Monthly Archives: maio 2016

[NOTA] Repúdio à ação truculenta da PM contra nossos militantes

Repúdio a ação truculenta da PM contra os militantes do Levante Popular da Juventude durante escracho contra o deputado golpista Lúcio Vieira Lima.

Denunciamos hoje através de escracho popular, no aeroporto de Guanambi – BA, o deputado federal golpista, Lúcio Vieira Lima (PMDB – BA), que votou a favor do impeachment-golpe e se tornou um inimigo da democracia brasileira. Lúcio é irmão de Gedel Vieira Lima, historicamente grileiro de terra e atualmente compõe o ministério da Secretária do Governo de Temer. O deputado Lúcio Vieira Lima, assim como seus comparsas políticos, historicamente se aproveitam de seus espaços no cargo público legislativo e do poder econômico para serem protagonistas de uma série de medidas antipopulares que atacam os direitos conquistados pelo povo brasileiro em benefício apenas dos setores da velha oligarquia. E neste momento, que um golpe de estado vem sendo efetivado através do apoio de figuras como o deputado Lúcio, nós do Levante Popular da Juventude – Núcleo Alto Sertão da Bahia nos colocamos na luta pela denúncia pública desse golpe, na defesa de nossos direitos conquistados, aos quais não admitimos retroceder! A ação contou também com a participação de professores, estudantes, sindicalistas e militantes de outras organizações.

Enquanto método de ação que o Levante vem desenvolvendo nos estados contra os golpistas, realizamos hoje em Guanambi o escracho a esse deputado, que mais uma vez aparece para um encontro eleitoreiro em nossa região. Porém, o deputado nós recebeu com a cara desse governo golpista: a truculência e repressão aos direitos da classe trabalhadora, inclusive o direito de protesto. Nossa intervenção em momento algum impediu a saída do deputado, assim como se trata de uma manifestação pacífica, como direito democrático que ainda temos.
No entanto, além de não sair, o deputado convocou a presença da Polícia Militar, enquanto instrumento repressor e de violência constante a juventude da classe trabalhadora, para escoltá-lo. Nesse momento, após nossa permanência na manifestação, um policial agrediu covardemente um militante presente, assim como agrediu um sindicalista e duas militantes do Levante Popular da Juventude. Portanto, repudiamos essa ação fascista da Polícia Militar de Guanambi, que desrespeitou nosso direito a manifestação e agrediu, inclusive mulheres, presentes no ato.
Anunciamos que a luta não cessará enquanto não derrubarmos o governo golpista e construirmos um projeto popular para o Brasil. Neste aspecto, convidamos a juventude do Brasil, da Bahia e de Guanambi a se levantar contra o golpe em curso, contra o aparelho repressor do estado, e por uma nova política econômica, que exige o trabalho de massa por uma constituinte exclusiva e soberana.

GOLPISTAS NÃO PASSARÃO!
VAI TER LUTA, FORA TEMER!

Foto destaque: Mídia Ninja


OCUPA MINC: CULTURA SIM, GOLPE NÃO!

Parafraseando Augusto Boal, a Arte e a Cultura são armas e é o povo quem deve manejá-las!

Por essa certeza que o Levante Popular da Juventude busca cotidianamente as expressões artísticas como ferramenta de diálogo e transformação social. Reconhecemos a força artística do nosso povo e a força de povo dos nossos artistas que já ocuparam 14 prédios ligados ao Ministério da Cultura (MINC) em todo o Brasil.

Os trabalhadores da cultura demonstram estar comprometidos com um Projeto de País que não aceita o golpismo do Governo Temer e seu desmonte sistemático das conquistas do povo brasileiro. A cultura não pode ser entendida como o comércio do entretenimento.

A cultura de um povo é um direito, é sua expressão de unidade e deve se basear na liberdade e democracia, não à toa que este golpe ataca o Ministério da Cultura que foi conquistado, em 1985, na luta contra a Ditadura Militar.

O Levante Popular da Juventude se solidariza e se soma às ocupações buscando formas para contribuir e agregar nessa importante iniciativa que avança na luta contra o golpe e pela garantia dos direitos conquistados no âmbito da cultura.

O processo de ocupações dos prédios do MINC é um marco histórico da atuação e organização dos trabalhadores da cultura. Cada dia que passa avança a força e a unidade do povo pela democracia e por um projeto popular para o Brasil.

19 de maio de 2016

Levante Popular da Juventude

#OcupaMinc

#TemerJamais


[NOTA] REPÚDIO AOS ATOS RACISTAS E XENÓFOBOS DE FOZ DO IGUAÇU

O Levante Popular da Juventude da fronteira trinacional vem, através dessa nota, manifestar repúdio a todo e qualquer ato racista, xenófobo e preconceituoso.

13241497_843712189068280_1770930293_oO motivo da nota? Óbvio e corriqueiro. As ocorrências de agressões por racismo e xenofobia são cada vez mais frequentes na cidade de Foz do Iguaçu (no Brasil todo, inclusive) e um ocorrido recente deixou-nos escandalizados com tamanha ignorância e brutalidade.

Um companheiro Haitiano, Getho Mondesir, trabalhador e estudante de Administração Pública e Políticas Públicas, contemplado pelo programa Pró-Haiti da Universidade da Integração Latino-Americana, foi abordado por seis indivíduos quando passava na frente de um bar de noite, a caminho da Rodoviária, pois iria visitar o filho de 8 meses em uma cidade vizinha. Os homens diziam “você só está aqui por causa da Dilma”, completando com dizeres racistas como “macaco”, se achando no direito e poder de agredi-lo não só verbalmente, mas também fisicamente com garrafas de vidro e chutes, mesmo depois de ele ter caído no chão.

Policiais, ao serem acionados, fizeram pouco caso do ocorrido e foi recusado atendimento médico a Getho no hospital para onde foi levado – ele estava bastante machucado e sangrando. Um dia depois da comemoração dos 128 anos da “abolição da escravatura”.

Esse e todos os outros ocorridos só mostram que a abolição só existiu no papel. Mostram que a violência contra o negro não acabou. Mostram que a exploração e subordinação por cor de pele ainda existe. Está enraizada. E estamos aqui para lutar contra essas raízes. Para lutar contra essas correntes que impedem que alguns tenham os mesmos direitos e tanta liberdade quanto todos os outros.

Nós acreditamos na união de todos os povos e cidadanias, no compartilhamento de culturas, devemos combater qualquer ato que não respeite os direitos humanos.

REPÚDIO total a racistas e xenófobos!


LGBT’s NÃO VÃO TEMER!

A jovem democracia brasileira sofreu um golpe operado pelos setores empresariais, setores midiáticos e pelo Congresso Nacional. Essa iniciativa teve como articular o réu da “Operação Lava Jato”, Eduardo Cunha, ex. deputado pelo PMDB/RJ e pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB).

No primeiro dia enquanto presidente interino, Michel Temer mostrou a que veio. O fim do “Ministério da Cultura”, do “Ministério do Desenvolvimento Agrário” e do “Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos” representa um retrocesso aos sujeitos que historicamente estiveram alijados das políticas públicas. O fim destes ministérios representa o avanço do conservadorismo, que não aceita o mínimo de espaço para a cultura, a reforma agrária, os direitos das mulheres, das pessoas negras, das pessoas LGBT’s e dos direitos humanos. A composição ministerial de Temer sequer tem mulheres e pessoas negras, reafirmando o caráter machista e racista da política operada por este golpista.

Num contexto onde a crise política e econômica é o solo fértil para o avanço do conservadorismo os direitos das pessoas LGBT’s estão profundamente ameaçados. Nos últimos anos as pessoas LGBT’s foram alvo de políticas públicas que visam garantir a cidadania e o combate à violência. A criação do Conselho Nacional de Combate à Discriminação de LGBT (CNCD/LGBT), a realização de Conferências Nacionais de Políticas Públicas para LGBT e o Programa Brasil Sem Homofobia são experiências exitosas, embora ainda insuficientes para a dignidade da população LGBT, que sofria um histórico de invisibilidade e estereótipos.

No mês de abril deste ano, aconteceu em Brasília a etapa nacional da 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de LGBT, com o seguinte tema: “Por um Brasil que criminalize a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais”. Na oportunidade o governo federal apresentou o “Sistema Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e Enfrentamento à Violência contra a População LGBT” que visa articular uma série de políticas publicas (educação, saúde, segurança pública, trabalho, cultura) que visam reduzir a violência, promover a cidadania e a efetividade dos serviços prestados à população LGBT.

O governo golpista de Michel Temer (PMDB) não será capaz de garantir os direitos da população LGBT. Um governo interino que surge de um golpe contra a democracia é incapaz de representar uma população marcada pela violência do conservadorismo. É impossível garantir direitos humanos as pessoas LGBT’s com uma verdadeira afronta a democracia brasileira.

Por isso, as/os LGBT’s sairão às ruas e continuarão denunciando o golpismo do PMDB, dos empresários e da grande mídia, especialmente da Globo. LGBT’s não vão temer! Lutaremos cada dia pela democracia brasileira e para que nenhuma pessoa seja assassinada em por ser lésbica, gay, bissexual, travesti ou transexual. Pelo #ForaTemer e em luta para colocar o #Cunhanacadeia os/as LGBT’s se levantam contra o golpe!

#Vaiterluta

Eu tô na rua é pra lutar, por um projeto feminista, antirracista, colorido e popular!


O QUE A LUTA ANTIMANICOMIAL TEM A VER COM O PROJETO POPULAR DO LEVANTE?

Por Evelyn Sayeg (Coletivo de Saúde do Levante Popular da Juventude São Paulo)

A Luta Antimanicomial traz em si a discussão sobre uma sociedade mais justa e igualitária, a partir da construção de uma democracia antimanicomial. Em que os usuários possam encontrar sua responsabilização em seu próprio cuidado, participando ativamente, construindo seu projeto terapêutico e de vida. É uma luta que reflete a discussão da Reforma Sanitária em sua radicalidade, carregando consigo os princípios que originaram o SUS e apontando para a diretriz da equidade com intensidade.
O respeito às diferenças traz essa marca da equidade, pois reconhece a dificuldade e os maiores desafios dos sujeitos e permite fornecer o apoio necessário para que ele participe de fato da construção da sociedade. Isso se aproxima em muito do projeto popular o qual o Levante Popular da Juventude defende, em outras palavras e com outros métodos, mas quanto mais se aproximam mais esses dois projetos de sociedade se fortalecem e se qualificam.
As lutas pela ressignificação de estigmas, pela superação de estereótipos conservadores e ultrapassados, que refletem uma sociedade capitalista que mercantiliza todos os fenômenos e situações também faz parte da luta antimanicomial. Esta sociedade em que vivemos e que hoje se mostra em um tensionamento massivo, que polariza as situações e as pessoas. Nossa sociedade está repleta de lógicas manicomiais. Então quando discutimos o racismo e combatemos o preconceito à população preta estamos falando sobre combater e superar uma lógica manicomial. O mesmo acontece com a população LGBTT, as mulheres, os pobres, enfim, essas minorias na produção de discursos hegemônicos que são a maioria da população. A desigualdade social é fruto da lógica manicomial que circula no mundo capitalista de forma invisível. Precisamos fazer ser visto este método de exclusão e de violência.
A lógica manicomial é justamente esse movimento continuo e que se perpetua década atrás de década excluindo pessoas porque elas são diferentes, porque elas tem sentimentos, pensamentos e ações que não se encaixam na ordenação da lógica de produção capitalista. A lógica manicomial está presente em todas as situações de violação de direitos humanos, está presente em qualquer situação em que há uma hierarquia autoritarista. Se há alguém sendo excluído, maltratado ou obrigado a se encaixar em alguma caixinha para servir à alguém ou à um grupo há uma lógica manicomial incidindo na situação. Não precisa ser louco para ser atingido por isso.
Foi criado um discurso e uma subjetividade que toma as pessoas na nossa sociedade, no geral, acreditando que a loucura é contagiosa e assustadora. Mas na verdade a Luta Antimanicomial e o dia-a-dia nos serviços de saúde mental nos ensina que a loucura é a maior resistência que essa sociedade capitalista já viu. A loucura é tão sincera e verdadeira que se recusa a participar dessa máquina de moer que é o sistema capitalista. Ela reinventa todos os dias uma nova forma de resistir e de questionar a hierarquia, a desigualdade, o sofrimento.
Ao estar próximo disso tudo você é contagiado sim. O que nós lutadoras e lutadores precisamos escolher é se queremos ser contagiado pelo sofrimento da violência social, da violência dos

manicômios, da violência da prisão ou pelo sofrimento que lhe é comum, seja a quem for, todos sofremos, todos nós precisamos ler e conversar com o nosso sofrimento. O reflexo do sofrimento do outro não deve nos assustar e nós não devemos oprimir e violar o outro pelo seu sofrimento ou pela sua loucura. Devemos lutar para que seu sofrimento não cresça, devemos lutar para que sua dor desapareça, devemos lutar para que a sociedade não seja manicomial e para que respeite as diferentes formas de pensar, sentir, agir e sofrer!

Manicômios Nunca Mais!
Por Uma Democracia Antimanicomial!
Juventude que ousa lutar, constrói o poder popular!

Dia Nacional da Luta Antimanicomial: 18 de maio de 2016 às 13h no Vão do Masp!

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