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Levante apoia a greve do trabalhadores da educação no Paraná

Por Levante Popular da Juventude do Paraná

Nos últimos meses as e os profissionais da educação – professorado, profissionais de limpeza, administração, merenda, zeladoria – do Estado do Paraná vêm se mobilizando contra o governo neoliberal de Beto Richa (PSDB). No último dia 09 estas categorias entraram em greve exigindo que o governador retirasse as propostas que ficaram conhecidas como “pacotaço”.

O movimento ocupou a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) no dia 10 para impedir que a comissão da Assembleia fosse montada e o projeto votado. O “pacotaço” propunha, de forma geral, o desmonte das escolas públicas do Paraná: o fechamento de escolas, a diminuição de salas de aula, fechamento de salas de apoio, redução de profissionais capacitados para atender jovens portadores de necessidades especiais, redução da progressão da carreira do professorado. Beto Richa que já não pagou 1/3 das férias das e dos professores e não enviou o recurso para a merenda escolar, tem por objetivo, além de tudo, reduzir a previdência, afim de pagar uma dívida de 8 bilhões que tem com a União! Confira aqui a pauta completa de reivindicações.

No final do ano de 2014 o governador reeleito do Paraná, Beto Richa (o mais bem pago do país), ordenou o fechamento de 18 escolas do campo e de áreas urbanas, além do fechamento de turmas do ensino regular e de educação para jovens e adultos.

O Levante Popular da Juventude se somou às manifestações pois entende que este governo é um retrocesso! O neoliberalismo deve ser combatido e seu projeto de Estado ausente deve ser revertido: a educação é um direito que deve ser garantido à todas as pessoas. Nos mobilizamos porque somos jovens estudantes e educadores que sofremos diretamente com esse projeto. Como atuais e futuros profissionais da educação também nos mobilizamos por condições dignas de trabalho. Como jovens que atuamos em outros setores, acreditamos que a mudança na sociedade deve ser geral e portanto essa luta também é nossa!

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Além da mobilização pela questão do “pacotaço”, a desmilitarização da polícia é uma questão que se levanta novamente. A ação do Choque, que facilitou a entrada dos Deputados para votar os projetos e se colocou na barreira para impedir que nós, manifestantes, entrássemos no prédio, foi vergonhosa! Sabemos que a atuação truculenta e o método repressivo durante a ocupação é modus operante em todas as periferias, principalmente com a juventude negra.

O desfecho vitorioso desta ação de todas as e os trabalhadores apenas reforça que é através da organização que nós obteremos as transformações que pautamos. O fim da ocupação da ALEP, na qual o professorado e as demais categorias pressionaram os deputados a responder de acordo com seus anseios, minimamente respondendo às demandas do povo e retirando a proposta do “pacotaço” prova que apenas a luta muda a vida!

Seguimos em greve pois não lutamos apenas contra o pacotaço, e sim por uma educação que seja de qualidade, efetivando tal direito e que por fim seja emancipatória. Acreditamos que só conseguiremos ocupar o espaço que deveria ser nosso quando tomarmos as rédeas da política brasileira. Uma Constituinte Exclusiva do Sistema Político é central para avançarmos de fato nas mudanças profundas e garantirmos uma Reforma Política feita do povo para o povo!

PRA EDUCAÇÃO MELHORAR, CONSTITUINTE JÁ!


Estudantes realizam no RJ ato por Constituinte e contra cortes de verba na educação

Cerca de 300 estudantes participaram na tarde de hoje de um ato político em defesa da Petrobras como empresa estatal Brasileira e contra os cortes de verba para a educação. A manifestação, que aconteceu no Rio de Janeiro paralelamente a 9º Bienal de Cultura da União Nacional dos Estudantes (Une), foi organizada por entidades políticas que compõem o Campo Popular.

Os manifestantes reuniram-se nos arcos da Lapa a partir das 14h, saindo em marcha em direção a Petrobras, onde realizaram a primeira etapa do ato político contra a privatização da estatal. Sobre o assunto, João Moraes, presidente da Federação Única dos Petroleiros, afirma que “esse patrimônio (Petrobras) foi construído por sangue suor e lágrimas da nossa gente”, afirmação que reforça os argumentos contrários a privatização.

Soma-se a pauta de reivindicações a defesa de uma constituinte para transformar o sistema político brasileiro, que atualmente permite através do financiamento privado de campanha conchaves entre políticos corruptos. Defendem, também, a garantia da execução da lei que destina 75% dos royalties para a educação, opondo-se aos atuais cortes de verba ao Ministério da Educação (MEC) feito pelo governo Federal.

Saindo da Petrobras, a manifestação seguiu em direção a sede do MEC, onde os estudantes deixaram cartazes fixados na fachada da instituição. Reivindicando 75% dos royalties para a educação, os manifestantes ocuparam a sede da instituição. Segundo Hugo Pacotinho, militante do Levante Popular da Juventude / Bahia, as reivindicações são “para que toda a juventude possa entrar na universidade”.

Após realização do ato, os estudantes retornaram para as atividades da Bienal que acontecerá até amanhã.

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Estudantes em marcha

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Manifestação em frente a Petrobras

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Cartazes fixados na fachada do MEC

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Militantes ocupam a entrada do MEC com faixas e cartazes

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Estudantes ocupam o prédio do MEC


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