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Compromisso com o combate às opressões

A luta pelo combate às opressões decorrentes do patriarcado, do heterossexismo e do racismo tem sido um compromisso assumido pelo Levante Popular da Juventude desde a sua nacionalização em 2012. Assumimos publicamente no I Acampamento Nacional do Levante o compromisso “com a luta contra a lesbofobia, a transfobia e a homofobia, também dentro e fora de nossa organização”. Desde 2012 estamos construindo ações permanentes de enfrentamento a LGBTfobia dentro e fora de nossa organização, incorporando a luta pela visibilidade trans no calendário do movimento, assim como, as demais datas importantes para a luta da juventude LGBT.

A nossa atuação se consolida com a construção do “Setor de Diversidade Sexual e de Gênero” no movimento, do qual participam pessoas trans do Levante em vários estados. Neste período protagonizamos ações importantes nas Paradas no Orgulho LGBT, nas lutas pelo nome social nas universidades e nos bairros para atender a população trans que utiliza o Sistema Único de Saúde – SUS. Saímos em defesa da PL João Nery que regulamenta o nome social, construímos inúmeras oficinas e atividades de formação sobre o combate à transfobia nas nossas células e instâncias de direção, construímos um escracho nacional do candidato LGBTfóbico Levy Fidelix nas sedes do PRTB em 2014, escrachamos Jair Bolsonaro na semana de luta pela visibilidade trans em janeiro deste ano.

É com esse acúmulo político, mas, também com muita humildade, pois, sabemos que precisamos avançar muito mais, que o Levante Popular da Juventude repudia as iniciativas de instrumentalização de um equívoco ocorrido em nossa página nacional. Algumas forças políticas, especialmente, as que atuam no movimento estudantil, estão utilizando de maneira leviana um “print” de uma postagem já removida e devidamente excluída da nossa página para acusar o Levante de transfobia. No entanto, omitem a nota da comunicação nacional do movimento que admite o equívoco da postagem e realiza auto-crítica publicamente.

Acusar o Levante Popular da Juventude, sem considerar o compromisso deste movimento com a luta pelo fim da transfobia, é um ato de desespero e de desonestidade destas organizações nas disputas estudantis. O Levante reafirma seu posicionamento na luta pela destruição de todas as formas de dominação/exploração decorrentes do capitalismo, do racismo, do patriarcado e do heterossexismo. Não vamos admitir o oportunismo! A luta pela fim da transfobia e o nosso compromisso com esta pauta vai além do formalismo, pois foi construída concretamente nas universidades, periferias e no campo Brasil à fora.

Convocamos todos/as e que acreditam e vislumbram uma sociedade sem LGBTfobia, machismo, racismo e exploração de classe se somarem a luta com honestidade e compromisso coletivo, pois a revolução que sonhamos será obra de milhões de brasileiros e brasileiras. Obra da classe trabalhadora, das pessoas LGBT’s, das mulheres, das negras e dos negros, indígenas e da juventude Brasileira!

Ousar Lutar, organizando a juventude pro Projeto Popular!
Eu tô na rua é pra lutar, por um projeto feminista, antirracista, colorido e popular!


A justiça não pode ter lado! O povo não será manipulado!

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Acordamos hoje, 4/03, com a condução coercitiva do ex-presidente Lula para depor junto a Polícia Federal.

A burguesia, os grandes meios de comunicação e a justiça, sob a bandeira da corrupção, de forma parcial, fazem da operação Lava Jato seu principal instrumento de combate à democracia.

O juiz Sergio Moro escolhe seus alvos e mesmo sem provas concretas a mídia já tem um veredicto. Infelizmente se comprova que o combate a corrupção é seletivo. Não atinge políticos com fartas provas de corrupção como os envolvidos na privataria tucana, durante o governo FHC, como Eduardo Cunha com seus 5 milhões na Suíça ou Alckmin, cujo governo rouba marmita dos estudantes. É evidente que a mídia e o sistema jurídico brasileiro possuem interesse em manobrar suas ações para definir de forma antidemocrática os rumos da política brasileira

Não deixaremos que desestabilizem nossa democracia que ainda é jovem e precisa ser aprofundada. Não deixaremos que os golpistas se apropriem da bandeira da corrupção, historicamente da esquerda, para fazer de forma seletiva a punição dos corruptos. Somos favoráveis a apuração de todas as suspeitas de corrupção, contudo, não podemos admitir que a justiça e as instituições polícias atuem politicamente sob o pretexto de combater a corrupção.

Convocamos juventude a tomar às ruas! Não podemos ficar em casa vendo a direita orquestrando ações golpistas. O futuro do nosso país está em nossas mãos.
Devemos construir uma agenda de permanente diálogo com a população, para ampliar nossa mobilização e denunciar essa ação articulada da grande mídia aliada com burguesia golpista e essa justiça seletiva. O enfrentamento a corrupção só se dará efetivamente através do respeito ao Estado Democrático de Direito e uma profunda reforma política, que só é possível através de uma Constituinte. Com essa convicção, vamos nos somar as lutas unitárias que vão acontecer no Brasil inteiro, convocadas pela Frente Brasil Popular nos dias 8 de março, levando a bandeira das mulheres e nos dia 18 de março e 31 de março na defesa da democracia, dos direitos das trabalhadoras e doa trabalhadores e da soberania do nosso país.
Não baixaremos a cabeça diante de nenhuma injustiça! Esse é o compromisso da juventude popular brasileira!