Monthly Archives: junho 2017

Nossa resposta será com Greve Geral e nas ruas!

A juventude brasileira tem sido protagonista na luta contra a retirada de direitos sociais e trabalhistas, contra o retrocesso na educação, saúde e demais políticas públicas.

Com a classe trabalhadora e os movimentos populares construímos neste ano diversas lutas. No dia 8 de março as mulheres foram para as ruas mais uma vez lutar por seus direitos. Ocupamos as principais avenidas do país nos dias 15 de março e 28 de abril e com toda a nossa força e energia estivemos no mês de maio, em Brasília, com outros 150 mil brasileiros e brasileiras exigindo a saída do presidente ilegítimo e golpista Michel Temer. Nossa voz ecoou por Diretas Já!

E para dar continuidade a essa luta, no dia 30 de junho, mais uma vez, vamos parar o Brasil. A Greve Geral é um instrumento de força e unidade. É a ação concreta de resistência do povo trabalhador. Assim, reconhecendo o caráter estrutural de exploração e opressão, a juventude do Levante Popular junto com os movimentos sindicais e populares por Diretas Já e Fora Temer devem parar as estradas, as fábricas, ocupar todas as avenidas desse país e parar os setores produtivos.

Precisamos tomar as ruas e reivindicar o direito de participar das decisões políticas do país, visto que, somos nós, a juventude, as mulheres, negros e LGBTs, os mais atingidos por essa contrarreforma trabalhista e previdenciária imposta pelo capital.

Temos que tomar as ruas para lutar contra a ampliação da terceirização, da exploração dos nossos corpos, do encarceramento da juventude negra e periférica, da subremuneração, do acesso ilegal ao território indígena e para que nossos direitos conquistados com muita resistência não deixem de existir.

Não podemos permitir que uma minoria invisibilize a nossa existência, que nos coloque ainda mais na vulnerabilidade, tornando-nos alvos da violência e da exclusão social.

Por nosso direito à vida, com a unidade e resistência demonstrados nas manifestações e greves gerais anteriores, nós, do Levante Popular da Juventude convocamos todos a seguirem em luta até que esteja nas mãos do povo trabalhador a parte que nos cabe deste latifúndio.

#30J
#NenhumDireitoaMenos


Nenhum compromisso na UNE?

por Paulo Henrique da Consulta Popular

Este pequeno texto faz alusão ao capítulo 8, do livro “O esquerdismo: doença infantil do comunismo”, do grande dirigente revolucionário russo Vladimir I. U. Lenin, que trata acerca da política de alianças num processo revolucionário. 100 anos após o triunfo do proletariado russo, é inegável a atualidade dessas ideias.

Neste sentido, quero dialogar e combater as concepções que afirmam que o Levante Popular da Juventude, em conjunto com a grande maioria do Campo Popular teria “capitulado” por ter realizado uma aliança de campo com o Campo Majoritário, no 55º Congresso da UNE. Estas concepções, ao meu ver, em sua grande maioria, expressam manifestações de “esquerdismo”, não à toa que advém de organizações que querem atingir seus objetivos “sem se deter em etapas intermediárias e sem compromissos”. Outra parte das críticas que estamos sofrendo, em especial por parte dos companheiros da Reconquistar a UNE, advém de uma concepção cristalizada de estratégia da disputa da entidade. Estratégia essa que consistia em unificar a oposição, com o objetivo de “tomar” a entidade. Essa estratégia foi implementada com sucesso em 2001, 2003, mas derrotada em 2005.

1 – A disputa da UNE não está acima da disputa geral da sociedade. Pode parecer uma ideia simples, mas que muitas vezes é negada, seja para legitimar posições oportunistas ou concepções sectárias. Não à toa o resultado eleitoral do Congresso expressou o atual processo de reorganização da esquerda brasileira e suas duas frentes políticas, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo. Ou não é verdade, que os companheiros que constituem o campo da Oposição de Esquerda, em sua imensa maioria se identificam com a Frente Povo Sem Medo?

2 – Os setores do chamado “Campo Democrático e Popular” estavam cindidos não só na UNE, mas em toda a sociedade. Foi a luta contra o Golpe que reunificou seus setores na Frente Brasil Popular. Afirmo isso, com o objetivo de evidenciar que a nossa movimentação durante o 55º Congresso da UNE não foi incoerente às nossas formulações estratégicas, muito menos um desvio pragmático. Pelo contrário, dialoga com nossa tática para o atual momento político, centrada na unidade das forças populares na luta contra o Golpe, contra a ofensiva neoliberal, por Diretas Já e Constituinte.

3 – No “Esquerdismo”, Lenin identifica dois critérios para avaliarmos se um compromisso é manifestação ou não do oportunismo. São eles: o referido compromisso é “imposto por condições objetivas”? Segundo, o compromisso abre mão da “abnegação revolucionária e da disposição de continuar a luta”?

4 – Todas as forças políticas no Congresso (ou sua grande maioria), sabem que nossa politica de alianças prioritária para o Congresso era fortalecer o Campo Popular ampliando para setores que compunham o Campo Majoritário e a Oposição de Esquerda. Fizemos todo o esforço possível para que este cenário se viabilizasse, mas objetivamente ele não aconteceu. Além disso, parte das forças políticas que constroem o Campo Popular estavam convencidos da necessidade de uma política de frente ampla, que possibilitasse um programa mais avançado para entidade e seu compromisso com a luta de massas. Este cenário que não era prioritário para nós, se fortaleceu durante o Congresso, em especial com a defesa das resoluções. Em todas as conversas que fizemos durante o Congresso, sempre apresentamos a possibilidade de uma aliança entre campos. O único cenário descartado por nós era o isolamento político.

5 – Esta aliança diminui “abnegação revolucionária” do Levante e sua disposição revolucionária de “continuar a luta”? Creio de sobremaneira que não. Nossas diferenças continuarão existindo, e continuaremos lutando pela democratização da entidade. Temos convergências importantes na análise de conjuntura e divergências na construção da entidade, continuaremos apresentando-as. Creio que, inclusive, esse combate de ideias, fará a entidade avançar.

6 – Há ainda os mais confusos que afirmam que nos aliamos à golpistas, em referência a presença da Juventude Socialista Brasileira n

a chapa da Frente Brasil Popular. Se é certo que o PSB não é homogêneo tendo dentro de si setores conservadores, é verdade também que sua juventude é progressista, constrói a Frente Brasil Popular em vários estados e está de acordo com o programa Fora Temer e Diretas Já.

7 – Parte dos setores que hoje nos criticam realizaram alianças em diversas universidades particulares pelo Brasil com os setores que compunham o Campo Majoritário. Nos parece que a crítica advinda desses setores é meramente oportunismo.

Por fim, tenho convicção de que o Levante Popular da Juventude seguirá convicto de sua estratégia de disputa da UNE e da sociedade.


VIVA O LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE!!!!

por Igor Felippe, militante do MST

Vale ouvir com atenção cada frase e cada palavra do discurso da companheira Jessy Dayane , do Levante Popular da Juventude, ao defender o voto na chapa “Frente Brasil Popular – a unidade é a bandeira da esperança” no Congresso da UNE,

Foi a unidade na rua, na luta, na resistência ao golpe, na oposição às reformas, construída nos espaços da Frente Brasil Popular em todo o país, que criou as condições para essa chapa.

O movimento estudantil deve estar, sim, alinhado à composição de forças que se organiza na sociedade para enfrentar as contradições centrais da luta política.

Quem defende a existência de uma dinâmica totalmente específica da disputa entre os estudantes é porque está alheio ou não tem inserção real na classe trabalhadora.

O nosso campo aposta na Frente Brasil Popular para enfrentar o golpe em curso, a ofensiva neoliberal, a retirada de direitos dos trabalhadores e, especialmente, o fechamento das janelas democráticas que ameaça todas as forças populares.

Apostamos também que, nesse processo político pedagógico de massas, será retomada a perspectiva estratégica no seio das organizações mais representativas do povo brasileiro.

O Levante tem compromisso com a luta por mudanças na condução da UNE e pela desburocratização da entidade. E vai perseguir esses objetivos até que sejam alcançados.

Colocar no centro da luta política questões secundárias é funcional para o “disputismo”, o purismo, o dogmatismo e o vanguardismo, que não ajudam em nada para cumprirmos as nossas tarefas históricas.

A centralidade do nosso campo político é fazer a luta de classes e, para isso, nos cabe fortalecer a unidade das forças que compõem a Frente Brasil Popular para:

1- Consolidar a unidade política entre movimentos populares da cidade e do campo, centrais sindicais, organizações de juventude, estudantes e partidos.

2- Preservar o acúmulo social, político e organizativo do ciclo histórico de esquerda forjado a partir da década de 80, inclusive a memória dos avanços conquistados durante os governos do presidente Lula, que deixou uma marca tão forte no povo brasileiro que a direita não consegue destruir.

3- Contribuir com o processo de reorganização da esquerda, evitando dispersão, oportunismos e sectarismos daqueles que se colocam como o novo que nasce de geração espontânea sem passado.

4- Desburocratizar a UNE, que deve ser conduzida de forma mais aberta e democrática, com a construção de um novo método, que busque um consenso mais amplo, que possa dinamizar a ação nas universidade e fazer com que todos os estudantes se sintam parte.

Viva o Levante Popular da Juventude, que cresce e se consolida como o movimento que mais avança entre os estudantes brasileiros!


A unidade necessária para derrotar o golpe

O Golpe parlamentar de 2016 que afastou a Presidente eleita Dilma Rousseff e vem impondo retrocessos e uma agenda neoliberal de retirada de direitos representa mais que uma perda de um governo, representa uma derrota de natureza estratégica. O que significa isso? À medida que a classe dominante tem o controle do aparelho de estado, o seu objetivo estratégico não é a conquista do poder, mas sim, neutralizar qualquer possibilidade que ameace o seu domínio. Em outras palavras: o objetivo estratégico da burguesia é a nossa destruição. Destruição que pode ser física, como também, destruição da nossa capacidade de organização e luta.

É isso que está em jogo com a criminalização de lideranças populares, a exemplo do Lula e militantes dos movimentos populares, de partidos políticos, como PT, dos movimentos populares e sindicais. A Reforma Trabalhista além de retirar direitos básicos, destrói a organização sindical no Brasil, empunhando um golpe brutal na resistência sindical e popular.

Não se trata, portanto, de uma derrota do PT ou das organizações que protagonizaram o último ciclo político no Brasil, mas uma derrota de toda a esquerda e do povo brasileiro. Se pudéssemos sintetizar esse momento numa imagem seria a de um cerco em que o inimigo avança em direção ao nosso aniquilamento, indistintamente. Infelizmente, ainda existe na esquerda brasileira posturas vacilantes ou oportunistas que acham que é possível se beneficiar desse cerco e tentam se auto construir em cima disso, como é o caso da posição oportunista, e de direita, de defesa da Operação Lava Jato, uma operação flagrantemente política, seletiva, autoritária, de inspiração fascista, que ameaça a democracia.

O que fazer diante desse cenário? Primeiro, sobreviver, resistir! E construir as condições para ofensiva.

A sobrevivência impõe a unidade ampla das forças populares como uma necessidade fundamental nessa conjuntura. Não se combate uma conjuntura de cerco e aniquilamento com sectarismo. Não se combate uma conjuntura de cerco e aniquilamento colocando as nossas divergências acima daquilo que nos une nesse momento que é a resistência a essa ofensiva.

Isso significa que todas as forças que se colocam contra Golpe, contra a retirada de direitos e ao desmonte do Estado devem compor uma frente ampla para fazer o enfrentamento ao inimigo principal. Momentos similares na história exigiu essa postura e a negativa ou a vacilação nessa tarefa custou muito caro as organizações populares e a todo o povo brasileiro.

Esse é o significado da Frente Brasil Popular nessa conjuntura. Reunir todas as forças populares e democráticas para resistir e preparar a ofensiva.

E o que isso tem a ver com a juventude?

Todos os momentos da história que a juventude e o movimento estudantil brasileiro, e a própria UNE, fizeram diferença na luta de classes e cumpriram um papel político importante foi quando se colocou como porta-voz das lutas do nosso povo. Foi assim na luta contra nazifascismo, na campanha “O petróleo é nosso!”, na luta contra Ditadura Militar e, mais recentemente, na luta contra o Golpe de 2016 e a retirada de direitos.

E num momento tão complexo como este, o mais difícil que a nossa geração já viveu, não podemos vacilar no compromisso com o povo brasileiro. Esse é o sentido principal da nossa luta e a condição fundamental para construção de um projeto popular para o Brasil.

A compreensão dos desafios do atual momento não afastam os demais desafios e críticas que temos apontado à entidade e que marcam, desde o princípio, a entrada do Levante Popular da Juventude na UNE. Esta compreensão nos levou a construir o Campo Popular, como uma alternativa a polarização despolitizada que prevalecia na entidade. Acreditamos que para fazer jus a história da UNE e as tarefas impostas pela luta de classes precisamos fazer da UNE um instrumento de organização e resistência da juventude, presente no dia a dia dos/as estudantes, com capacidade e centralidade na luta de massas, no trabalho de base, na agitação e propaganda e na aliança, a partir de ações concretas, com os movimentos populares e com o povo brasileiro, a exemplo do Centro Popular de Cultura (CPC), da UNE. E isso passa por mudanças na linha política e na condução da entidade.

O Campo Popular e os desafios que apontamos permanecem vigentes. Neste sentido, apresentamos em nossa resolução de movimento estudantil um programa e uma agenda para a entidade que orientará a construção do Campo Popular dentro da UNE, que passa por democratizar a entidade, descentralizar as decisões, de fortalecer e profissionalizar a comunicação com/as estudantes, de garantir mais transparência, participação e fiscalização no uso dos recursos da entidade, de construção da UNE nas bases, através da retomada do Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB), da organização de comitês em cada universidade.

Não podemos subordinar a luta política geral na sociedade à disputa de rumos da UNE. A universidade não é uma bolha e o movimento estudantil tem que estar a serviço dos interesses juventude e do povo brasileiro. Seguiremos buscando combinar a unidade ampla para defender os interesses da juventude e do povo brasileiro com a democratização da entidade e seu compromisso com a luta de massas.

Por isso, no 55º Congresso da UNE, o Levante Popular da Juventude, em coerência com esse compromisso e com as necessidades concretas que esse momento político nos impõe, construiu a chapa “Frente Brasil Popular: a unidade é a bandeira da esperança”.

Seguiremos construindo o Campo Popular dentro da UNE, nestes novos marcos de rearranjo de forças dentro da entidade, combinado com a unidade mais ampla da Frente Brasil Popular, para que a juventude e o povo brasileiro possam assumir as decisões sobre o presente e o o futuro do Brasil. A história da UNE se fez com muita luta, ocupando prédios, ocupando a arte, ocupando as ruas e ocupando o Brasil. Resgatar a história da entidade nos dá orgulho e uma grande responsabilidade com aqueles e aquelas que deram a vida por essa entidade. É com esse espírito e essa garra que nós do Levante Popular da Juventude seguiremos!

Pátria Livre! Venceremos!


É ativista na área de segurança pública e violência letal?

Estão abertas as inscrições para o programa de bolsa ativismo em segurança pública e violência letal! Serão concedidas 13 bolsas de R$ 10 mil para pessoas que estejam lutando diariamente para transformar a realidade dos seus territórios em um desses cinco eixos: Letalidade policial; Extermínio da juventude; Feminicídio; Homicídios contra a comunidade LGBT; Genocídio do povo negro.

É ativista nessa área ou conhece alguém que poderia se interessar pela bolsa ativismo? Chega junto! O link para se inscrever é esse: www.bolsaativismo.instintodevida.org


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