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USP aprova Cotas Raciais

“Que a universidade se pinte de negro, de mulato, de operário, de camponês ou bem que fique sem portas, e então o povo as arrebentará e pintará a Universidade com as cores que melhor lhe pareça.”
(Che Guevara)

Na última terça (4), o Movimento Estudantil e o Movimento Negro e Indígena da USP tiveram uma enorme conquista: através da luta e pressão do movimento, a retrógrada e conservadora reitoria, viu-se obrigada a curvar-se e finalmente adotar cotas étnico-raciais na Universidade de São Paulo.

O projeto aprovado pela Comissão de Graduação (maior espaço deliberativo da universidade) prevê 37% de vagas para estudantes de escolas públicas, aumentando anualmente de modo a chegar a 50% até 2021. Desta porcentagem, ao menos 32% deverá ser para a população negra, parda ou indígena, sendo esta a proporção do próprio estado de São Paulo.

Um passo adiante para uma universidade mais democrática, finalmente tendo maior representação de pessoas pretas e indígenas entre os alunos. Desta pequena grande vitória, caminhamos e lutamos em direção a construção de um projeto popular para a educação, com uma maior democratização do acesso ao ensino superior, e damos mais um passo rumo no combate ao racismo e reparação de todo o histórico racista de nossa sociedade.

ABRAM OS PORTÕES
O POVO VAI PASSAR!


DOIS DE JULHO PELAS #DIRETASJÁ: INDEPENDÊNCIA DA BAHIA

_”Respeite a minha história_
_Respeite o meu passado_
_Vem lutar ao meu lado_
_A juventude tá na rua_
_E grita com orgulho:_
_Somos Dois de Julho!”_

Nasceu o sol a Dois de Julho e às nove horas da manhã de domingo as ruas da capital baiana já estavam tomadas: Salvador retoma e celebra a história de luta e resistência, o dia da Independência da Bahia!Neste dia, em 1823, as tropas da Coroa Portuguesa são expulsas definitivamente do Brasil. É o triunfo do povo baiano, a vitória da luta da independência no Brasil.

Maria Felipa, mulher negra, pobre e marisqueira liderou mulheres e homens para a derrubada do exército português na Ilha de Itaparica. Maria Quitéria, que em uma época em que as mulheres não participam do exército, se vestiu de homem para conseguir lutar. Joana Angélica, freira, deu sua vida para que o exército português não adentrasse as portas do convento da Lapa. Essas foram importantes lutadoras que viveram pela e para a libertação do povo baiano. Reinvindicamos suas memórias para lembrar que todo poder pertence ao povo e que a libertação só virá por nossas mãos!

Diante dessa conjuntura de governo golpista, que exige mais força e coragem do povo e da juventude da classe trabalhadora, o Levante Popular da Juventude foi às ruas levantar a bandeira das #DiretasJá e apontamos a Frente Brasil Popular enquanto espaço de acúmulo de força popular, articulação e unidade da esquerda para a derrubada de Temer do poder.

Nasceu mais uma vez o sol a Dois de Julho e brilha mais que o primeiro por esse ser um Dois de Julho das #DiretasJá, contra os retrocessos e reformas propostas por Temer. O povo baiano e brasileiro quer se livrar das garras do golpismo e acabar com tudo que nos
explora historicamente!

O Dois de Julho é de luta e com luta se fez!


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