Monthly Archives: julho 2015

Ato contra redução da maioridade penal encerra Curso Popular da Juventude no ES

 O som de palavras de ordem e de músicas de protesto preencheu a cidade de Colatina na manhã da última segunda feira, 20 de julho. O ato contra redução da maioridade penal foi realizado no centro da cidade e marcou o encerramento do Curso Popular da Juventude, que aconteceu entre os dias 18 e 20 de julho no campus do Ifes de Itapina, localizado no interior do ES. A atividade, organizada em conjunto pelo Levante Popular da Juventude, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e Movimento dos Pequenos Agricultores, recebeu cerca de 250 jovens, em sua maioria estreantes em espaços de formação política.

 A troca de saberes e de experiências foi o ponto forte do curso, que contou com participantes vindos do campo, de escolas secundaristas, de faculdades públicas e privadas, além de bairros de periferia da região metropolitana de Vitória.

 A diversidade de origens e estilos dos participantes não impediu a construção de uma identidade comum entre os jovens: a da Juventude do Projeto Popular. Tal identificação foi proporcionado pelos espaços de formação e rodas de conversa, que apontaram como a realidade de jovens tão distantes cultural e geograficamente se aproxima ao se tratar das opressões e desafios enfrentados por todos os jovens ali presentes.

 Allana Soares, integrante da coordenação político pedagógica do curso, fala da importância de momentos como esse para a juventude capixaba: “temos vivido uma realidade de muita violência contra a juventude e essa realidade se endurece quando pensamos no nosso estado. O curso apontou que é só junto e se organizando para pensar a raiz desses problemas que podemos transformar o que vivemos. Saímos de lá com o compromisso de expandir essa experiência, de levar a cada vez mais jovens a possibilidade de sonhar coletivamente com um futuro construído a muitas mãos”, destaca.

 Com uma experiência nova para muitos, que soma vivência coletiva, troca de saberes, oficinas, noites culturais e debates sobre sistema político, organização, gênero, racismo e homofobia, cada participante deixa o encontro com a semente da rebeldia plantada no coração e na mente, fazendo jus ao que disse Che Guevara: “Ser jovem e não ser revolucionário é uma mutação genética”.

Jovens protestam em Colatina

Jovens protestam em Colatina

O ato percorreu algumas ruas da cidade

O ato percorreu algumas ruas da cidade

Mais fotos do encontro aqui


25/07: Dia da mulher negra, latino americana e caribenha

Hoje é o dia que marca a luta das mulheres negras, latino americanas e caribenhas por libertação. Libertação do nosso povo das amarras patriarcais e racistas, libertação da classe trabalhadora destes sistemas que oprimem e tiram a vida diariamente!

A forma que se constituiu o capitalismo nessa região do mundo foi extremamente perversa com o povo, tendo como estruturante o patriarcado e o racismo.

O patriarcado tira as mulheres dos espaços de poder, o sistema racista tira o povo negro dos espaços de poder, transformam o povo em mão de obra barata, com acesso a pouquíssimos direitos!

As mulheres resistem e lutam por vida digna, precisamos destruir os sistemas que nos oprimem.

Por nós, nosso povo, nossos filhos e filhas, pelos que lutaram antes de nós! Viva Tereza de Benguela Viva Dandara

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Reforma política via constituinte para se ter reforma urbana

por Guilherme Robeiro, militante do Levante na Bahia

No dia 10 de julho, completaram-se 14 anos da promulgação do Estatuto da Cidade, que foi fruto de intensas lutas dos movimentos pela reforma urbana que se iniciaram ainda na década de 60 (sendo caladas pela ditadura militar) e mobilizaram milhões durante a Constituinte dos anos 80. Esse Estatuto normatiza garantias e instrumentos que visam à consolidação do Direito à Cidade e da própria Reforma Urbana, tema este que precisa ser melhor apropriado pela juventude, movimentos sociais e poderes públicos, sobretudo após as manifestações de junho/julho de 2013 e a mudança conjuntural no cenário da luta de classes no país.

O Brasil é um dos países cuja taxa de urbanização está entre as mais altas do planeta. No último censo do IBGE, a população que vive nas cidades chegou ao percentual de 84,4% do total de brasileiros (2010). Ao observarmos que entre 1950 e 2010 a população que vive nas cidades saltou de aproximadamente 19 milhões para 161 milhões de habitantes, percebemos que a nossa urbanização se deu de forma extremamente acelerada, tumultuada e, sobretudo, desigual, na medida em que os benefícios e melhorias na malha urbana foram desfrutados por uma pequena minoria de seus habitantes, deixando à margem do processo uma grande massa que foi destinada à pobreza e à segregação socioespacial.

Tais desigualdades produzidas ao longo do processo da urbanização brasileira foram, sem dúvidas, induzidas por um aparato estatal guiado por interesses de uma minoria economicamente dominante que vive da concentração de terrenos e da especulação imobiliária nos centros urbanos. Ou seja, rentistas sanguessugas que comandam planos diretores urbanos, empreendimentos imobiliários e todo um conjunto de serviços empresariais (empresas de transportes, redes de shopping centers, etc.) que diariamente excluem a classe trabalhadora do processo de desenvolvimento social e de viver dignamente na sua própria cidade. Exclusão essa, aliás, que afeta especialmente a juventude negra, pobre e da periferia, e num contexto de ataque aos direitos fundamentais protagonizado pelo ditador Eduardo Cunha e seus comparsas, tende a se aprofundar cada vez mais essa tragédia social.

As cidades brasileiras são verdadeiras “bombas-relógio”: se o sistema capitalista gera em si o cerne de sua própria destruição, que é a classe trabalhadora, as cidades abrigam em si aqueles/as sujeitos/as potenciais da transformação deste sistema. Por isso, entender a lógica de opressão e segregação que existe nas cidades, com todas as suas contradições, é entender também como agem os operadores do capital. Não é demais lembrar que a explosão das ruas em junho/julho de 2013 teve como um de seus epicentros justamente os problemas urbanos: falta de mobilidade urbana, condições indignas de transporte, moradia e outros direitos sociais, repressão estatal (no caso, violência policial), etc.

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A classe trabalhadora tem vários fronts na batalha pela Cidade. Um deles é sem dúvida a Reforma Política. Em levantamento feito pelo G1 nas eleições municipais de 2012, construtoras, empresas de engenharia e incorporadoras foram responsáveis por mais da metade das doações a partidos políticos. Dos R$ 751,8 milhões recebidos em 2012 (ano de eleições municipais) por 27 partidos para financiamento das atividades partidárias e das campanhas, 55,3% (R$ 416 milhões) vieram de empresas do segmento de construção. A situação não foi diferente nas eleições do ano passado. Parte dessas empresas está diariamente envolvida em escândalos nacionais de corrupção. Ou seja, o capital movido por essas empresas para eleger capachos no Congresso, além de descomunal, alimenta o ciclo dos interesses patrimonialistas e rentistas das classes dominantes.

Devemos aliar as mais diversas pautas da reforma urbana, como mobilidade nos transportes, passe livre, saneamento básico, moradias em espaços adequados, IPTU progressivo no tempo, gestão orçamentária participativa, dentre outras, a uma luta política unitária, ou seja, de interesse de toda a população, e a Constituinte Exclusiva do sistema político é o horizonte que se apresenta com mais concretude.

A contrarreforma política aprovada recentemente pela Câmara de deputados e capitaneada por Eduardo Cunha mudou tão pouco e atingiu coisas tão insignificantes – o sistema político-eleitoral piorará ainda mais, podem apostar – que a proposta da Constituinte se mostra a mais acertada e com maiores chances de promover a tão sonhada Reforma Política.

Portanto, queremos um Congresso que possibilite uma maior representatividade dos atores sociais em luta nas cidades; queremos o fim da ingerência do lobby das empresas nos processos eleitorais; queremos o empoderamento dos/as cidadãos/ãs que participam de conselhos municipais, bem como sua independência perante os poderes públicos e que suas decisões sejam respeitadas pelos órgãos executivos; queremos, enfim, que o Estatuto da Cidade seja implementado de forma integral nos municípios brasileiros e que o processo de Reforma Urbana seja dirigido pelas classes historicamente excluídas do Direito à Cidade. Para isso acontecer, queremos o povo no poder! E para a política melhorar, Constituinte Já!

O sol nasce e ilumina

As pedras evoluídas

Que cresceram com a força

De pedreiros suicidas

Cavaleiros circulam

Vigiando as pessoas

Não importa se são ruins

Nem importa se são boas

E a cidade se apresenta

Centro das ambições

Para mendigos ou ricos

E outras armações

Coletivos, automóveis,

Motos e metrôs

Trabalhadores, patrões,

Policiais, camelôs

A cidade não pára

A cidade só cresce

O de cima sobe

E o de baixo desce

A cidade não pára

A cidade só cresce

O de cima sobe

E o de baixo desce

A cidade se encontra

Prostituída

Por aqueles que a usaram

Em busca de uma saída

Ilusora de pessoas

De outros lugares,

A cidade e sua fama

Vai além dos mares

E no meio da esperteza

Internacional

A cidade até que não está tão mal

E a situação sempre mais ou menos

Sempre uns com mais e outros com menos

A cidade não pára

A cidade só cresce

O de cima sobe

E o de baixo desce

A cidade não pára

A cidade só cresce

O de cima sobe

E o de baixo desce

Eu vou fazer uma embolada,

Um samba, um maracatu

Tudo bem envenenado

Bom pra mim e bom pra tu

Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus

Num dia de sol, recife acordou

Com a mesma fedentina do dia anterior”.

A Cidade (Chico Science)


Denúncia pública nacional e internacional sobre as detenções massivas ocorridas na cidade de Bogotá – Colômbia.

 

Nós, organizações sociais, estudantis, sindicais, ambientalistas e defensoras dos direitos humanos que subscrevem, denunciamos para a opinião pública nacional e internacional violações graves aos direitos humanos que estão acontecendo nesse momento na Colômbia. São atentados contra os direitos de associação, protesto, devido processo, expressão e o direito a defender os direitos humanos na Colômbia.

No dia de hoje, 8 de julho de 2015, foram detidas 15 pessoas na cidade de Bogotá de maneira simultânea em operações organizadas pela Fiscalía General de la Nación (poder judiciário), em ação conjunta com a Polícia Nacional. São acusados pelos atentados com explosivos que aconteceram no último dia 2 de julho em Bogotá.

Depois das prisões, a Presidencia de la República, entidades del Distrito y Fiscalía General de la Nación fizeram pronunciamentos em que já condenavam as pessoas detidas, sem garantir o direito de defesa de sua inocência.

Por isso denunciamos: a maior parte das pessoas detidas e processadas são dirigentes estudantis, camponeses, jornalistas, funcionários da prefeitura municipal e defensoras e defensores dos direitos humanos. Pessoas reconhecidas por defender publicamente a educação pública, os direitos dos camponeses e a construção da Paz. Onze dos detidos fazem parte de organizações que constroem o Congresso de los Pueblos.

As prisões realizadas têm como objetivo perseguir e criminalizar o protesto social e a liberdade de expressão na Colômbia, além de dificultar a defesa dos direitos humanos e a busca por uma paz estável e duradoura.

Os “falsos positivos judiciais” seguem ocorrendo e acusam judicialmente, por práticas “terroristas” membros de movimentos sociais. É uma pratica de criminalização que só estigmatiza os movimentos que defendem a paz e a justiça social.

A seguir apresentamos os perfis de nossos companheiros e companheiras, seres humanos coerentes que com seu trabalho e compromisso têm contribuído com a construção de nosso movimento social e político, que defendem a paz com justiça social e mudanças estruturais na Colômbia.

PAOLA ANDREA SALGADO PIEDRAHITA

Mulher, feminista, jovem advogada pela Universidad Nacional de Colombia, comprometida com a defesa dos Direitos Humanos e dos direitos das mulheres. Tem grande reconhecimento no movimento feminista, onde investiga e advoga contra violações de  Direitos Civis e Políticos, infrações aos Direitos Humanos e violência contra as mulheres. Fez parte da Mesa por la Vida y la Salud de las Mujeres, da Red Nacional de Mujeres, da Confluencia de Mujeres del Congreso de los Pueblos. Sua opinião foi consultada por meios de comunicação. Participou em direrentes programas de televisão, eventos acadêmicos, fóruns, seminários, entre outros espaços.

Seu compromisso e capacidade na defesa dos direitos das mulheres foi o que a fez coordenadora do Programa Servicios amigables en salud sexual y salud reproductiva para mujeres de la Secretaria Distrital de Salud de Bogotá – Hospital de Suba II Nivel ESE.  Paola é uma amiga, amante dos animais e uma mulher comprometida com a vida, além de uma grande construtora de sonhos.   SERGIO ESTEBAN SEGURA GUIZA  Tem 27 anos e é Comunicador Social pela Universidad Cooperativa de Colombia, além de candidato a magister em Ciências Sociais na Universidad  Pedagógica Nacional. Também atua como jornalista e comunicador na Agencia de Comunicaciones de los Pueblos Colombia Informa. Atualmente trabalha como gestor de cidadania na Secretaria de Educación, no projeto Educación para la Ciudadanía y la Convivencia em Ciudad Bolívar.

Se destaca também pela liderança em processos de Objeción de Conciencia em Bogotá.  STEFANY LORENA ROMO MUÑOZ  Lorena Romo Muñoz tem 23 anos, cientista política pela Universidad Nacional de Colombia e está matriculada na Universidad Externado de Colombia, para iniciar a especialização em Políticas Públicas no próximo mês de agosto.

É ativista do movimento estudantil desde 2010. Foi parte da direção do Proceso Nacional Identidad Estudiantil em Bogotá e, desde então, parte da Comisión Académica de la Mesa Amplia Nacional Estudiantil (MANE). Nesse ano de 2015, Lorena trabalhou como Gestora Social do Distrito, na Secretaría de Educación, com um desempenho inquestionável.  É líder comunitária nos bairros de Teusaquillo e Chapinero. Em seu ativismo social participou em diferentes espaços que promoveram a construção de paz a partir da sociedade civil, tais como: Frente Amplio por la paz, Clamor Social por la paz e impulsionou o desenvolvimento do pre congreso educativo por la paz, realizado em Cali em 2014.

 

HEILER LAMPREA  Heiler Lamprea tem 25 anos, é Representante no Consejo Superior Universitario de la Universidad Pedagógica Nacional desde 2013. É estudante do último semestre de Licenciatura em Filosofia. Como parte de seu ativismo social, foi importante liderança da Frente Amplio por la Educación, la Paz y los Derechos Humanos.  É parte do Proceso Nacional Identidad Estudiantil e do Congreso de los Pueblos desde 2010.

Desenvolveu trabalho de acompanhamento comunitário em bairros de Suba, promovendo a participação política, a defesa e promoção dos direitos, a construção de paz, a participação política a partir das comunidades, a prevenção ao consumo de drogas, promovendo o acesso gratuito à educação superior pública e de qualidade.

Como Representante Estudantil, promoveu o espaço institucional de Diálogos UPN, que têm como objetivo debater o papel da Universidade na construção da paz.

VÍCTOR ORLANDO ARIZA GUTIERREZ  Víctor Orlando Ariza tem 21 anos. Participa, desde quando era estudante secundarista, de movimentos sociais que defendem a educação pública na Colômbia. Contribuiu com a organização estudantil secundarista até entrar na Universidade.

É estudante de Geografia e Representante Estudantil no Comité de Resolución del Conflicto de la Facultad de Humanas de la Universidad Nacional de Colombia. Faz parte do Proceso Nacional Identidad Estudiantil desde 2011, organização que se destacou por promover a educação pública, gratuita e de qualidade a partir do espaço da Mesa Amplia Nacional de Estudiantil (MANE).

DANIEL EDUARDO HERNÁNDEZ MUÑOZ  Daniel Hernández, 23, faz parte do Proceso Nacional Identidad Estudiantil e do Congreso de los Pueblos desde 2010. É estudante do sétimo semestre de Licenciatura em Filosofia na Universidad Pedagógica de Colombia.  Realiza trabalho comunitário em colégios de Suba, promovendo a organização dos estudantes secundaristas em defesa da educação pública. Atua a partir das perspectivas da Educação Popular e dos ensinamentos do sociólogo Orlando Fals Borda, da Investigación Acción Participativa.  LUIS DANIEL JIMENEZ CALDERON    Tem 34 anos, é Engenheiro Agrônomo pela Universidad Nacional.  Atualmente é representante da Corporación Arando, onde lidera organizações de bairros e camponesas em Usme y Tunjuelito. É membro da Coordinador Nacional Agrario (CNA) e do Congreso de los Pueblos. Também faz parte da Rede Ambiental Bakata e é líder do Proceso de Asociación de Familias Agroecológicas.  Durante a universidade foi Representante no Consejo de Facultad de Agronomía de la Universidad Nacional e recebeu ameaças por suas atividades. Hoje é candidato a mestrado em Desenvolvimento Rural na Pontificia Universidad Javeriana.   ANDRES FELIPE  RODRIGUEZ PARRA    Tem 23 anos. É formado em Filosofia pela Universidad Nacional de Colombia. Foi ativista estudantil, no processo da Mesa Amplia Nacional Estudiantil -MANE-. Atualmente trabalha na Fundación Paz y Reconciliación e faz parte do Congreso de los Pueblos como líder estudantil.   GERSON ALEXANDER YACUMAL RUIZ  Tem 27 anos e é estudante do último semestre de Educação Comunitária, com ênfase em Direitos Humanos na Universidad Pedagógica Nacional; foi professor de crianças e jovens em escolas em Bolívar y Tunjuelito. Atualmente é tesoureiro da organização TEJUNTAS, líder juvenil comunitário em Bolívar e Usme, além de defensor dos direitos humanos, em especial da juventude, na busca por alternativas de produção para os jovens.

LICETH  JOHANA ACOSTA  Tem 21 anos e é estudante do quarto semestre de licenciatura em ciências sociais na Universidad Pedagógica. Faz parte da Identidad Estudiantil e já compôs a Mesa Amplia Nacional Estudiantil (MANE), além de ser participante ativa do Congreso de los Pueblos. Em 2010 atuou como defensora dos Direitos das Mulheres, e atualmente se dedicava à construção de Conselhos Estudantis na UPN.

JHON FERNANDO  ACOSTA  Tem 19 anos e é Estudante de Licenciatura em Artes Cênicas na Universidad Pedagógica. Trabalha na defesa dos direitos de diversidade sexual e das mulheres. Em seu trabalho desenvolve, a partir da sua profissão, a defesa do respeito às mulheres e do corpo como território de construção de paz. Está desenvolvendo uma proposta acadêmica que tem como objetivo articular as artes como ferramenta para a construção da paz. Faz parte do Identidad Estudiantil.

FELIX MAURICIO AUGUSTO GUTIERREZ DIAZ

Tem 25 anos e é estudante de Licenciatura em Filosofia na Universidad Pedagógica Nacional. Foi membro ativo do coletivo Acción Maestra, que realizava trabalho comunitário com crianças com artes e esportes, com objetivo de manter a juventude fora do conflito e afastada das relações com as drogas e os delitos. Fez parte do projeto Lectores Ciudadanos da Alcaldía Mayor de Bogotá, para estimular a leitura em famílias e comunidades vulneráveis. Atualmente atua como professor em colégios urbanos e semi-urbanos de Cundinamarca para preparar estudantes para as provas, em parceria com a Corporación Educativa ASED.  É um defensor dos direitos humanos no país, que reivindica a educação como direito fundamental para as transformações que precisa o país. É membro do Congreso de los Pueblos.   Solicitações  Exigimos a liberdade de todas e todos que estão privadas de sua liberdade, com a garantia do devido processo legal, além de uma demonstração de reconhecimento pela legitimidade e legalidade de suas atuações civis.

Convocamos a Fiscalía General de la Nación a atuar de maneira coerente com o princípio de independência judicial, avaliando de maneira científica as supostas provas recolhidas, já que eles estavam trabalhando ou realizando atividades públicas no momento dos atentados, como já está comprovado e fundamentado.

Exigimos garantias para a participação política, o exercício da manifestação social e a liberdade de expressão em Colôbia. Temos que deter todos os mecanismos que impedem a defesa dos direitos humanos.

 


Levante Popular da Juventude apoia a Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras e do Pré-Sal

 

  Por Vanda Moraes, militante do Levante do Paraná

O Levante Popular da Juventude esteve presente e evidenciou seu apoio à Criação da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás e do Pré-Sal, que ocorreu na tarde de ontem, 13, no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

A Frente é uma iniciativa do dep. Estadual Tadeu Veneri (PT), após solicitação do Sindipetro PR/SC.

Para o diretor do sindicato e da Federação Única dos Petroleiros, Silvaney Bernardi, a Petrobras é muito mais do que aquilo que aparece na mídia.  Ele evidenciou que, ao contrário do que a mídia hegemônica faz parecer, a Petrobrás não está fragilizada, mas vem batendo recordes de produção e avança no desenvolvimento tecnológico. “O pré-sal é a maior descoberta de petróleo dos últimos 30 anos a nível mundial. O petróleo é estratégico, trata-se de soberania nacional”, afirmou Bernardi.

Além disso, a estatal mantém um negócio altamente lucrativo, mantendo milhares de empregos na cadeia produtiva e Influenciando o desenvolvimento de outros setores.

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Ao justificar seu apoio à Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás e do Pré-Sal, o deputado Requião Filho (PMDB-PR) destacou que “os americanos vêm travando guerras pelo controle do petróleo no mundo, mas aqui no Brasil a guerra não foi necessária. Bastou [aos americanos] ganharem a simpatia de um senador, que agora quer entregar o nosso petróleo”, disse o deputado.

Requião Filho se referia à atuação do senador José Serra (PSDB-SP), autor do Projeto de Lei 131/2015, cujo texto propõe que seja retirada a exigência de a Petrobras ser operadora exclusiva dos campos de petróleo no pré-sal.

Após intensa pressão dos Movimentos Sociais o Plenário do Senado derrubou, na sessão de 08 de julho de 2015, o carácter de urgência na tramitação do PL. Em vez disso, foi criada uma Comissão que terá 45 dias para analisar o projeto e aprofundar o debate a respeito do assunto.

 


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