O lugar da conspiração

Quem ousa pôr a culpa nos EUA? Se apontarmos culpa aos Norte Americanos quando estamos discutindo política em qualquer ambiente do Brasil somos tachados de lunáticos.

Ao longo dos séculos diversos reis, generais, cardeais, jornalistas e políticos foram alvos de conspirações. Algumas polêmicas como o caso de envenenamento de Napoleão por doses de Arsênico figuram estes contos dignos de filme de cinema. Mas a questão é uma só: Quando se trata de poder, a política se desdobra em múltiplas faces.

Do século passado até os dias de hoje assistimos ao crescimento da maior potência militar, política e econômica da história. Os Estados Unidos da América estiveram envolvidos em praticamente todos os grandes, médios e até pequenos conflitos pelo planeta. A sua polícia mundial se chama OTAN, que junto com seus aliados têm a capacidade de agir rapidamente no terreno militar. Na política e economia oferece sanções a quem ousar o enfrentamento, como foi o bloqueio de mais de 50 anos a CUBA. Vale Lembrar que atualmente TUDO é dólar, do pão da esquina até os mais avançados mísseis de guerra.

Aqui na América Latina foram inúmeros casos de intervenção dos EUA, seja com espiões da CIA, seja com financiamentos políticos ou inserções militares. A famosa Operação Condor foi uma ação coordenada entre os anos 70 e 80 para acabar com os focos revolucionários e líderes opositores das ditaduras financiadas pelos americanos. Desde as mortes diretas como a de Marighella, até as conspirações que mataram João Goulart, JK e Carlos Lacerda tem o dedo da CIA.

Mas hoje em dia ainda haveria interesse? Será que as maiores reservas de petróleo do mundo não interessariam ao Império na sua estratégia de dominação? A maior reserva está na Venezuela e o Brasil está possivelmente, com o pré-sal, entre as 10 maiores. Com isso temos que lembrar que na política brasileira víamos um caminho nítido, o Governo Dilma tinha em seus planos continuar o projeto de melhorias da vida do povo com o dinheiro do pré-sal sem alterar grandes distorções estruturais. Por outro lado os conservadores nada tinham a oferecer, e pior temiam/temem a volta do Lula. A não ser que se quebre a Petrobrás… Mesmo que a custa de milhares de empregos!

Não tenhamos medo de afirmar! Lembremos que a direita e mídia brasileira negaram a participação dos Americanos nos Golpes militares em suas épocas. Agora não tenham dúvida que os movimentos pró-impeachments tem o dedo das grandes corporações americanas. Basta vermos que no congresso já existe uma proposta para acabar com a lei de partilha do pré-sal, para que volte o modelo concessões que tanto interessa às grandes empresas norte-americanas.

Ainda não é tempo de guerra, mas o exército norte-americano está em Brasília sob a máscara de Eduardo Cunha (PMDB) e sua gangue para barrar a reforma política, impulsionar uma clima conservador na sociedade, atacar as organizações populares e abrir as portas da terceirização, privatização e entrega do petróleo e demais riquezas do Brasil!

Alerta!
Pátria Livre, venceremos!


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