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Movimentos de Juventude se unem para denunciar a Rede Globo

Por Vivian Fernandes (Fonte: Brasil de Fato)

De São Paulo

Unidade para enfrentar esse momento de grande disputa política. Esta foi a linha geral que permeou a Plenária Nacional da Jornada de Lutas da Juventude Brasileira, que reuniu diversos coletivos de jovens, em São Paulo (SP), na última sexta-feira (20). O principal resultado desse encontro foi a definição de uma agenda de atividades e ações de rua que tem como pauta principal o “Fora Globo” e a democratização dos meios de comunicação.

Foto Crédito: Mídia Ninja

Para o membro do setor de juventude do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Anderson Girotto, um dos principais inimigos dos setores populares atualmente é a Rede Globo, pois ela promove um ódio contra os trabalhadores e busca desestabilizar a democracia no Brasil.

“Uma coisa que ficou mais clara do que nunca é que um dos nossos principais inimigos é a Globo, porque ela sintetiza, ela é o filho pródigo de 1964, da ditadura militar. Porque as mobilizações da direita, do dia 15, foram tão fortes? Vamos fazer um cálculo de quanto a Globo investiu em publicidade para levar o povo na rua. Todo o ódio e toda a campanha de ódio que ela vem incentivando em nosso país. A Globo é golpista”, afirmou Girotto.

Segundo o integrante do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé e jornalista, Altamiro Borges, que estava presente como convidado especial, o papel da Rede Globo em barrar os avanços da população vem desde a ditadura militar e continua forte, então é preciso enfrenta-lo. Ele aponta como momento importante para essa luta, o aniversário da Globo, que completa 50 anos no dia 27 de abril.

“O império Globo é hoje o quartel general da direita neofascista no Brasil. E nós temos que enfrenta-lo. A Globo, para quem não conhece, foi bancada pelo regime militar, em toda a sua infraestrutura, para defender a ideia de que o regime militar era bom para o Brasil. No período das Diretas Já, o grande comício aqui em São Paulo, ela teve a capacidade de esconder. Tudo o que a gente conseguiu de avanços na Constituinte, a Globo foi contra. É essa a Globo que está fazendo 50 anos de vida”, explicou.

Na mesma direção, o representante do Fora do Eixo, Gabriel Ruiz, aponta que a conjuntura continua parecida com o que foi o segundo turno das eleições presidenciais de 2014 e é preciso que a juventude continue nas ruas para participar da disputa entre projetos na sociedade.

“A Globo cumpre um papel histórico de envenenamento muito forte da opinião pública e da disseminação de um ódio. A gente teve lutas e mobilizações, no ano passado, que trazem para nós a clareza de que este é o caminho, seja a mobilização por meios online, fazendo a disputa simbólica, de guerra de memes, seja na rua também. A juventude, nós temos o papel, com esses atos de rua e mobilizações, que é dar uma roupagem nova, uma cara mais festiva para esses atos”, disse Gabriel.

Como proposta de ação para esse tema, os jovens aprovaram um dia nacional de lutas contra a Rede Globo, com protestos em diversos estados no dia 26 de abril, véspera do aniversário da empresa.

Foto Crédito: Rafael Stedile

Diversas bandeiras

Além das mobilizações em torno dos lemas “Fora Globo” e “Globo Golpista”, os jovens pautaram outras bandeiras, como a Reforma Política – nos eixos das campanhas do Plebiscito Constituinte e da “Devolve Gilmar”; a defesa da educação pública e implementação do Plano Nacional de Educação; contra os ajustes fiscais do governo federal e a retirada de direitos dos trabalhadores – exemplificadas no PL 4330 da Terceirização; contra a redução da maioridade penal; e em defesa da Petrobras como um patrimônio que garante a soberania nacional.

“Nosso papel é passar nas escolas, conversar com os estudantes, disputar a opinião pública. Porque, nesse momento, ou a gente avança ou a gente retrocede. E ir para trás agora, nem para pegar impulso”, garantiu a representante da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Bárbara Melo.

Na carta final da plenária, as organizações de juventude afirmam que “a juventude brasileira faz história e sempre protagonizou as lutas por um país livre, soberano e com justiça social. Nesse momento em que o Brasil passa por um forte ataque à democracia, não será diferente. Estaremos unidos, unidas, nas ruas e nas redes, com toda nossa energia e ousadia, mas com muita coerência, em defesa de nossos direitos que sabemos que somente podem existir em um país democrático.”

Participaram da mesa principal da plenária representantes do MST, do Fora do Eixo, da UBES, da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Rede Ecumênica de Juventude (Reju), da União da Juventude Socialista (UJS), da Juventude do PT, do Levante Popular da Juventude e do Coletivo Juntos do PSOL. Segundo as entidades, compõem ainda o coletivo nacional de juventude mais de cem organizações locais, estaduais e nacionais de todo o país.

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Juventude abre semestre com Jornada de Lutas na Universidade Federal da Bahia

Aconteceu no dia 05 de março de 2015 em Salvador, o ato inaugural da “Jornada de Lutas em Defesa da Educação Pública e da Democracia Universitária” na Universidade Federal da Bahia, uma iniciativa do Diretório Central dos Estudantes com a participação de centenas de jovens que se mobilizaram e construíram uma marcha até a Reitoria da UFBA. A ação foi articulada com diversos Centros e Diretórios Acadêmicos, com estudantes de diversos cursos, partindo de áreas de concentração em 03 campi (Ondina, São Lázaro e Canela), fazendo intervenções ao longo do percurso e posteriormente unindo-se numa única marcha que desembocou em uma ação com mais de 300 estudantes ocupando o gabinete da Reitoria.

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Diante do avanço do conservadorismo na sociedade brasileira, de uma conjuntura de crise econômica internacional e o recente corte de 7 bilhões nas verbas da educação, as consequências atingem diretamente a Assistência Estudantil. Os e as estudantes enfrentam problemas históricos como falta de manutenção nas Residências Universitárias (que comprometem a estrutura e no último mês desalojou estudantes), precariedade no serviço do Restaurante Universitário (com número restrito a 1200 refeições diárias, sendo que a universidade conta com mais de 35 mil, além de ser concentrado apenas em um campus), o atraso e corte de bolsas, número de vagas limitado na creche universitária que nem de longe é capaz de atender a demanda das mulheres mães, falta de quadras cobertas, entre outros. Dentro das pautas de reivindicação, consta o cumprimento de acordos anteriores pela administração central e a convocação de um Consuni (Conselho Universitário) com pauta única “Assistência Estudantil”.

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O Levante Popular da Juventude compreende que com os recentes programas de democratização do acesso ao ensino superior, jovens das classes mais populares têm entrado cada vez mais na universidade. Nesse sentido, a luta por assistência estudantil e permanência se mostra ainda mais necessária, por isso se colocou em luta ao lado dos e das estudantes nessa Jornada. Tais problemas mostram a necessidade de um movimento estudantil cada vez mais ativo e articulado, que seja capaz, em conjunto com servidores, professores e estudantes, de pensar e lutar por um projeto de universidade popular, no qual o desenvolvimento do conhecimento seja voltado para as necessidades do povo.