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Golpe a gente vê por aqui: Ocupa Globo!  

No dia 1° de abril completou-se 53 anos do Golpe protagonizado pelos militares em 1964. Em memória a esse fato, o Levante Popular da Juventude realizou a ocupação das sedes das organizações Globo no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Esta data para nós tem um significado profundo, de modo que somente uma ação ousada poderia ser uma resposta a altura aos danos causados pelo golpe à milhares de pessoas e à democracia brasileira.   
 
Denunciamos o Golpe de 64, não apenas como forma de disputar a narrativa histórica, mas como um meio de enfrentarmos as suas consequências. O sistema político degenerado que temos, o monopólio dos meios de comunicação, que solapa o pluralismo de ideias, a cultura de violência e impunidade que assassina milhares de jovens, através de estruturas policiais militarizadas, são exemplos da vivacidade do legado da Ditadura nos dias atuais.
 
Essa transição incompleta para democracia, pactuada com seus algozes nos anos 80, também está nas raízes do Golpe de 2016. Evidentemente que o Golpe de 64 tem características distintas do Golpe de 2016. Embora, não tenha havido a participação direta dos militares, tal como em 64, no Golpe de 2016 esse papel foi encarnado pelo judiciário. Em ambos os casos consistiram em violações Constitucionais. Em ambos os casos tais violações tiveram a conivência do STF. Tanto em um caso quanto no outro foi a maneira encontrada pelas elites de implementar um outro projeto de país, subvertendo a vontade das urnas.  
 
Dentre outras características comuns, os dois Golpes foram viabilizados através da participação decisiva das organizações Globo.  Para sustentar essa afirmação, não é preciso argumentar muito, basta olharmos para as capas de duas edições (em 1964 e 2016) do seu jornal.
 
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No que tange ao Golpe de 64, a Globo já é ré confessa, admitiu seu apoio editorial ao regime militar no dia 31 de Agosto de 2013. Reconheceu seu erro apenas 49 anos depois da deposição de Jango. Nesse período montou seu império de comunicação, graças a sua colaboração com os militares.  Dede o fim da ditadura, a Globo incide no sistema político de duas formas. A primeira é como fiadora da estabilidade do governo. Dada a sua capacidade de destruir reputações, amplificar denúncias contra todos aqueles que se opõem aos seus interesses, ela adquire um capital político fenomenal tanto para agenciar projetos em benefício próprio, quanto para incidir nos rumos do país.
 
Recentemente, uma segunda forma tem sido utilizada. Diante do aprofundamento do descrédito da classe política, ela tem intervido de forma mais orgânica na política, projetando seus próprios representantes, prescindindo das mediações. Lasier Martins, Ana Amélia Lemos, Hélio Costa, são apenas alguns nomes de funcionários das organizações Globo, e suas afiliadas, que foram projetados para dentro do Congresso, para fazer a defesa direta dos interesses da empresa. Não à toa Luciano Huck já ensaia a sua pré-candidatura para presidência em 2018.
 
A “crise de consciência” da família Marinho durou pouco tempo. Um ano após o pedido de desculpas pela cumplicidade com o Golpe de 64, tentou incidir no resultado da disputa eleitoral de 2014, como de costume. E em 2015 e especialmente em 2016, embarcou na aventura golpista.
 
O impeachment foi votado pelos parlamentares, mas sua legitimidade social foi construída pelos meios de comunicação, em especial pela Globo. Usou seu poderio para aprofundar a percepção social da crise, atribuir a corrupção somente às agremiações políticas de esquerda, vazar dados sigilosos seletivamente conforme a conveniência política (incluindo uma conversa privada da Presidenta da República). Não contente teve papel ativo na convocação das manifestações pelo Impeachment, e na sua cobertura incessante. A prova da artificialidade das manifestações coxinhas foi o seu esgotamento na medida em que a Globo deixou de convoca-las.
 
A esmagadora maioria da população já percebeu que o Golpe não foi contra a Dilma e o PT. O golpe foi para retirar direitos históricos do povo, como forma de recompor rapidamente o lucro empresarial em tempos de crise econômica. A rejeição a Temer, expressa em todas as pesquisas, pode ser facilmente aferida nas ruas. O “Fora Temer” tornou-se um mantra entoado em qualquer situação de aglomeração humana.
 
Contudo, é preciso perceber que Temer é apenas a face mais visível do Golpe. Podemos dividir a base de sustentação do governo golpistas em dois blocos: os pragmáticos e os programáticos. O primeiro bloco, dos pragmáticos, é representado pela figura do Temer, e toda bancada fisiológica do Congresso. A estes só interessa a sobrevivência política para obter poder e dinheiro.  O segundo bloco, dos programáticos, é a ala mais ideológica do golpe, vinculada ao capital Internacional. É representada na figura de Meirelles, do alto tucanato, mas envolve também setores do judiciário (Gilmar Mendes) e a própria Globo.
 
Os pragmáticos sabem que só podem se manter no poder, enquanto forem capazes de entregar aquilo que os programáticos querem: oferta do Pré-Sal para o capital estrangeiro, privatizações, congelamentos de gastos sociais, reforma trabalhista, previdenciária. Temer, não apenas chegou ao poder graças ao apoio da Globo, mas só se manteve de pé até hoje graças à benevolência da mídia. Após inúmeras denúncias de corrupção, envolvendo o próprio “presidente” bem como o núcleo duro do governo, em paralelo ao aprofundamento da crise econômica, os meios de comunicação perderam a virulência de outrora, e se esforçam em pintar um cenário de recuperação econômica. Portanto, não basta gritarmos “Fora Temer”, sem desvelarmos o papel do núcleo ideológico que lhe dá sustentação. Enfrentar o projeto de Temer exige enfrentar a Globo, e seus aliados.
 
O Levante ocupou as sedes da Globo para denunciar esse pacto criminosos entre a quadrilha de Temer e a Rede Globo, que conduzem a implementação do programa neoliberal que está destruindo o Brasil. Ocupamos a Globo para denunciar o papel nefasto que essa empresa de comunicação exerce sobre nossa democracia, ontem e hoje.  
 
O jogo está virando, o dia 15/03 demonstrou que as forças populares estão retomando a sua iniciativa de luta. O Levante convida os setores progressistas da sociedade a transformarem o dia 1º. De Abril em um dia nacional de luta contra o monopólio da Globo.  Antes que a ela seja forçada a reconhecer o seu apoio editorial ao Golpe de 2016, vamos ter acabado com o seu monopólio e o seu poder soberano de definir o que é “a verdade” no Brasil. A consolidação da Democracia no nosso país passa pela derrubada de Temer, convocação de eleições diretas, mas exige também a democratização dos meios de comunicação.
 
Nossa Rebeldia é o Povo no Poder!
Levante Popular da Juventude

EM BRASÍLIA, LEVANTE FAZ ATO CONTRA JAIR BOLSONARO

Na tarde deste domingo (17), em virtude do encerramento da quarta etapa da Escola de Formação Emerson Pacheco, o Levante Popular da Juventude, na Feira da Torre de TV em Brasília (DF), realiza ato político-cultural contra o avanço do conservadorismo e do fascismo, contras os discursos de ódio disseminados nas redes sociais e nos espaços políticos e contra a criminalização dos movimentos sociais. Não aceitaremos nenhum retrocesso aos direitos da classe trabalhadora, das mulheres, dos negros e negras e dos LGTB. Nesse sentido, há de destacar que uma das primeiras medidas do governo golpista, presidido por Michel Temer, foi a extinção do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial, Juventude e Direitos Humanos.

Assim, o ato político que realizamos denuncia também o ataque fascista, carregado de lesbofobia e misoginia, ocorrido na madrugada do dia 29 de junho contra Mayra de Souza, militante do Levante Popular da Juventude. O agressor, Diego Oliveira da Rocha, na ocasião do ataque e recorrentemente nas redes sociais defende as ideologias políticas do deputado Jair Bolsonaro, que incita o machismo e o estupro dentro e fora da Câmara dos Deputados, elogia aos torturadores da ditadura militar e contribui para a disseminação do ódio, prejudicando a consolidação de uma cultura democrática pautada pelos direitos humanos e fundamentais. Somente por meio de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político será possível superar a subrepresentação da juventude, de mulheres, LGBTs, negros, trabalhadores, camponeses e indígenas no Congresso Nacional.

O ideário político defendido e divulgado pelo deputado Jair Bolsonaro implica o ataque aos fundamentos da dignidade humana e do regime democrático, bem como representa o retrocesso de direitos e liberdades. A base do governo golpista atua para invisibilizar e criminalizar os movimentos sociais e toda luta que busque a transformação social e a emancipação humana. Reivindicamos uma sociedade sem opressão, exploração e violência.

#ForaTemer

#ForaBolsonaro

#CunhaNaCadeia

Nossa rebeldia é o povo no poder!

POR QUE ESCRACHAMOS JAIR BOLSONARO?

Hoje, 24 de abril de 2016, nós do Levante Popular da Juventude escrachamos o deputado Jair Bolsonaro, um dos maiores inimigos do povo.

Assim como fizemos com os torturadores da Ditadura em 2012, com a Rede Globo em 2013, com Eduardo Cunha em 2015 e com o Temer esta semana, deixamos aqui as razões que nos levaram a escrachar Jair Bolsonaro:

Bolsonaro é golpista: ele um dos principais apoiadores do Golpe em curso. Ele está protagonizando o afastamento de uma Presidente que não cometeu nenhum crime de responsabilidade, e não carrega nenhuma denúncia de corrupção. Este impeachment é um golpe parlamentar e midiático cuja principal acusação recai sobre práticas contábeis exercidas por diversos presidentes e governadores.

Bolsonaro é órfão da ditadura militar:  Ele já disse que o “erro da ditadura foi torturar e não matar”. Em seu discurso na votação do impeachment homenageou o Coronel Brilhante Ustra, um dos maiores monstros que aquele regime terrível criou – também escrachado por nós.

Bolsonaro é inimigo das mulheres: Em diversos momentos Bolsonaro deixou claro que é contra qualquer direito para as mulheres e disse frases como “Mulher deve ganhar salário menor porque engravida”. Em outra situação agrediu moralmente a deputada Maria do Rosário com a seguinte frase: “Só não te estupraria porque você não merece.

Bolsonaro é inimigo dos LGBTs: ele constantemente dirige ataques à comunidade LGBT com declarações de ódio. O caso mais recente disso, foi também no 17 de abril, em plena votação do processo do Impeachment: o deputado segurou placas com ofensas ao deputado Jean Willys.

Bolsonaro é corrupto: apesar de o discurso da corrupção ser o principal argumento difundindo pelos golpistas para o afastamento de Dilma, Bolsonaro já foi citado em diversos casos de corrupção como Furnas e a operação Lava-Jato. Ele também é acusado de ter diversos imóveis não declarados.

Por estes motivos é que dizemos: Jair Bolsonaro não nos representa e não representa o povo brasileiro. Não descansaremos até que a democracia seja reestabelecida.

Não vamos aceitar o golpe!

Machistas, racistas e homofóbicos: NÃO PASSARÃO!

Pátria livre, venceremos!

Foto destaque: Mídia Ninja

Jovens escracham Rede Globo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Por Geanini Hackbardt
Da Página do MST

Nesta segunda-feira (8), durante homenagem aos 50 anos da Rede Globo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, jovens ligados a movimentos sociais realizaram um ato de denúncia à emissora.

Enquanto deputados discursavam, foram jogados papéis higiênicos em todo o plenário, remetendo à célebre frase: “Rede Esgoto de Televisão”.

Os movimentos denunciaram a relação da emissora com a ditadura e levantaram críticas sobre o monopólio das comunicações, proibido por lei no Brasil. Além disso, lembraram dos recentes casos de corrupção envolvendo a família Marinho, dona da rede.

Há dois anos, a Rede Globo foi multada em mais de R$ 600 milhões por sonegar impostos na compra dos direitos de TV das Copas de 2002 e 2006.

A RBS, filiada da emissora, é acusada na Operação Zelotes, que investiga um esquema de corrupção em que se desviaram mais de R$ 19 bilhões dos cofres públicos, três vezes maior do que o descoberto na Operação Lava Jato.

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“Esgoto” no plenário

Durante o ato, os jovens abriram cartazes e estenderam uma faixa com os dizeres: “a verdade é dura, a rede globo apoiou a ditadura e ainda apóia”.

Foram jogados papéis higiênicos no plenário e um cheiro desagradável se espalhou, associando ao esgoto de desinformação que a programação da emissora dispara diariamente.

O requerimento que solicitou a cerimônia à casa foi feito pelos Deputados Dalmo Ribeiro (PSDB), Gil Pereira (PP) e João Vítor Xavier (PSDB).

Para os movimentos sociais não há motivos para homenagear a comunicação da TV Globo. Ao contrário, o papel do legislativo é propor leis como a regulação dos meios de comunicação, para uma mídia tenha papel educativo e de valorização da cultura.

O protesto foi organizado pela juventude do MST, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Levante Popular da Juventude, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e pela articulação mineira de Movimentos Sociais Quem Luta Educa.


Deputado federal Lelo Coimbra é escrachado no Espírito Santo

O deputado federal Lelo Coimbra (PMDB) foi alvo de um escracho na manhã do dia internacional da trabalhadora e do trabalhador. Cerca de 60 militantes de movimentos sociais e sindicatos que compõem o Comitê Estadual do Plebiscito Constituinte protestaram na secretaria do mandato do político, localizada na Enseada do Suá, em Vitória.

A ação ocorreu como forma de desaprovação ao voto favorável do deputado ao Projeto de Lei 4330, o PL da terceirização. Segundo Amanda Veridiano, militante do Levante Popular da Juventude, “o projeto de lei vai precarizar o exercício profissional e trazer inúmeros prejuízos a classe trabalhadora brasileira, em especial às mulheres, que historicamente já ocupam os piores postos de trabalho, exercendo suas funções de maneira precarizada e recebendo uma média salarial inferior ao que é pago aos homens”.

Os outros deputados do ES que votaram favoravelmente ao PL foram: Carlos Manato (Solidariedade), Dr. Jorge Silva (Pros), Evair de Melo (PV), Marcus Vicente (PP), Paulo Foletto (PSB) e Sergio Vidigal (PDT). O deputado Max Filho (PSDB) não participou da votação, porém outros representantes de seu partido votaram a favor do PL. Lelo Coimbra e todos os outros deputados tiveram suas campanhas financiadas por grandes empresas privadas, que serão as principais beneficiárias da política de terceirizações.

 A campanha eleitoral de Lelo Coimbra foi financiada por doações de diversas empresas. Entre todas as contribuintes, a maior quantia veio da Fibria, empresa produtora de celulose instalada no ES envolvida em inúmeros casos violação aos direitos de camponeses, indígenas e quilombolas, além do irreparável prejuízo que causa ao meio ambiente.

Além do Levante, participam do escracho o Sintec, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o Movimento dos Pequenos Agricultores, a Consulta Popular, o Sindilimpe e a CUT, todos integrantes do Comitê Estadual do Plebiscito Constituinte. Após a ação, os manifestantes seguiram rumo a uma marcha referente ao 1º de maio.

Militantes em caminhada na rua da secretaria de Lelo Coimbra

Militantes em caminhada na rua da secretaria de Lelo Coimbra

Escracho em frente a secretaria

Escracho em frente a secretaria

Intervenção na secretaria do mandato de Lelo Coimbra

Intervenção na secretaria do mandato de Lelo Coimbra

Fotos: NINJA ES

Mais imagens do ato e carta escrita pelo Levante Capixaba aqui