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A ação faz a organização!

O Levante Popular da Juventude é um movimento popular de jovens que se propõe a ajudar a construir o Projeto Popular para o Brasil.
Mesmo de forma inconsciente, todos e todas queremos uma sociedade mais justa, igualitária. Queremos ser capazes de derrubar a velha ordem e construir novos rumos para o país. Muitas mãos, corações e mentes serão necessários para a construção dessa utopia. Essa é, inclusive, a nossa maior força contra o capitalismo.

O trabalho de base é uma forma de construir nosso sonho todos os dias, de pouquinho em pouquinho, junto ao povo. Essa é uma tarefa que há um tempo tem sido deixada de lado pelas organizações populares, em troca de uma ilusão de que a própria elite repartiria seu poder.

Mais uma vez, a história provou que somente o povo organizado é capaz de levar o Brasil a esse novo mundo. As feridas do golpe que estamos sofrendo ainda estão abertas.

A brigada de trabalho de base “Thayan Jhapa” representa a reunião de sujeitos que se dispõe e se entregam por inteiro para a construção da transformação social.

Reunimos 20 jovens por um mês e meio para estudar, dançar, agitar e propagandear nosso projeto, seja onde a juventude estiver: escolas, quebradas, universidades. É um tipo de “fazer” política baseado na coletividade e no companheirismo. Essas posturas individuais e coletivas revelam, desde já, um pouco do que sonhamos.

O trabalho de base significa indignação contra as injustiças que sofremos e, ao mesmo tempo, acreditar na capacidade que o povo brasileiro tem de ser protagonista de sua própria história.
Carlos Marighella disse, e repetimos, é a ação que faz a organização e é nela que vemos centralidade.
Jhapa, nosso companheiro, que mesmo nos momentos mais difíceis da sua vida, não se entregou, resistindo e lutando pela vida e pela utopia de construir uma sociedade dos nossos sonhos. Um exemplo de dedicação, de coragem e de compromisso com a luta.

A mística em nossos corações e nossas convicções em mente são o que nos leva a nos movimentar e nos desafiar – e sermos criativos! – na construção do projeto popular para o Brasil.

[CONTRIBUA COM A BRIGADA DE TRABALHO DE BASE]

A tarefa da nossa brigada é ajudar na massificação do Levante, enraizando o movimento nas quebradas, nos bairros, nas escolas, universidades e em cada local onde exista juventude disposta a transformar a realidade, nessa cidade tão complexa e caótica que é São Paulo.

Nosso movimento preza pela autonomia e independência. Mas acreditamos que as nossas ações, feitas com amor e dedicação, produzem apoio e simpatia. E apostamos nessas parcerias para ajudar financiar nossas atividades.

Claro que estamos correndo atrás de muita ajuda, e tentaremos ao máximo contar com a solidariedade das pessoas, em especial na alimentação, que é o mais caro
Mesmo assim, ainda não temos nada garantido e a sua ajuda é imprescindível! Qualquer valor nos ajudará muito.

#BrigadistasEmAção

Contribua:

Banco do Brasil
Agência: 0719-6
Conta: 19485-9
CPF: 401.467.018-01
Nome: Pedro H A Freitas

Compromisso com o combate às opressões

A luta pelo combate às opressões decorrentes do patriarcado, do heterossexismo e do racismo tem sido um compromisso assumido pelo Levante Popular da Juventude desde a sua nacionalização em 2012. Assumimos publicamente no I Acampamento Nacional do Levante o compromisso “com a luta contra a lesbofobia, a transfobia e a homofobia, também dentro e fora de nossa organização”. Desde 2012 estamos construindo ações permanentes de enfrentamento a LGBTfobia dentro e fora de nossa organização, incorporando a luta pela visibilidade trans no calendário do movimento, assim como, as demais datas importantes para a luta da juventude LGBT.

A nossa atuação se consolida com a construção do “Setor de Diversidade Sexual e de Gênero” no movimento, do qual participam pessoas trans do Levante em vários estados. Neste período protagonizamos ações importantes nas Paradas no Orgulho LGBT, nas lutas pelo nome social nas universidades e nos bairros para atender a população trans que utiliza o Sistema Único de Saúde – SUS. Saímos em defesa da PL João Nery que regulamenta o nome social, construímos inúmeras oficinas e atividades de formação sobre o combate à transfobia nas nossas células e instâncias de direção, construímos um escracho nacional do candidato LGBTfóbico Levy Fidelix nas sedes do PRTB em 2014, escrachamos Jair Bolsonaro na semana de luta pela visibilidade trans em janeiro deste ano.

É com esse acúmulo político, mas, também com muita humildade, pois, sabemos que precisamos avançar muito mais, que o Levante Popular da Juventude repudia as iniciativas de instrumentalização de um equívoco ocorrido em nossa página nacional. Algumas forças políticas, especialmente, as que atuam no movimento estudantil, estão utilizando de maneira leviana um “print” de uma postagem já removida e devidamente excluída da nossa página para acusar o Levante de transfobia. No entanto, omitem a nota da comunicação nacional do movimento que admite o equívoco da postagem e realiza auto-crítica publicamente.

Acusar o Levante Popular da Juventude, sem considerar o compromisso deste movimento com a luta pelo fim da transfobia, é um ato de desespero e de desonestidade destas organizações nas disputas estudantis. O Levante reafirma seu posicionamento na luta pela destruição de todas as formas de dominação/exploração decorrentes do capitalismo, do racismo, do patriarcado e do heterossexismo. Não vamos admitir o oportunismo! A luta pela fim da transfobia e o nosso compromisso com esta pauta vai além do formalismo, pois foi construída concretamente nas universidades, periferias e no campo Brasil à fora.

Convocamos todos/as e que acreditam e vislumbram uma sociedade sem LGBTfobia, machismo, racismo e exploração de classe se somarem a luta com honestidade e compromisso coletivo, pois a revolução que sonhamos será obra de milhões de brasileiros e brasileiras. Obra da classe trabalhadora, das pessoas LGBT’s, das mulheres, das negras e dos negros, indígenas e da juventude Brasileira!

Ousar Lutar, organizando a juventude pro Projeto Popular!
Eu tô na rua é pra lutar, por um projeto feminista, antirracista, colorido e popular!


A democracia está viva e saiu às ruas em todo o Brasil

O povo brasileiro fez história, nesta sexta-feira (18), com impressionantes manifestações de rua que mostraram ao mundo inteiro que é um povo que não teme a luta. Por todo o Brasil, nas capitais dos estados e em muitas outras cidades, milhares de pessoas saíram às ruas em defesa da democracia e contra o golpe. Em São Paulo, a Avenida Paulista ficou pequena para as 500 mil pessoas que participaram da manifestação.
As notícias desta sexta-feira estão repletas de imagens de ruas cheias, inundadas de alegria e luta. 500 mil pessoas em São Paulo, 200 mil no Recife e 100 mil em cada uma das seguintes cidades, Fortaleza, Belo Horizonte e Salvador, fecham o quadro das maiores manifestações do dia.

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As manifestações do último domingo (13), convocadas com o propósito de derrubar o governo, foram maioritariamente brancas, compostas por pessoas que recebem mais de 10 salários mínimos por mês e que não tem ninguém desempregado na família. Um outro dado interessante sobre as manifestações do dia 13, é o fato de 76% dos participantes serem eleitores do Aécio Neves. Este dado comprova o caráter golpista das manifestações, que não aceitam os 54,5 milhões de votos em Dilma, em 2014. A resposta chegou quatro dias depois, após uma intensa mobilização nas ruas e nas redes que aconteceu na contramão de uma campanha midiática golpista.
Contrastando com as manifestações convocadas por Aécio ou Bolsonaro, quem saiu à rua no dia 18 foi a diversidade do povo brasileiro. Muito além da defesa de legendas partidárias, as mulheres, os negros, a comunidade LGBT, os desempregados, os estudantes, os trabalhadores, os sem-terra, os sem-teto, os movimentos sociais, os artistas e intelectuais pautaram as manifestações com suas reivindicações e com a vontade de construir um país mais justo. Entre as reivindicações estão a Reforma Política, a desmilitarização da Polícia Militar – herança da ditadura militar – e mudanças na política econômica do governo. Em todas as cidades, juntamente com “Não vai ter golpe, vai ter luta”, a grande maioria dos gritos e palavras de ordem eram contra a grande mídia – em especial contra a Rede Globo -, maior inimiga dos interesses do povo e instrumento a serviço do ódio, da propaganda fascista e do golpe, que se consolida a cada dia que passa.

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Na sexta-feira, o Brasil que resistiu à Ditadura Militar mostrou ao mundo que não vai aceitar mais golpes, que sabe o valor da democracia – conquistada na luta e na resistência – e que amar a bandeira e a pátria brasileira não significa defender os interesses dos ricos e alimentar o ódio aos pobres. Na grande maioria das cidades, comprometido com a defesa da democracia e a luta contra o golpe e a mídia golpista, o Levante Popular da Juventude esteve presente. As demonstrações de ódio, mais uma vez, partiram de grupos fascistas intolerantes e contrários às manifestações contra o golpe e em defesa da democracia. Em cidades como São Paulo e Porto Alegre foram registados casos de violência física e moral contra pessoas que participavam dos atos.

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A grande mídia cumpre os seus desígnios e desqualifica as manifestações de força de um povo que não se cala frente às opressões. Segundo o jornal O Globo, por exemplo, não foi o Brasil que saiu à rua, mas sim os “aliados de Dilma e Lula”. Para o Datafolha, ontem eram apenas 90 mil na Avenida Paulista, ocupando o mesmo espaço dos 500 mil – o número que o instituto divulgou – a favor do impeachment de Dilma, no dia 13.

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O processo de Eduardo Cunha está parado no Conselho de Ética há 5 meses, mas o presidente da Câmara de Deputados garantiu para si a vitória sobre a decisão dos nomes que compõem a comissão do Impeachment na Câmara. Com os sucessivos atentados à democracia e à justiça, é necessário permanecer nas ruas de todo o Brasil.


À Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e seus sindicatos filiados

11391670_961696543895900_1119340327660223008_nVivemos um delicado momento de crise política, econômica e social no país. A frágil democracia brasileira está ameaçada por iniciativas golpistas. Assim como estão ameaçados direitos sociais e trabalhistas históricos, devido à concepção de que os/as trabalhadores/as é que devem pagar pela crise.
Neste contexto, um dos setores mais ameaçados é o da educação. Os cortes de verbas, que afetam a qualidade do ensino; a flexibilização e terceirização do trabalho educacional; a proposta de reforma da previdência, que afetará centralmente a categoria docente; a privatização e o fechamento de escolas; e a não efetivação da lei nacional do piso salarial por estados e municípios são exemplos que ilustram essa ameaça conservadora.
Soma-se a eles a criminosa entrega do nosso Pré-Sal ao capital estrangeiro em curso no Congresso Nacional, o que retirará bilhões de reais do setor, inviabilizando a construção de um projeto popular para a educação brasileira.
Entendemos que o único caminho para reverter essa ofensiva é a luta – de massas e unitária. Assim, apoiamos e nos somamos à Greve Nacional dos/as Trabalhadores/as da Educação dos dias 15, 16 e 17 de março, nos colocando desde já como parte desse processo. O lugar da juventude é ao lado dos/as que lutam, é ao lado da classe trabalhadora. Contem conosco nas ruas, nas escolas e no compartilhar dos sonhos por uma educação que liberte a juventude e o povo brasileiro.


A justiça não pode ter lado! O povo não será manipulado!

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Acordamos hoje, 4/03, com a condução coercitiva do ex-presidente Lula para depor junto a Polícia Federal.

A burguesia, os grandes meios de comunicação e a justiça, sob a bandeira da corrupção, de forma parcial, fazem da operação Lava Jato seu principal instrumento de combate à democracia.

O juiz Sergio Moro escolhe seus alvos e mesmo sem provas concretas a mídia já tem um veredicto. Infelizmente se comprova que o combate a corrupção é seletivo. Não atinge políticos com fartas provas de corrupção como os envolvidos na privataria tucana, durante o governo FHC, como Eduardo Cunha com seus 5 milhões na Suíça ou Alckmin, cujo governo rouba marmita dos estudantes. É evidente que a mídia e o sistema jurídico brasileiro possuem interesse em manobrar suas ações para definir de forma antidemocrática os rumos da política brasileira

Não deixaremos que desestabilizem nossa democracia que ainda é jovem e precisa ser aprofundada. Não deixaremos que os golpistas se apropriem da bandeira da corrupção, historicamente da esquerda, para fazer de forma seletiva a punição dos corruptos. Somos favoráveis a apuração de todas as suspeitas de corrupção, contudo, não podemos admitir que a justiça e as instituições polícias atuem politicamente sob o pretexto de combater a corrupção.

Convocamos juventude a tomar às ruas! Não podemos ficar em casa vendo a direita orquestrando ações golpistas. O futuro do nosso país está em nossas mãos.
Devemos construir uma agenda de permanente diálogo com a população, para ampliar nossa mobilização e denunciar essa ação articulada da grande mídia aliada com burguesia golpista e essa justiça seletiva. O enfrentamento a corrupção só se dará efetivamente através do respeito ao Estado Democrático de Direito e uma profunda reforma política, que só é possível através de uma Constituinte. Com essa convicção, vamos nos somar as lutas unitárias que vão acontecer no Brasil inteiro, convocadas pela Frente Brasil Popular nos dias 8 de março, levando a bandeira das mulheres e nos dia 18 de março e 31 de março na defesa da democracia, dos direitos das trabalhadoras e doa trabalhadores e da soberania do nosso país.
Não baixaremos a cabeça diante de nenhuma injustiça! Esse é o compromisso da juventude popular brasileira!