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MILITANTES DAS CINCO REGIÕES BRASILEIRAS SE REÚNEM EM BH PARA PREPARAÇÃO DO ACAMPAMENTO NACIONAL

Jovens das cinco regiões brasileiras se reúnem em BH para preparação do Acampamento Nacional do Levante

Começa hoje o Seminário Nacional Carolina Maria de Jesus que reúne 200 militantes do Levante Popular da Juventude, de 20 estados além do Distrito Federal, para pensarem juntos os caminhos da atuação do movimento para o próximo período.

Os militantes se reúnem no Centro de Referência da Juventude de Belo Horizonte, em conjunto com ao Festival de Arte e Cultura da Reforma Agrária, que acontece na Praça da Estação. Dentro da programação que vai até sábado (24), estão contemplados espaços de análise de conjuntura e rodas de conversas sobre os desafios da juventude brasileira.

O Seminário acontece como preparação e construção do Acampamento Nacional, instância máxima de deliberação do programa político do movimento, que acontecerá entre os dias 5 e 9 de setembro no Estádio do Mineirinho.

Saiba mais sobre o Seminário: http://levante.org.br/blog/?p=1144

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SEMINÁRIO NACIONAL CAROLINA MARIA DE JESUS COMEÇA NESTA QUINTA

Inspirados pela história de vida, de luta e resistência de Carolina Maria de Jesus, o Levante Popular da Juventude realizará, entre os próximos dias 21 e 24, o 2º Seminário Nacional Carolina Maria de Jesus, em Belo Horizonte (MG).

O seminário, que reunirá mais de 200 jovens de todo o Brasil, tem como objetivo a preparação para o 3º Acampamento Nacional que tem como lema “A nossa rebeldia é o povo no poder!”, e acontecerá de 5 a 9 de setembro, também em Belo Horizonte, e pretende reunir 7 mil jovens.

Em um momento de crise econômica, política e social no Brasil, onde o governo golpista e entreguista de Michel Temer adotou uma agenda neoliberal e medidas antipopulares, que vem atacando os direitos das trabalhadoras e trabalhadores e ameaçando a soberania nacional, é fundamental que a juventude, que sempre esteve presente nos processos de transformação social em todo o mundo, se organize para lutar em defesa dos direitos do povo brasileiro.

Para Nataly Santiago, da coordenação do movimento, a saída para as crises que enfrentamos passa necessariamente pela construção de um projeto de sociedade, algo que as elites e governantes do Brasil nunca foram capazes de pensar e concretizar. “Superar a crise política só será possível através de mudanças profundas no sistema político brasileiro. Além da necessidade da realização de reformas estruturais, como a reforma agrária, urbana, tributária, entre outras, para melhorar a vida do povo”, comenta a militante.

A necessidade de construção de um programa político para a juventude

É preciso compreender a diversidade da juventude e os desafios que ela enfrenta, estando no campo ou na cidade, nas periferias, fábricas ou universidades. Sendo LGBTs, mulheres ou negros e negras, sujeitos e sujeitas que sofrem com a estrutura racista, patriarcal e capitalista da sociedade brasileira, que explora, domina e mata a juventude todos os dias. E nesse sentido, refletir e construir um programa político para a juventude, que leve em conta essa diversidade e as reais necessidades, é tarefa da juventude organizada.

Carolina Maria de Jesus: catadora de letras e inspiradora de luta.

Mulher, preta, favelada, mãe, catadora de lixo e escritora: Carolina Maria de Jesus é nossa homenageada. Foi moradora da favela do Canindé, em São Paulo nos anos 50, catava lixo como forma de garantir seu sustento e de seus 03 filhos, escrevia sua experiência em diários, nos papéis que encontrava no lixo.

Através de uma de uma perspectiva única, a de quem sente na pele a dor e o peso de ser uma mulher negra e pobre numa sociedade que tem bases racistas e machistas, Carolina utilizou os diários para falar das desigualdades sociais e sobre a condição humana. Falou da Cidade, a quem chamou de sala de visitas. Falou da favela, a qual chamou de Quarto de Despejo. Falou da fome, a quem deu a cor amarela.

É dessa mulher, que resistiu, lutou pra comer, pra viver, alimentar e manter vivos seus filhos, que morreu anônima como se não fora ninguém, que buscamos inspiração para resistir, organizar a juventude e lutar pela construção de uma nova sociedade, com novos valores e novas práticas, onde não haja exploradores e nem explorados.

Carolina se mantém viva nas palavras, nas ações, na resistência e no punho erguido de quem luta!