Com rebeldia, a juventude do Levante organiza terceira edição de seu Acampamento Nacional.

7 mil jovens se reunirão para debater um novo projeto para o Brasil e afirmam que o limite dessa rebeldia é quando o povo estiver no poder.

“Vem pro Acampa Lutar é o caminho, 7 mil jovens tremendo o mineirinho”. A música tema do 3º Acampamento Nacional do Levante já revela a ousadia do movimento: entre os dias 5 e 9 de setembro de 2016, realizará na cidade de Belo Horizonte/MG, a 3º edição do Acampamento Nacional com a presença de 7 mil jovens de todos os estados brasileiros, reunidos no Estádio do Mineirinho. São jovens do campo e da cidade, das periferias, universidades e escolas secundaristas, além de representantes de movimentos sociais de outros países.

Será um importante momento para a juventude debater os desafios colocados pela complexa conjuntura brasileira, as alternativas existentes e principalmente aquelas a serem construídas. É, em sentido amplo, um encontro de formação política, mas também um momento de resgate da história de lutas dos povos latino-americanos, como forma de estímulo ao protagonismo dos jovens, um convite para a luta social organizada. Ainda, o Acampamento Nacional é a instância máxima de deliberação do Levante Popular da Juventude, onde são definidas as linhas de atuação e as bandeiras de luta prioritárias, além do aperfeiçoamento da forma organizativa. Em síntese, é durante esse encontro que toda a militância se reúne em uma discussão coletiva sobre os rumos e aprofundamentos do movimento.

A terceira edição do Acampamento tem o lema: “Nossa Rebeldia é o povo no poder”, resumindo assim a luta, desejo e meta do movimento. Diante da conjuntura política, onde se vivencia um golpe contra a nossa democracia, e o avanço das forças conservadoras, enfrentado não só no Brasil, mas em todos os territórios que se opõe à exploração do capitalismo, o Levante entende a urgência de colocar em prática um projeto popular para o Brasil, é o que afirma um dos coordenadores nacionais do movimento, Thiago Pará “Nós, a juventude da classe trabalhadora, carregamos dentro de nós um sentimento que é explosivamente rebelde, que é fruto de anos e anos de exploração, opressão e massacre. É esse sentimento de rebeldia, represado em cada um e cada uma de nós, que nos coloca a tarefa urgente de fazermos um acerto de contas com o imperialismo que subjuga e explora os nossos povos!” afirma o militante.


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