos de conspirações. Algumas polêmicas como o caso de envenenamento de Napoleão por doses de Arsênico figuram estes contos dignos de filme de cinema. Mas a questão é uma só: Quando se trata de poder, a política se desdobra em múltiplas faces.

Do século passado até os dias de hoje assistimos ao crescimento da maior potência militar, política e econômica da história. Os Estados Unidos da América estiveram envolvidos em praticamente todos os grandes, médios e até pequenos conflitos pelo planeta. A sua polícia mundial se chama OTAN, que junto com seus aliados têm a capacidade de agir rapidamente no terreno militar. Na política e economia oferece sanções a quem ousar o enfrentamento, como foi o bloqueio de mais de 50 anos a CUBA. Vale Lembrar que atualmente TUDO é dólar, do pão da esquina até os mais avançados mísseis de guerra.

Aqui na América Latina foram inúmeros casos de intervenção dos EUA, seja com espiões da CIA, seja com financiamentos políticos ou inserções militares. A famosa Operação Condor foi uma ação coordenada entre os anos 70 e 80 para acabar com os focos revolucionários e líderes opositores das ditaduras financiadas pelos americanos. Desde as mortes diretas como a de Marighella, até as conspirações que mataram João Goulart, JK e Carlos Lacerda tem o dedo da CIA.

Mas hoje em dia ainda haveria interesse? Será que as maiores reservas de petróleo do mundo não interessariam ao Império na sua estratégia de dominação? A maior reserva está na Venezuela e o Brasil está possivelmente, com o pré-sal, entre as 10 maiores. Com isso temos que lembrar que na política brasileira víamos um caminho nítido, o Governo Dilma tinha em seus planos continuar o projeto de melhorias da vida do povo com o dinheiro do pré-sal sem alterar grandes distorções estruturais. Por outro lado os conservadores nada tinham a oferecer, e pior temiam/temem a volta do Lula. A não ser que se quebre a Petrobrás… Mesmo que a custa de milhares de empregos!

Não tenhamos medo de afirmar! Lembremos que a direita e mídia brasileira negaram a participação dos Americanos nos Golpes militares em suas épocas. Agora não tenham dúvida que os movimentos pró-impeachments tem o dedo das grandes corporações americanas. Basta vermos que no congresso já existe uma proposta para acabar com a lei de partilha do pré-sal, para que volte o modelo concessões que tanto interessa às grandes empresas norte-americanas.

Ainda não é tempo de guerra, mas o exército norte-americano está em Brasília sob a máscara de Eduardo Cunha (PMDB) e sua gangue para barrar a reforma política, impulsionar uma clima conservador na sociedade, atacar as organizações populares e abrir as portas da terceirização, privatização e entrega do petróleo e demais riquezas do Brasil!

Alerta!
Pátria Livre, venceremos!


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