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Dom Paulo Evaristo Arns: PRESENTE!

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No último 14 de dezembro Dom Paulo Evaristo Arns nos deixou. Após dois dias de velório na Catedral da Sé, em São Paulo, hoje acontece a cerimônia final de despedida. Nós do Levante Popular da Juventude aproveitamos a ocasião para compartilhar algumas palavras.

Dom Paulo é daquelas pessoas que pensávamos seriam eternas. Pessoas que sempre ocuparam um lugar de referência e foram fonte de inspiração. E dizemos sempre porque quando nós, jovens, chegamos a esse mundo, ele já tinha edificado muita história, e já era um senhorzinho sábio para o qual sempre olhamos com admiração.

2016 tem sido um ano que nos mostra, a duros golpes, que nada dura para sempre, e que até os mestres eternos uma hora precisam deixar a convivência

É nesse triste, porém inevitável, momento de passagem, que tudo o que foi construído entra para a história e todos os feitos e ensinamentos se tornam legados ancestrais. Hoje Dom Paulo é uma estrela que brilha forte e ilumina nossas esperanças, sonhos e preces. Na constelação de nossos ancestrais temos honra por ter esse mestre que seguirá inspirando gerações futuras.

Se é, como ele nos ensinou, de esperança em esperança que construímos o futuro, aproveitamos o momento de sua partida para reafirmar o nosso compromisso e nossa fé no futuro coletivo de igualdade e amor que nos propomos a construir.

Mais importante que o nome da fé, é reconhecer as pessoas que doam as próprias vidas à um projeto maior, que se entregam ao sonho é à luta por um mundo em que a humanidade possa enfim viver em harmonia, entre si e com o planeta.

Dom Paulo nos educou através de seu exemplo. Mestre sempre disponível, se preocupou com cada vida que cruzou seu caminho, acolhendo, cuidando, protegendo e fortalecendo.

Rompendo dogmas e costumes sempre soube que a fé em Cristo deve nos mover para uma vida em que é mais importante dar do que receber.

Para nós é uma honra ter compartilhado a existência com esse mestre. Dom Paulo e seu legado seguem vivos em nossos cantos, preces e lutas. Seguiremos firmes empunhando as mesmas bandeiras que ele, tão corajosa e firmemente, sustentou durante sua vida.

Dom Paulo presente!

Agora é sempre!


Nota sobre a repressão policial no ato em Brasília

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Nós, do Levante Popular da Juventude DFE, repudiamos a atuação violenta da polícia militar do governo Rollemberg no ato de ontem (29). Nós, movimentos sociais, mulheres, negros e negras, LGBTS, estudantes universitários e universitárias, secundaristas, professores e professoras, trabalhadores e trabalhadoras, pessoas idosas, com necessidades especiais, entre vários setores da sociedade, fizemos uma manifestação pacífica e democrática contra a PEC 55, que tramita no Senado Federal. A polícia genocida agiu contra o ato com bombas de efeito moral, gás de pimenta, balas de borracha, cavalaria e cachorros para assustar a população e acabar com a manifestação. Estamos nas ruas contra os retrocessos e não cederemos à violência institucional.
Infelizmente, a PEC do fim do mundo, que impõe um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos, foi aprovada em primeiro turno ontem no Senado Federal. Continuaremos nas ruas por acreditar que a proposta representa séria ameaça aos direitos e políticas sociais conquistados, podendo inviabilizar, entre eles, o Plano Nacional de Educação e a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Acreditamos que tal medida não é a solução almejada para o enfrentamento da crise econômica, política e social enfrentada hoje pela sociedade brasileira e, em especial, pela classe trabalhadora, para a conquista de direitos e superação das explorações e opressões. A saída é um projeto popular para o país, a partir da reforma do sistema politico, para a conquista da democratização dos poderes e o fim da criminalização dos movimentos sociais.
Na manifestação, o militante do MST e estudante da UnB (FUP), Bruno Leandro de Oliveira Maciel, foi detido quando retirava algumas pessoas machucadas do meio da confusão e continua arbitrariamente preso. Exigimos a libertação imediata de Bruno Leandro de Oliveira Maciel!
O governo autoritário e ilegítimo de Michel Temer, com sua atuação truculenta, não arrancará os nossos sonhos do horizonte.

30 de Novembro de 2016

#NãoàPEC55 #NãoàPECdoFimdoMundo #ForaTemer #PeloFimdaPM


Nosso principal desafio é resistir e transcender

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Resistindo no front e transcendendo na cultura, o rapper Max Souza desponta para o mundo. Misturando rimas, psicologia e consciência política o músico está entre os finalistas do Festival “Sons da Rua”. Com 24 anos de idade e 5 como MC, Max Souza, reafirma o potencial do jovem como protagonista dos questionamentos sociais através da cultura.
“O Hip Hop desde o seu início têm como proposta ser uma arma de luta, de enfrentamento, questionamento, resistência e de denúncia. E por ser uma cultura que é muito adepta dos jovens ela também se torna uma arma de mudança. De mudança social, pessoal, de caráter, intelectual, etc.”

A paixão pelo Hip Hop veio desde o berço, nascido e criado na cidade de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte- MG, Max afirma que desde o 7 anos já gostava das letras de rappers como Negão do Contraste, Arizona e Racionais. Aos 19, durante os duelos de MC do Viaduto Santa Tereza, reduto do Hip Hop em Belo Horizonte, Max descobriu nas rimas uma ferramenta de disputa social. “A minha forma de luta é de fortalecer a autoestima e a luta de nós negros e negras. Eu queria que todos os negros e negras acreditassem em nós mesmos, sentissem orgulho de ser quem somos, da nossa cultura e nossas raízes e sempre tentar transcender os limites que eles tentam nos impor, pra nós não existe limite algum! ”

Hoje Max se dedica somente às rimas, mas já participou das atividades do Levante Popular da Juventude. Ele afirma que o contato com o movimento foi fundamental para sua consciência política. “Fazer parte do Levante foi muito importante para mim. Fui no primeiro acampamento e isso mudou muito minha visão de mundo e minha relação com as questões sociais. Uma das pessoas que me ajudou e que até hoje eu tenho ele quase como um mentor é o Aruanã. Porque quase tudo que eu sei e me posiciono hoje em relação aos negros foi ele me ajudou nesse processo. Então uma das principais contribuições do Levante foi me dar consciência política. E por consequência disso eu comecei a ler mais estudar mais o que me levou também a chegar e na faculdade o que é muito importante pra mim. ”

Diante do avanço conservador e fascista em que vivemos atualmente e da série de retrocessos de direitos e políticas sociais a qual passamos, Max afirma que mais do que nunca é preciso resistir. “As pessoas tem se sentido cada vez menos intimidadas em se posicionar de forma machista, racista e preconceituosa então eu acho que o nosso principal desafio é resistir e transcender esses pensamentos e nos posicionar diante deles!”

Ao álbum com as músicas do rapper está previsto para ser lançado em dezembro, mas quem quiser conhecer as rimas do músico pode acessar à página https://www.facebook.com/maxsoficial


Nota contra machismo e intolerância de professor da UNIR

Na noite de quinta-feira, 20 de outubro de 2016, Samuel Milet, professor de Direito da Universidade Federal de Rondônia, UNIR expressou sua intolerância e machismo, durante uma aula, ao se referenciar a uma palestra que aconteceu a Semana Acadêmica de Direito. A palestra foi ministrada pela convidada e doutoranda na UNB Sinara Gumieri com o tema “Por que é preciso falar de gênero no direito?”. Ao se referenciar à palestra o professor a agride verbalmente, chamando-a de “vagabunda” e “bostinha”. A razão para tal agressão é por discordar do tema e conteúdo da palestra.

Durante a aula, uma aluna da diretoria do Centro Acadêmico contesta as razões de Samuel Milet se posicionar dessa maneira, mas o professor não aceita o questionamento e responde de forma grosseira, humilhando a aluna. O discurso de ódio foi registrado e revela sua intolerância e portanto incapacidade deste homem desempenhar o papel de professor universitário.

O Levante Popular da Juventude vem repudiar a postura e ação do professor tanto em relação à palestrante quanto à aluna. Nosso coro é: Não ao Machismo, Não ao discurso de ódio na universidade pública!

Nós estudantes e mulheres, especialmente as da UNIR, não aceitaremos discursos machistas e misóginos nesta instituição de educação e ensino superior. Não queremos professores com esta postura em sala de aula.

Essa é a marca da violência contra a mulher: violência, machismo e discurso de ódio. Não toleram a liberdade de expressão e os avanços de direito das mulheres. Querem nos tirar o direito a nossas vidas, nossos corpos; direito à nossa voz: não permitiremos!

Machistas Não Passarão! Levante-se pelos Direitos das Mulheres!

Escute a gravação: http://issonaoedireito.tumblr.com/


Com rebeldia, a juventude do Levante organiza terceira edição de seu Acampamento Nacional.

7 mil jovens se reunirão para debater um novo projeto para o Brasil e afirmam que o limite dessa rebeldia é quando o povo estiver no poder.

“Vem pro Acampa Lutar é o caminho, 7 mil jovens tremendo o mineirinho”. A música tema do 3º Acampamento Nacional do Levante já revela a ousadia do movimento: entre os dias 5 e 9 de setembro de 2016, realizará na cidade de Belo Horizonte/MG, a 3º edição do Acampamento Nacional com a presença de 7 mil jovens de todos os estados brasileiros, reunidos no Estádio do Mineirinho. São jovens do campo e da cidade, das periferias, universidades e escolas secundaristas, além de representantes de movimentos sociais de outros países.

Será um importante momento para a juventude debater os desafios colocados pela complexa conjuntura brasileira, as alternativas existentes e principalmente aquelas a serem construídas. É, em sentido amplo, um encontro de formação política, mas também um momento de resgate da história de lutas dos povos latino-americanos, como forma de estímulo ao protagonismo dos jovens, um convite para a luta social organizada. Ainda, o Acampamento Nacional é a instância máxima de deliberação do Levante Popular da Juventude, onde são definidas as linhas de atuação e as bandeiras de luta prioritárias, além do aperfeiçoamento da forma organizativa. Em síntese, é durante esse encontro que toda a militância se reúne em uma discussão coletiva sobre os rumos e aprofundamentos do movimento.

A terceira edição do Acampamento tem o lema: “Nossa Rebeldia é o povo no poder”, resumindo assim a luta, desejo e meta do movimento. Diante da conjuntura política, onde se vivencia um golpe contra a nossa democracia, e o avanço das forças conservadoras, enfrentado não só no Brasil, mas em todos os territórios que se opõe à exploração do capitalismo, o Levante entende a urgência de colocar em prática um projeto popular para o Brasil, é o que afirma um dos coordenadores nacionais do movimento, Thiago Pará “Nós, a juventude da classe trabalhadora, carregamos dentro de nós um sentimento que é explosivamente rebelde, que é fruto de anos e anos de exploração, opressão e massacre. É esse sentimento de rebeldia, represado em cada um e cada uma de nós, que nos coloca a tarefa urgente de fazermos um acerto de contas com o imperialismo que subjuga e explora os nossos povos!” afirma o militante.