Monthly Archives: março 2016

EL MLN TUPAMAROS rechaza y condena los hechos que vienen ocurriendo en Brasil

Rechazamos la confabulación Golpista, que con total impunidad y a traves de los grandes monopolios de comunicación, han desatado una campaña mediática que tiene como objetivo final el acabar con el Gobierno del PT de la presidenta Dilma Rousseff, y destruir publicamente a referentes histórios de la lucha del pueblo Brasilero.

Denunciamos y rechazamos las nuevas y viejas formas en que la derecha continental actúan, utilizando a un poder judicial, que actuando impunemente como un partido de derecha más, hacen de la justicia un instrumento de persecución y represión, ajeno totalmente a los intereses del pueblo.

Nos solidarizamos, como siempre, con la Lucha del Pueblo brasilero, sus organizaciones sociales y políticas, en el camino recorrido para defender y consolidar las conquistas sociales alcanzadas.

EJECUTIVO NACIONAL

MLN-TUPAMAROS


[Papo Reto] Ser de esquerda hoje é lutar contra o golpismo

Os acontecimentos que se sucederam nas últimas semanas colocaram a público o que os movimentos populares vêm denunciando desde o ano passado: está em curso um golpe em nosso país. As forças neoliberais incapazes de eleger seu programa nas urnas em quatro eleições seguidas resolveram virar a mesa. Desta vez, contudo, a elite ao que parece não lançará mão das forças armadas. Estão utilizando de uma estratégica mais sofisticada, a ruptura institucional está sendo operada principalmente nos espaços de poder sob os quais não há nenhum controle democrático: o Judiciário e a Mídia.
Os setores médios, em parte dominados pelo ódio e conservadorismo, em parte iludidos pela narrativa da corrupção que a mídia lhes conta, tornaram-se a força social do golpismo. A burguesia que até agora parecia estar dividida quanto ao golpe como atalho para o poder, tem dado sinais de unificação em torno desse caminho. O cerco sobre o governo e o PT está se fechando. Contudo, é preciso perceber que o que está em jogo nessa ofensiva não é apenas Dilma e Lula. O que está em jogo nessa ofensiva são todas as representações políticas e ideológicas de esquerda.
É evidente que o governo e o PT tem sido os alvos preferencias da mídia e do Judiciário, contudo, esse é apenas o começo. Consumado o golpe, o esforço de criminalização e desmoralização se direcionará sobre tudo que cheire a organização popular. Sindicatos, cooperativas, movimentos populares e até mesmo organizações estudantis estarão sob fogo cerrado. Não é sem razão que hoje usar uma simples camiseta vermelha pode se tornar um grande risco de agressões, pois são os símbolos da esquerda que estão sendo combatidos.
Na medida que o golpe se efetive, a imposição de uma profunda derrota política e ideológica das forças progressistas é necessária, para que o neoliberalismo possa implementar o seu programa. Seja através de Temer, Cunha ou Serra estará por vir uma agenda ultra conservadora do ponto de vista dos Direitos civis e sociais, e ultra ortodoxa do ponto de vista econômico. A resposta para a crise que o neoliberalismo apresentará causará um impacto profundo na vida das pessoas, e para que isso se viabilize é preciso eliminar todas as formas de resistência.
Portanto, lutar contra a ofensiva golpista e em defesa da democracia é um imperativo para todos que se consideram de esquerda. São as nossas garantias constitucionais de existência que estão sob risco. Deste modo, torna-se incompreensível o posicionamento de alguns setores da esquerda que não identificam que há um golpe em curso, e que veem legalidade em um impeachment sem base jurídica, conduzido por Eduardo Cunha. Ou ainda, que neste momento de polarização adotam a saída pirlim pim pim: “Fora Todos”, a solução mágica que além de absurda, joga água no moinho da Direita. Neste momento decisivo a História cobrará caro pelas posturas vacilantes diante desse golpe iminente que repercutirá sobre todos.
O dia 18 de Março apontou que não é preciso ser petista para defender a democracia, que não é preciso se comprometer com os erros desse governo para enfrentar a Direita golpista. Milhares de pessoas foram às ruas para dizer que não haverá golpe, demonstrando que nesse país há resistência. Essa é a hora de jogarmos nossas energias para convocar todos os segmentos do povo brasileiro a se organizarem contra o golpe, em nossas escolas, universidades e comunidades. Esse é a hora de usar as nossas ferramentas de comunicação e de agitação para desmascarar a farsa da Globo. Essa é a hora de mobilizarmos a juventude para a jornada de lutas que teremos até o dia da votação, em especial no grande ato do dia 31 de Março.
Para a elite desse país a democracia não é um princípio, mas uma conveniência. Enquanto for funcional aos seus interesses a democracia é um valor absoluto, no entanto, quando eles forem atingidos ainda que minimamente, o que impera é a vontade da minoria. Em nome daqueles que morreram combatendo a ditadura e lutando pela democracia que temos hoje, só o que nos cabe é honrar suas vidas de luta, dedicando as nossas para barrar a ofensiva golpista.

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A juventude contra o golpe

Juliane Furno, militante do Levante Popular da Juventude.

As manifestações do dia 18 de março de 2016 contrariam duas recorrentes afirmações no cenário político brasileiro. A primeira delas parte dos setores conservadores e sustentado no censo comum brasileiro de que a esquerda, hoje, restringe-se a um contingente envelhecido de sindicalistas notadamente antiquado e burocratizado. A segunda delas parte da esquerda organizada que, não raras vezes, corrobora um argumento de que a juventude dos anos 2000 é excessivamente consumistas, individualista, despolitizada e alienada.

Vamos brevemente fazer uma digressão dos ultimo grandes acontecimentos políticos do país. A começar pelas “jornadas de junho de 2013”. Apesar das recorrentes tentativas da mídia do golpistas e dos setores da direita em disputar o rumo daqueles acontecimentos, é notável que eram manifestações genuinamente de esquerda, encoradas na prerrogativas de “mais Estado” e de garantia de direitos, além das simbólicas manifestações de denúncia da grande imprensa, externalizadas nas palavras de ordem do “fora globo”, e da certeza de que o atual sistema político decretou sua falência política, econômica e moral;

Além disso, os “rolezinhos” nos shopping center, as denúncias contra os ainda impunes torturados do golpe militar de 64, e a derrota histórica do PSDB em São Paulo com a retirada da proposta de Reorganização escolar demonstram que vamos “a luta com essa juventude que não foge da raia a troco de nada”.

A recente existência – do ponto de vista geracional – desse contingente contribuiu demasiadamente para a negação da naturalização das desigualdades sociais e da sociedade capitalista tal como ele é. Ou seja, há nos jovens um maior potencial de contestação e de organização social, seja nos “bondes”, nos “guetos” seja nas organizações sociais.

É preciso reconhecer, dessa forma, que os jovens também conseguem ler o momento histórico com outra dimensão e com menos vícios políticos. Ou seja, a maleabilidade com que a juventude consegue se organizar – sem muito apego às formas – as torna mais dinâmica. É preciso reconhecer que existe, também, uma certa crise das formas tradicional da “esquerda” brasileira. Sem correr ao risco de desmerecê-las, muito menos ao risco de negá-las, os jovens mostraram que as manifestações podem ser mais alegres, mais musicais e mais coloridas!

Parece que existe um certo saudosismo dos jovens das Diretas Já, do novo sindicalismo, da formação do PT, da luta contra a ditadura, expressas nas frases “naquele tempo os jovens eram combativos”.

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Contra isso afirmamos que há uma juventude de esquerda radical brasileira, que ousa cotidianamente! A grande manifestação do dia 18 foi protagonizadas pelos jovens, que saíram às ruas na contramão da história e mostraram seu valor.

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Esse dado da pesquisa do perfil social do DataFolha mostra de que lado estão as jovens, e serve para enterrar argumentos como explicitados no primeiro parágrafo do texto.

Para não cair no risco do desprezar aqueles que historicamente lutam por um Brasil justo e democráticos, retomo, para finalizar, uma frase emblemática do grande militante e sociólogo brasileiro Florestan Fernandes, que em um texto publicado na Folha de São Paulo em 1986 já apontada a necessidade de olhar os jovens no seu contexto histórico

“Hoje o jovem retorna aos seus papéis, em um Brasil diferente, e não deve ficar encantado por um passado que não pode ser reconstruído e não foi tão legendário ou heroico como as idealizações sublinham.”

E finaliza apontando o potencial explosivo da juventude brasileira

“O potencial radical de um jovem constitui um agente político valioso. Ele está ‘embalado’ para rejeitar e combater a opressão sistemática e a repressão dissimulada, o que o converte em um ser político inconformista e promissor”.

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Por que jogamos tinta vermelha na Rede Globo?

Por Levante Popular da Juventude Sergipe

Não faz muito tempo, o Brasil sofreu um golpe e enfrentou anos da ditadura civil e militar iniciada em 1964. Nesse período, a Rede Globo surgiu como projeto de comunicação de massa que tinha como objetivo divulgar as mensagem ideológicas dos militares em troca do suporte para construir seu império. Nos últimos dias, às vésperas de completar 31 anos que vencemos a ditadura e retornamos à democracia, uma nova ameaça de golpe já é orquestrada. Os tempos são outros, alguns atores são os mesmos.

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Naquele período, a Rede Globo não só ocultou informações sobre a violência cometida pelos militares como também contribuiu com as centenas de sessões de tortura, o desaparecimento de diversos militantes e a morte de todas e todos aqueles que foram executados por lutar pela democracia. Atualmente, o império da comunicação que se tornou o Grupo Globo opera para criar um clima ainda maior de instabilidade política, principalmente frente às movimentações do juiz Sérgio Moro que tem ultrapassam limites legais durante a condução da operação Lava Jato.

 

Nos últimos dias temos vivido um momento decisivo na história do país e a juventude tem o papel de denunciar quem são nossos inimigos. Por isso, no dia 18 de março, durante as manifestações que ocorreram em todo o Brasil em defesa da democracia e contra o golpe, o Levante Popular da Juventude junto a mais de 30 mil pessoas marcharam em direção às portas da filiada da Rede Globo no estado, a TV Sergipe.

 

Nós, do Levante Popular da Juventude, deixamos marcado na faixada da TV Sergipe o recado de que não esquecemos o que a Rede Globo e suas filiais fizeram durante a ditadura e que não permitiremos que isto se repita. Escrevemos no símbolo da TV Sergipe “Inimigo da democracia” e derramamos tinta vermelha simbolizando o sangue de todas e todos aqueles que lutaram e morreram contra a ditadura e em defesa da democracia e de uma outra sociedade.

 

Da mesma forma que essas lutadoras e lutadores do povo que nos inspiram, nós reafirmamos nosso compromisso com a luta do povo brasileiro e nossa disposição em dar nossas vidas para a construção de uma democracia mais ampla e mais profunda, que seja de fato popular e resolva os problemas estruturais do nosso povo. Ao contrário da saída antidemocrática que a Rede Globo e setores de direita apontam como solução para a crise política, econômica e social que vivemos, nós levantamos a bandeira do Brasil e a bandeira da Reforma Política, através de uma Constituinte Popular.


A democracia está viva e saiu às ruas em todo o Brasil

O povo brasileiro fez história, nesta sexta-feira (18), com impressionantes manifestações de rua que mostraram ao mundo inteiro que é um povo que não teme a luta. Por todo o Brasil, nas capitais dos estados e em muitas outras cidades, milhares de pessoas saíram às ruas em defesa da democracia e contra o golpe. Em São Paulo, a Avenida Paulista ficou pequena para as 500 mil pessoas que participaram da manifestação.
As notícias desta sexta-feira estão repletas de imagens de ruas cheias, inundadas de alegria e luta. 500 mil pessoas em São Paulo, 200 mil no Recife e 100 mil em cada uma das seguintes cidades, Fortaleza, Belo Horizonte e Salvador, fecham o quadro das maiores manifestações do dia.

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As manifestações do último domingo (13), convocadas com o propósito de derrubar o governo, foram maioritariamente brancas, compostas por pessoas que recebem mais de 10 salários mínimos por mês e que não tem ninguém desempregado na família. Um outro dado interessante sobre as manifestações do dia 13, é o fato de 76% dos participantes serem eleitores do Aécio Neves. Este dado comprova o caráter golpista das manifestações, que não aceitam os 54,5 milhões de votos em Dilma, em 2014. A resposta chegou quatro dias depois, após uma intensa mobilização nas ruas e nas redes que aconteceu na contramão de uma campanha midiática golpista.
Contrastando com as manifestações convocadas por Aécio ou Bolsonaro, quem saiu à rua no dia 18 foi a diversidade do povo brasileiro. Muito além da defesa de legendas partidárias, as mulheres, os negros, a comunidade LGBT, os desempregados, os estudantes, os trabalhadores, os sem-terra, os sem-teto, os movimentos sociais, os artistas e intelectuais pautaram as manifestações com suas reivindicações e com a vontade de construir um país mais justo. Entre as reivindicações estão a Reforma Política, a desmilitarização da Polícia Militar – herança da ditadura militar – e mudanças na política econômica do governo. Em todas as cidades, juntamente com “Não vai ter golpe, vai ter luta”, a grande maioria dos gritos e palavras de ordem eram contra a grande mídia – em especial contra a Rede Globo -, maior inimiga dos interesses do povo e instrumento a serviço do ódio, da propaganda fascista e do golpe, que se consolida a cada dia que passa.

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Na sexta-feira, o Brasil que resistiu à Ditadura Militar mostrou ao mundo que não vai aceitar mais golpes, que sabe o valor da democracia – conquistada na luta e na resistência – e que amar a bandeira e a pátria brasileira não significa defender os interesses dos ricos e alimentar o ódio aos pobres. Na grande maioria das cidades, comprometido com a defesa da democracia e a luta contra o golpe e a mídia golpista, o Levante Popular da Juventude esteve presente. As demonstrações de ódio, mais uma vez, partiram de grupos fascistas intolerantes e contrários às manifestações contra o golpe e em defesa da democracia. Em cidades como São Paulo e Porto Alegre foram registados casos de violência física e moral contra pessoas que participavam dos atos.

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A grande mídia cumpre os seus desígnios e desqualifica as manifestações de força de um povo que não se cala frente às opressões. Segundo o jornal O Globo, por exemplo, não foi o Brasil que saiu à rua, mas sim os “aliados de Dilma e Lula”. Para o Datafolha, ontem eram apenas 90 mil na Avenida Paulista, ocupando o mesmo espaço dos 500 mil – o número que o instituto divulgou – a favor do impeachment de Dilma, no dia 13.

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O processo de Eduardo Cunha está parado no Conselho de Ética há 5 meses, mas o presidente da Câmara de Deputados garantiu para si a vitória sobre a decisão dos nomes que compõem a comissão do Impeachment na Câmara. Com os sucessivos atentados à democracia e à justiça, é necessário permanecer nas ruas de todo o Brasil.


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