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Luta dos estudantes da Unifor faz barrar aumento abusivo na mensalidade

No início deste ano os alunos da Universidade de Fortaleza tiveram a surpresa desagradável de um aumento na mensalidade de 12%, o qual prejudicou cerca de 26 mil estudantes da instituição.

O DCE da Unifor, do qual o Levante faz parte, organizou um ato ainda no mês de fevereiro para dar resposta a esse reajuste exorbitante. No mesmo dia, o MEC divulgou que as IES (Instituição de Ensino Superior) que tivessem aumentado a mensalidade acima da inflação de 6,4% iriam ficar sem direito ao FIES. A partir disso, nossa luta ganhou um maior volume, inclusive com adesão e solidariedade da sociedade cearense.

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Um dia depois do ato o Deputado Estadual Elmano de Freitas fez um pronunciamento em solidariedade a nossa luta e dando entrada em uma audiência pública para discutir a problemática dos aumentos de mensalidades e as consequências no FIES. Ontem, no dia 3 de Março ocorreu a audiência em que a reitoria da Unifor se fez presente e o DCE também.

Nessa audiência em que a Unifor ficou acuada politicamente, pois tanto o DCE da Unifor, como ministério Público, OAB, DECON e Procon apontaram o absurdo que era o aumento que a instituição estava promovendo, tivemos uma vitória histórica para o movimento estudantil da Unifor e do Ceará: a Unifor baixa a mensalidade em 5,8 % se enquadrando ao percentual estabelecido pelo MEC de 6,2 para poder receber crédito do governo para o FIES.

Foi uma importante vitória a que tivemos, que afetará positivamente a vida de 26 Mil estudantes, mas sabemos que não vamos parar por aqui, pois são grandes as problemáticas que temos que enfrentar no dia a dia das Universidades Privadas.

Nesse sentido, o Levante quer convocar toda estudantada das particulares do Brasil a se unir contra tais absurdos das instituições pagas desse país e dar um basta.

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Para que tenhamos regulamentação, fiscalização e controle dessas instituições é necessário uma urgente reforma política, pois a Educação no Brasil além de virar mercadoria virou também financiadora de campanhas eleitorais. Pará se ter uma ideia, em nosso Congresso Nacional temos pelo menos 80 deputados que são tubarões da educação ou financiados por eles, esses grandes empresários não têm nenhum compromisso com a regulamentação do ensino superior privado no Brasil.

Por isso, é urgente uma constituinte para refundar nosso sistema político onde a nossa educação volte a ser do povo brasileiro e não da bolsa de valores. Além disso, que acabe de fato com os tubarões de ensino decidindo os rumos da educação brasileira.


Levante apoia a greve do trabalhadores da educação no Paraná

Por Levante Popular da Juventude do Paraná

Nos últimos meses as e os profissionais da educação – professorado, profissionais de limpeza, administração, merenda, zeladoria – do Estado do Paraná vêm se mobilizando contra o governo neoliberal de Beto Richa (PSDB). No último dia 09 estas categorias entraram em greve exigindo que o governador retirasse as propostas que ficaram conhecidas como “pacotaço”.

O movimento ocupou a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) no dia 10 para impedir que a comissão da Assembleia fosse montada e o projeto votado. O “pacotaço” propunha, de forma geral, o desmonte das escolas públicas do Paraná: o fechamento de escolas, a diminuição de salas de aula, fechamento de salas de apoio, redução de profissionais capacitados para atender jovens portadores de necessidades especiais, redução da progressão da carreira do professorado. Beto Richa que já não pagou 1/3 das férias das e dos professores e não enviou o recurso para a merenda escolar, tem por objetivo, além de tudo, reduzir a previdência, afim de pagar uma dívida de 8 bilhões que tem com a União! Confira aqui a pauta completa de reivindicações.

No final do ano de 2014 o governador reeleito do Paraná, Beto Richa (o mais bem pago do país), ordenou o fechamento de 18 escolas do campo e de áreas urbanas, além do fechamento de turmas do ensino regular e de educação para jovens e adultos.

O Levante Popular da Juventude se somou às manifestações pois entende que este governo é um retrocesso! O neoliberalismo deve ser combatido e seu projeto de Estado ausente deve ser revertido: a educação é um direito que deve ser garantido à todas as pessoas. Nos mobilizamos porque somos jovens estudantes e educadores que sofremos diretamente com esse projeto. Como atuais e futuros profissionais da educação também nos mobilizamos por condições dignas de trabalho. Como jovens que atuamos em outros setores, acreditamos que a mudança na sociedade deve ser geral e portanto essa luta também é nossa!

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Além da mobilização pela questão do “pacotaço”, a desmilitarização da polícia é uma questão que se levanta novamente. A ação do Choque, que facilitou a entrada dos Deputados para votar os projetos e se colocou na barreira para impedir que nós, manifestantes, entrássemos no prédio, foi vergonhosa! Sabemos que a atuação truculenta e o método repressivo durante a ocupação é modus operante em todas as periferias, principalmente com a juventude negra.

O desfecho vitorioso desta ação de todas as e os trabalhadores apenas reforça que é através da organização que nós obteremos as transformações que pautamos. O fim da ocupação da ALEP, na qual o professorado e as demais categorias pressionaram os deputados a responder de acordo com seus anseios, minimamente respondendo às demandas do povo e retirando a proposta do “pacotaço” prova que apenas a luta muda a vida!

Seguimos em greve pois não lutamos apenas contra o pacotaço, e sim por uma educação que seja de qualidade, efetivando tal direito e que por fim seja emancipatória. Acreditamos que só conseguiremos ocupar o espaço que deveria ser nosso quando tomarmos as rédeas da política brasileira. Uma Constituinte Exclusiva do Sistema Político é central para avançarmos de fato nas mudanças profundas e garantirmos uma Reforma Política feita do povo para o povo!

PRA EDUCAÇÃO MELHORAR, CONSTITUINTE JÁ!


Começou o 3º Seminário de ME do Levante

Por Redação

Hoje, 3 de fevereiro, 150 estudantes do Levante que atuam nas instituições de ensino superior público e privado de todo o Brasil estão  reunidos no Rio de Janeiro (RJ) durante a Bienal da União Nacional dos Estudantes. O seminário se estenderá até às 18h e conta fim uma programação que visa discutir a análise de conjuntura internacional e brasileira e os rumos da educação no nosso país.

Pela manhã o Lúcio Centeno, militante do Levante no Rio Grande do Sul, deu o início e aprofundou a análise de conjuntura. À tarde terá uma mesa sobre educação que tem como facilitadores o Thiago Ferreira, militante do Levante em São Paulo e Diretor de Políticas Educacionais da UNE e Evelyne Mederios, militante da Consulta Popular no Rio de Janeiro.

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Saiba mais

O Levante está presente na Bienal da UNE que ocorre o Rio de Janeiro (RJ) dentre os dia 1 e 6 de fevereiro.  A principal pauta de intervenção do movimento é a Reforma Política através de uma Constituinte!


O transporte público não é público

Por Levante de Manaus

Estamos vivenciando em várias cidades brasileiras os recorrentes reajustes nas tarifas do transporte que deveria ser público, mas na verdade não é. O transporte  coletivo é privado e tratado como uma mercadoria e, como mercadoria, não é dada mas vendida e tem que necessariamente gerar lucros para o dono da empresa.

Pensemos agora sobre a crise hídrica que o estado de São Paulo vem enfrentando. A empresa que cuida do abastecimento no Estado é também uma empresa privada. Há algum tempo a mesma foi avisada sobre a fragilidade do sistema Cantareira, pois bem, ela preferiu repassar 60% de seu lucro para os seus acionistas, do que investir para que o Estado não passasse pelo que está passando agora: o desabastecimento, o racionamento, e o sofrimento do povo com toda essa situação. Isso nos mostra que as empresas privadas não pensam no bem da população, pensam no lucro.

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Analisemos as empresas do transporte privado de nossas cidades. Você acha que elas lutariam tanto para ganhar as licitações se não fossem lucrar com isso? Então, os reajuste se dão pelo simples fator de que o lucro tem que ser gerado para as empresas, não importa as condições, o tempo que você espera, se o busão vem lotado ou não. O transporte nas cidades deveriam ser tratados como a saúde pública, segurança, educação, deveria ser tratado como um bem público já pago por nós todos os dias.

Enquanto a política e a vida do povo estiverem subordinadas ao lucro das grandes empresas que financiam as campanhas políticas em épocas de eleição para ganhar as licitações e continuarem engordando seus bolsos, sofreremos constantemente com os interesses privados. Uma Constirtuinte Exclusiva do sistema político é passo fundamental para termos acesso democrático tanto às formas como administrar os bens públicos como a água, quanto transformar o transporte em realmente público.

 

 

 


Levante-se contra o aumento da tarifa!

Eu tô na rua, é pra lutar, por um transporte, sem tarifa e popular!”

É três e vinte, três e cinquenta, é tanto aumento que o povo não aguenta!”

Por Thiago Ferreira (Pará), militante do Levante em São Paulo e Diretor da UNE

Fotos: Mídia Ninja

Muita expectativa construiu-se sobre qual seria o impacto das manifestações de Junho de 2013, acerca das lutas e processos que se seguiram. Alguns setores da esquerda esperavam que a “luta contra a Copa do Mundo” ganhasse as ruas. Outros imaginavam que iam ver a expressão dos “anseios de Junho” nas urnas da eleição do ano passado. Nós, do Levante Popular da Juventude, apostamos nossas forças na construção do “Plebiscito Popular pela Constituinte da Reforma Política”, que coletou cerca de 8 milhões de votos.

Um ano e meio depois daquelas manifestações que sacudiram o país, voltamos às ruas em diversas capitais como Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo entre outras, para lutar contra o aumento das tarifas de transporte. No caso de São Paulo o aumento foi absurdo – 0,50 centavos nos ônibus, metrô e trem.

O Movimento pelo Passe Livre iniciou uma série de atividades para questionar e derrubar os aumentos. O primeiro ato de rua ocorreu nesta sexta-feira, dia 09, e reuniu cerca de 10 mil manifestantes. Um sinal importante sobre como a população encara essa nova tarifa.

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Como era de se esperar, houve uma reação desproporcional da Polícia Militar e uma cobertura enviesada da grande mídia.

É preciso, é claro, distinguir os projetos apresentados no caso da capital . O do prefeito Fernando Haddad, apresenta um importante avanço, sem dúvida, fruto das marchas de 2013: tarifa zero para estudantes de baixa renda. Geraldo Alckmin apresenta apenas o arrocho, com uma despropositada possibilidade de acompanhar o projeto do prefeito Haddad.

Apesar de termos dois projetos diferentes, enfrentamos um mesmo problema: o aumento no valor das tarifas. Mais uma vez somos levados a crer que há uma sintonia fina, já que o aumento foi similar. A esse retrocesso não podemos vacilar, precisamos combater e derrotar.

A saída encontrada foi a mesma: ocupar as ruas!

A resposta do poder público, por outro lado, foi a mais antidemocrática o possível. O governador Geraldo Alckmin, enviou suas tropas da Polícia Militar para reprimir duramente os manifestantes com balas de borracha, gás lacrimogênio e detenções, até agora foram 32.

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Segundo os policias, tratou-se apenas de uma reação a atos de vandalismo.

Sejamos francos. A polícia poderia muito bem ter contido qualquer “ato de vandalismo” com o efetivo que contava na manifestação. A questão é que a PM agiu de forma intencional, deliberada e articulada para dispersar a manifestação, que seguiu pacificamente ao seu destino, a Praça do Ciclista, na Avenida Paulista.

Nossa resposta imediata foi não revidar às provocações. Seguir com nossa manifestação. Mas tornou-se simplesmente impraticável com aquele nível de repressão.

Nossa resposta deverá ser continuar ocupando as ruas, para pressionar o poder público e derrotar o projeto do empresariado dos transportes. É preciso muita unidade e nenhuma vacilação. Ir às ruas novamente com nossas bandeiras e batucadas, para conquistar um “transporte, sem tarifa e popular!”.

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