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NOTA DO LEVATE POPULAR DA JUVENTUDE SOBRE O SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS NO RJ

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O ano de 2016 vem sendo marcado por severas derrotas dos setores progressistas e populares. Primeiro, o golpe institucional consumado no mês de agosto, e agora, nas eleições municipais vimos a derrota de diversas candidaturas progressistas e o crescimento das bancadas dos partidos golpistas.

No entanto, no Rio de Janeiro acompanhamos um cenário diferente. A disputa pelo segundo turno foi grande. Mesmo com um processo eleitoral acirrado, com diversas candidaturas antipopulares, conservadoras e que seguem a mesma lógica de mercantilização da cidade adotada pelo PMDB em suas últimas administrações, Marcelo Freixo (PSOL) atingiu 18,27% dos votos levando a disputa para o segundo turno, contra 27,77% de Marcelo Crivella (PRB).

Vemos as reais chances de eleger uma candidatura comprometida com as forças populares! Nesse segundo turno observamos uma clara polarização: as forças populares e progressistas junto à candidatura de Marcelo Freixo e do outro lado políticos como Garotinho (PR), Jorge Picianni (PMDB) e Jair Bolsonaro (PSC), como os mais destacados apoios da bancada golpista à Crivella.

O senador golpista representa não apenas uma aproximação com o fundamentalismo religioso, mas principalmente demonstra estar alinhado aos golpistas que vem solapando nosso país com diversos retrocessos, a exemplo da recém aprovada PEC 241 que visa congelar os investimentos públicos em saúde, educação, assistência social e previdência por 20 anos!
Portanto, é hora de acirrar a luta contra os golpistas! Eleger Marcelo Freixo é uma tarefa fundamental para a esquerda brasileira!

Nesse sentido, o Levante Popular da Juventude se coloca a serviço da unidade dos setores populares, pela vitória das candidaturas de esquerda nas urnas, para derrubar esse governo golpista e barrar seus retrocessos nas ruas! Nós, do Campo Popular, nos organizamos para estar diariamente nas ruas construindo uma agenda de atividades de campanha. Por isso, convocamos toda juventude do Rio de Janeiro a participar da campanha e levar o sonho de que outra cidade é possível para todos cariocas, da Zona Norte à Zona Oeste!

É HORA DE ELEGER FREIXO 50, PREFEITO!


A ação faz a organização!

O Levante Popular da Juventude é um movimento popular de jovens que se propõe a ajudar a construir o Projeto Popular para o Brasil.
Mesmo de forma inconsciente, todos e todas queremos uma sociedade mais justa, igualitária. Queremos ser capazes de derrubar a velha ordem e construir novos rumos para o país. Muitas mãos, corações e mentes serão necessários para a construção dessa utopia. Essa é, inclusive, a nossa maior força contra o capitalismo.

O trabalho de base é uma forma de construir nosso sonho todos os dias, de pouquinho em pouquinho, junto ao povo. Essa é uma tarefa que há um tempo tem sido deixada de lado pelas organizações populares, em troca de uma ilusão de que a própria elite repartiria seu poder.

Mais uma vez, a história provou que somente o povo organizado é capaz de levar o Brasil a esse novo mundo. As feridas do golpe que estamos sofrendo ainda estão abertas.

A brigada de trabalho de base “Thayan Jhapa” representa a reunião de sujeitos que se dispõe e se entregam por inteiro para a construção da transformação social.

Reunimos 20 jovens por um mês e meio para estudar, dançar, agitar e propagandear nosso projeto, seja onde a juventude estiver: escolas, quebradas, universidades. É um tipo de “fazer” política baseado na coletividade e no companheirismo. Essas posturas individuais e coletivas revelam, desde já, um pouco do que sonhamos.

O trabalho de base significa indignação contra as injustiças que sofremos e, ao mesmo tempo, acreditar na capacidade que o povo brasileiro tem de ser protagonista de sua própria história.
Carlos Marighella disse, e repetimos, é a ação que faz a organização e é nela que vemos centralidade.
Jhapa, nosso companheiro, que mesmo nos momentos mais difíceis da sua vida, não se entregou, resistindo e lutando pela vida e pela utopia de construir uma sociedade dos nossos sonhos. Um exemplo de dedicação, de coragem e de compromisso com a luta.

A mística em nossos corações e nossas convicções em mente são o que nos leva a nos movimentar e nos desafiar – e sermos criativos! – na construção do projeto popular para o Brasil.

[CONTRIBUA COM A BRIGADA DE TRABALHO DE BASE]

A tarefa da nossa brigada é ajudar na massificação do Levante, enraizando o movimento nas quebradas, nos bairros, nas escolas, universidades e em cada local onde exista juventude disposta a transformar a realidade, nessa cidade tão complexa e caótica que é São Paulo.

Nosso movimento preza pela autonomia e independência. Mas acreditamos que as nossas ações, feitas com amor e dedicação, produzem apoio e simpatia. E apostamos nessas parcerias para ajudar financiar nossas atividades.

Claro que estamos correndo atrás de muita ajuda, e tentaremos ao máximo contar com a solidariedade das pessoas, em especial na alimentação, que é o mais caro
Mesmo assim, ainda não temos nada garantido e a sua ajuda é imprescindível! Qualquer valor nos ajudará muito.

#BrigadistasEmAção

Contribua:

Banco do Brasil
Agência: 0719-6
Conta: 19485-9
CPF: 401.467.018-01
Nome: Pedro H A Freitas

A justiça não pode ter lado! O povo não será manipulado!

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Acordamos hoje, 4/03, com a condução coercitiva do ex-presidente Lula para depor junto a Polícia Federal.

A burguesia, os grandes meios de comunicação e a justiça, sob a bandeira da corrupção, de forma parcial, fazem da operação Lava Jato seu principal instrumento de combate à democracia.

O juiz Sergio Moro escolhe seus alvos e mesmo sem provas concretas a mídia já tem um veredicto. Infelizmente se comprova que o combate a corrupção é seletivo. Não atinge políticos com fartas provas de corrupção como os envolvidos na privataria tucana, durante o governo FHC, como Eduardo Cunha com seus 5 milhões na Suíça ou Alckmin, cujo governo rouba marmita dos estudantes. É evidente que a mídia e o sistema jurídico brasileiro possuem interesse em manobrar suas ações para definir de forma antidemocrática os rumos da política brasileira

Não deixaremos que desestabilizem nossa democracia que ainda é jovem e precisa ser aprofundada. Não deixaremos que os golpistas se apropriem da bandeira da corrupção, historicamente da esquerda, para fazer de forma seletiva a punição dos corruptos. Somos favoráveis a apuração de todas as suspeitas de corrupção, contudo, não podemos admitir que a justiça e as instituições polícias atuem politicamente sob o pretexto de combater a corrupção.

Convocamos juventude a tomar às ruas! Não podemos ficar em casa vendo a direita orquestrando ações golpistas. O futuro do nosso país está em nossas mãos.
Devemos construir uma agenda de permanente diálogo com a população, para ampliar nossa mobilização e denunciar essa ação articulada da grande mídia aliada com burguesia golpista e essa justiça seletiva. O enfrentamento a corrupção só se dará efetivamente através do respeito ao Estado Democrático de Direito e uma profunda reforma política, que só é possível através de uma Constituinte. Com essa convicção, vamos nos somar as lutas unitárias que vão acontecer no Brasil inteiro, convocadas pela Frente Brasil Popular nos dias 8 de março, levando a bandeira das mulheres e nos dia 18 de março e 31 de março na defesa da democracia, dos direitos das trabalhadoras e doa trabalhadores e da soberania do nosso país.
Não baixaremos a cabeça diante de nenhuma injustiça! Esse é o compromisso da juventude popular brasileira!


Recado de Florestan Fernandes aos jovens militantes

O grande sociólogo brasileiro Florestan Fernandes certa vez escreveu um texto no jornal Folha de São Paulo, em 1986, cujo título é: “O dilema político dos jovens”. Lendo esse texto é impossível não achar que ele falava para os jovens de hoje.

Atualmente, ninguém mais pode analisar a conjuntura política ou mesmo a correlação de forças na sociedade brasileira sem fazer referência necessária a eventos políticos nos quais a juventude teve certeiro protagonismo. A começar pelas “jornadas de junho” de 2013. Embora parte da esquerda insista no seu caráter conservador, de direita, fascista e “coxinha”, e também não desmerecendo a constatação óbvia de que a mídia e a direita também lograram alguma influência nas mesmas, é incontestável que aqueles eventos partiram de um genuíno sentimento de justiça e da luta por direitos. No sobrevôo daquelas cabeças sob as cartolinas coloridas as pautas eram “educação pública”, “Mais verba para saúde”, “passe livre”. Ou seja, as pautas centravam-se na reivindicação de “Mais Estado”, indo na contramão do discurso hegemônico e liberal que o associa com ineficiência, excesso de gastos e corrupção.

Os jovens também aprenderam – mesmo que à sua forma – a desafiar as elites e o poder judiciário nos seus “rolezinhos”, explicitando o conflito racial e de classe na sociedade brasileira. A juventude também protagonizou os “escrachos” aos torturadores da Ditadura Militar, denunciando-os publicando nas suas casas ou locais de trabalho, fazendo justiça com as armas que possuem: as palavras de ordem!

Por fim, como esquecer os jovens secundaristas, que do auge dos seus 14 e 15 anos, ousaram impor uma derrota histórica ao PSDB no estado de São Paulo, fazendo-o recuar – pelo menos provisoriamente – do projeto de reorganização das Escolas.

Em que pese esses fatos, ainda é corriqueiro – sobretudo em parte da esquerda – a ideia de que a juventude está menos apta para as tarefas de formulação política e seus papel restringe-se à agitação. Além disso, permanece a imagem pejorativa de que os jovens são despolitizados, individualistas, consumistas e acomodados. Prevalece aquele saudosismo nostálgico de que boa mesmo era aquela geração da rebeldia dos anos 60, da guerrilha contra a ditadura, das Diretas Já, do Novo Sindicalismo, do Fora Collor…

Para dialogar com esses que insistem em estigmatizar os jovens – sobretudo àqueles que descobriram outros instrumentos e estratégicas alternativas de luta política – uma frase de Florestan Fernandes: “Hoje o jovem retorna aos seus papéis, em um Brasil diferente, e não deve ficar encantado por um passado que não pode ser reconstruído e não foi tão legendário ou heróico como as idealizações sublinham.”

Grafite de Florestan Fernandes

Ou seja, a luta de classes e a esquerda brasileira necessitam de novas formas de reinventar seu diálogo com a sociedade e sua atuação política. Os jovens têm mostrado caminhos, resta-nos extrair aprendizados e ter a humildade de encarar nossos limites históricos.

Por fim, ainda Florestan, “O potencial radical de um jovem constitui um agente político valioso. Ele está ‘embalado’ para rejeitar e combater a opressão sistemática e a repressão dissimulada, o que o converte em um ser político inconformista e promissor”.


Justiça italiana aceita denúncia contra militares brasileiros acusados de assassinato na ditadura

Quatro militares serão processados pelo assassinato do cidadão ítalo-argentino Lorenzo Vinãs Gigli, durante Operação Condor; citados não reconhecem denúncia.

Por Janaina Cesar, do Opera Mundi.

Escracho realizado em frente à casa de Carlos Alberto Ponzi, denunciado pela Justiça Italiana

Escracho realizado em frente à casa de Carlos Alberto Ponzi, denunciado pela Justiça Italiana

Os brasileiros João Osvaldo Leivas Job, Carlos Alberto Ponzi, Átila Rohrsetzer e Marco Aurélio da Silva Reis serão processados na Itália pelo assassinato do cidadão ítalo-argentino Lorenzo Vinãs Gigli, cometido durante o período de atuação da Operação Condor. O juiz Alessandro Arturi, do Tribunal de Roma, aceitou a denúncia do procurador Carlos Capaldo e fixou a primeira audiência para o dia 26 de fevereiro. Se condenados, os militares brasileiros podem pegar prisão perpétua.

Capaldo se diz muito satisfeito pelo fato de ter incluído os brasileiros na lista dos 33 réus do caso Condor. Segundo o procurador, na primeira audiência será decidido se o processo será anexado a um já existente. “Foi assim que aconteceu com os outros réus do caso [entre eles, o ex-tenente uruguaio Nestor Troccoli] que foram incluídos após a abertura do processo”, explica a Opera Mundi.  Mas, segundo ele, “não importa muito se será anexado ou não, o que importa é que serão processados e isso é já uma vitória para a procuradoria, que, durante 15 anos, investigou os crimes cometidos contra cidadãos de origem italiana durante as ditaduras do Cone Sul e para os familiares da vítima”, diz.

A reportagem de Opera Mundi obteve com exclusividade acesso a íntegra da decisão do juiz  Arturi. Capaldo havia pedido que os brasileiros fossem processados por assassinato e sequestro de pessoas, mas o crime de sequestro prescreveu.

Na tarde do dia 26, serão ouvidas as primeiras testemunhas, entre elas a arquivista Giulia Barrera. A decisão foi tomada pelo juiz no dia 15 de janeiro.

Motoneros

Viñas era membro dos Motoneros e desapareceu em 1980. Reprodução do Opera Mundi

Viñas era membro dos Motoneros e desapareceu em 1980. Reprodução do Opera Mundi

Lorenzo Viñas era militante da organização Montoneros, que lutou contra a ditadura na Argentina. Desapareceu em Uruguaiana, na Fronteira Oeste do RS, em 26 de junho de 1980. Segundo a denúncia do Ministério Público italiano, na data em que Viñas foi sequestrado, Leivas Job era secretário de Segurança do Rio Grande do Sul; Ponzi chefiava a agência do SNI (Serviço Nacional de Informações) em Porto Alegre; Rohrsetzer era diretor da Divisão Central de Informações do Rio Grande do Sul; e Silva Reis, delegado de polícia, cobria o cargo de diretor do Dops (Departamentos de Ordem Política e Social) do Rio Grande do Sul.  Rohrsetzer mora em Florianópolis, Silva Reis em uma praia do litoral gaúcho e Leivas Job e Ponzi vivem em Porto Alegre.

Capaldo reafirmou que é clara a participação brasileira na rede repressiva sul-americana. “O Brasil foi parte operativa do Plano Condor, tendo exercido papel importante na atuação repressiva e punitiva contra os movimentos que se opunham aos regimes militares da América do Sul. Não é possível que as autoridades brasileiras não fossem cúmplice do que estava acontecendo”, afirma o procurador italiano.

Quando o processo principal foi aceito pela Justiça italiana em dezembro de 2007, a juíza responsável pelo caso emitiu ordens de prisão preventiva contra 146 pessoas, incluindo os quatro brasileiros. Por meio de carta rogatória enviada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) em 2011 os quatro denunciados defendiam-se da notificação judicial: Leivas Job, além de “insurgir-se contra o fato” de o documento italiano não ter sido traduzido por professional juramentado, afirmou ser “inepta” a denúncia, alegando “ilegitimidade passiva” e invocando a Lei de Anistia brasileira; Ponzi afirmou que não era o chefe da agência do SNI em Porto Alegre na data indicada; Rohrsetzer declarou que “não se submete à jurisdição italiana, por entender absurdas as acusações”; e, sobre Silva Reis, não consta manifestação no documento.

A Operação Condor foi uma rede de repressão política e troca de prisioneiros formada pelos serviços de inteligência das ditaduras do Cone Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai), que perdurou pelas décadas de 1970 e 1980.


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