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[AO VIVO] Votação do PLS 131

Hoje será votado no senado o PL 131/2015 do senador José Serra, que propõe a flexibilização da participação da Petrobrás na operação do regime de partilha do pré-sal. Atualmente a Petrobrás é a única operadora do pré-sal, garantindo o controle da produção nas mãos da empresa brasileira, além de pelo menos 30% de participação financeira nos consórcios. Caso esse projeto seja aprovado, multinacionais estrangeiras terão o mesmo peso que a Petrobrás nesse processo, pondo em risco o controle sobre os recursos gerados e consequentemente a política dos royalties. Essa mudança ameaça uma conquista do povo brasileiro que foi a aprovação em 2013 da destinação da metade do fundo social do pré-sal para educação e saúde, sendo 75% para educação e 25% para saúde. A aprovação dessa medida representa um retrocesso para juventude brasileira, por isso nos colocamos em luta contra o PL 131, em defesa das conquistas da juventude e da soberania do país.

 

Acompanhe ao vivo a votação no Senado:

 

 


Levante Popular da Juventude apoia a Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras e do Pré-Sal

 

  Por Vanda Moraes, militante do Levante do Paraná

O Levante Popular da Juventude esteve presente e evidenciou seu apoio à Criação da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás e do Pré-Sal, que ocorreu na tarde de ontem, 13, no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

A Frente é uma iniciativa do dep. Estadual Tadeu Veneri (PT), após solicitação do Sindipetro PR/SC.

Para o diretor do sindicato e da Federação Única dos Petroleiros, Silvaney Bernardi, a Petrobras é muito mais do que aquilo que aparece na mídia.  Ele evidenciou que, ao contrário do que a mídia hegemônica faz parecer, a Petrobrás não está fragilizada, mas vem batendo recordes de produção e avança no desenvolvimento tecnológico. “O pré-sal é a maior descoberta de petróleo dos últimos 30 anos a nível mundial. O petróleo é estratégico, trata-se de soberania nacional”, afirmou Bernardi.

Além disso, a estatal mantém um negócio altamente lucrativo, mantendo milhares de empregos na cadeia produtiva e Influenciando o desenvolvimento de outros setores.

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Ao justificar seu apoio à Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás e do Pré-Sal, o deputado Requião Filho (PMDB-PR) destacou que “os americanos vêm travando guerras pelo controle do petróleo no mundo, mas aqui no Brasil a guerra não foi necessária. Bastou [aos americanos] ganharem a simpatia de um senador, que agora quer entregar o nosso petróleo”, disse o deputado.

Requião Filho se referia à atuação do senador José Serra (PSDB-SP), autor do Projeto de Lei 131/2015, cujo texto propõe que seja retirada a exigência de a Petrobras ser operadora exclusiva dos campos de petróleo no pré-sal.

Após intensa pressão dos Movimentos Sociais o Plenário do Senado derrubou, na sessão de 08 de julho de 2015, o carácter de urgência na tramitação do PL. Em vez disso, foi criada uma Comissão que terá 45 dias para analisar o projeto e aprofundar o debate a respeito do assunto.

 


O lugar da conspiração

Quem ousa pôr a culpa nos EUA? Se apontarmos culpa aos Norte Americanos quando estamos discutindo política em qualquer ambiente do Brasil somos tachados de lunáticos.

Ao longo dos séculos diversos reis, generais, cardeais, jornalistas e políticos foram alvos de conspirações. Algumas polêmicas como o caso de envenenamento de Napoleão por doses de Arsênico figuram estes contos dignos de filme de cinema. Mas a questão é uma só: Quando se trata de poder, a política se desdobra em múltiplas faces.

Do século passado até os dias de hoje assistimos ao crescimento da maior potência militar, política e econômica da história. Os Estados Unidos da América estiveram envolvidos em praticamente todos os grandes, médios e até pequenos conflitos pelo planeta. A sua polícia mundial se chama OTAN, que junto com seus aliados têm a capacidade de agir rapidamente no terreno militar. Na política e economia oferece sanções a quem ousar o enfrentamento, como foi o bloqueio de mais de 50 anos a CUBA. Vale Lembrar que atualmente TUDO é dólar, do pão da esquina até os mais avançados mísseis de guerra.

Aqui na América Latina foram inúmeros casos de intervenção dos EUA, seja com espiões da CIA, seja com financiamentos políticos ou inserções militares. A famosa Operação Condor foi uma ação coordenada entre os anos 70 e 80 para acabar com os focos revolucionários e líderes opositores das ditaduras financiadas pelos americanos. Desde as mortes diretas como a de Marighella, até as conspirações que mataram João Goulart, JK e Carlos Lacerda tem o dedo da CIA.

Mas hoje em dia ainda haveria interesse? Será que as maiores reservas de petróleo do mundo não interessariam ao Império na sua estratégia de dominação? A maior reserva está na Venezuela e o Brasil está possivelmente, com o pré-sal, entre as 10 maiores. Com isso temos que lembrar que na política brasileira víamos um caminho nítido, o Governo Dilma tinha em seus planos continuar o projeto de melhorias da vida do povo com o dinheiro do pré-sal sem alterar grandes distorções estruturais. Por outro lado os conservadores nada tinham a oferecer, e pior temiam/temem a volta do Lula. A não ser que se quebre a Petrobrás… Mesmo que a custa de milhares de empregos!

Não tenhamos medo de afirmar! Lembremos que a direita e mídia brasileira negaram a participação dos Americanos nos Golpes militares em suas épocas. Agora não tenham dúvida que os movimentos pró-impeachments tem o dedo das grandes corporações americanas. Basta vermos que no congresso já existe uma proposta para acabar com a lei de partilha do pré-sal, para que volte o modelo concessões que tanto interessa às grandes empresas norte-americanas.

Ainda não é tempo de guerra, mas o exército norte-americano está em Brasília sob a máscara de Eduardo Cunha (PMDB) e sua gangue para barrar a reforma política, impulsionar uma clima conservador na sociedade, atacar as organizações populares e abrir as portas da terceirização, privatização e entrega do petróleo e demais riquezas do Brasil!

Alerta!
Pátria Livre, venceremos!


Movimentos de Juventude se unem para denunciar a Rede Globo

Por Vivian Fernandes (Fonte: Brasil de Fato)

De São Paulo

Unidade para enfrentar esse momento de grande disputa política. Esta foi a linha geral que permeou a Plenária Nacional da Jornada de Lutas da Juventude Brasileira, que reuniu diversos coletivos de jovens, em São Paulo (SP), na última sexta-feira (20). O principal resultado desse encontro foi a definição de uma agenda de atividades e ações de rua que tem como pauta principal o “Fora Globo” e a democratização dos meios de comunicação.

Foto Crédito: Mídia Ninja

Para o membro do setor de juventude do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Anderson Girotto, um dos principais inimigos dos setores populares atualmente é a Rede Globo, pois ela promove um ódio contra os trabalhadores e busca desestabilizar a democracia no Brasil.

“Uma coisa que ficou mais clara do que nunca é que um dos nossos principais inimigos é a Globo, porque ela sintetiza, ela é o filho pródigo de 1964, da ditadura militar. Porque as mobilizações da direita, do dia 15, foram tão fortes? Vamos fazer um cálculo de quanto a Globo investiu em publicidade para levar o povo na rua. Todo o ódio e toda a campanha de ódio que ela vem incentivando em nosso país. A Globo é golpista”, afirmou Girotto.

Segundo o integrante do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé e jornalista, Altamiro Borges, que estava presente como convidado especial, o papel da Rede Globo em barrar os avanços da população vem desde a ditadura militar e continua forte, então é preciso enfrenta-lo. Ele aponta como momento importante para essa luta, o aniversário da Globo, que completa 50 anos no dia 27 de abril.

“O império Globo é hoje o quartel general da direita neofascista no Brasil. E nós temos que enfrenta-lo. A Globo, para quem não conhece, foi bancada pelo regime militar, em toda a sua infraestrutura, para defender a ideia de que o regime militar era bom para o Brasil. No período das Diretas Já, o grande comício aqui em São Paulo, ela teve a capacidade de esconder. Tudo o que a gente conseguiu de avanços na Constituinte, a Globo foi contra. É essa a Globo que está fazendo 50 anos de vida”, explicou.

Na mesma direção, o representante do Fora do Eixo, Gabriel Ruiz, aponta que a conjuntura continua parecida com o que foi o segundo turno das eleições presidenciais de 2014 e é preciso que a juventude continue nas ruas para participar da disputa entre projetos na sociedade.

“A Globo cumpre um papel histórico de envenenamento muito forte da opinião pública e da disseminação de um ódio. A gente teve lutas e mobilizações, no ano passado, que trazem para nós a clareza de que este é o caminho, seja a mobilização por meios online, fazendo a disputa simbólica, de guerra de memes, seja na rua também. A juventude, nós temos o papel, com esses atos de rua e mobilizações, que é dar uma roupagem nova, uma cara mais festiva para esses atos”, disse Gabriel.

Como proposta de ação para esse tema, os jovens aprovaram um dia nacional de lutas contra a Rede Globo, com protestos em diversos estados no dia 26 de abril, véspera do aniversário da empresa.

Foto Crédito: Rafael Stedile

Diversas bandeiras

Além das mobilizações em torno dos lemas “Fora Globo” e “Globo Golpista”, os jovens pautaram outras bandeiras, como a Reforma Política – nos eixos das campanhas do Plebiscito Constituinte e da “Devolve Gilmar”; a defesa da educação pública e implementação do Plano Nacional de Educação; contra os ajustes fiscais do governo federal e a retirada de direitos dos trabalhadores – exemplificadas no PL 4330 da Terceirização; contra a redução da maioridade penal; e em defesa da Petrobras como um patrimônio que garante a soberania nacional.

“Nosso papel é passar nas escolas, conversar com os estudantes, disputar a opinião pública. Porque, nesse momento, ou a gente avança ou a gente retrocede. E ir para trás agora, nem para pegar impulso”, garantiu a representante da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Bárbara Melo.

Na carta final da plenária, as organizações de juventude afirmam que “a juventude brasileira faz história e sempre protagonizou as lutas por um país livre, soberano e com justiça social. Nesse momento em que o Brasil passa por um forte ataque à democracia, não será diferente. Estaremos unidos, unidas, nas ruas e nas redes, com toda nossa energia e ousadia, mas com muita coerência, em defesa de nossos direitos que sabemos que somente podem existir em um país democrático.”

Participaram da mesa principal da plenária representantes do MST, do Fora do Eixo, da UBES, da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Rede Ecumênica de Juventude (Reju), da União da Juventude Socialista (UJS), da Juventude do PT, do Levante Popular da Juventude e do Coletivo Juntos do PSOL. Segundo as entidades, compõem ainda o coletivo nacional de juventude mais de cem organizações locais, estaduais e nacionais de todo o país.

Curta aqui a página da Jornada Nacional de Lutas de Juventude e fique por dentro!


É momento de se posicionar: nas ruas por Constituinte e Projeto Popular!

 O Brasil vive um momento agitado, o que para muitos jovens como nós é novidade. Tudo isso porque nossa geração viveu por décadas um longo período de marasmo, onde as possibilidades de mudança pareciam passar longe da realidade. Olhando pela janela é perceptível que essa situação não é mais a mesma, resta nos perguntar: Vamos abrir a porta e decidir qual rumo queremos para o nosso país?

Em junho de 2013 vivemos um marco da mudança desse momento. Milhares de jovens foram às ruas com seus cartazes em todo Brasil, reivindicando ao Estado mais direitos sociais. Antes desse episódio que ficou conhecido como “Jornadas de junho”, já era possível perceber um aumento significativo no número de greves realizadas pelos trabalhadores. Toda essa efervescência abre o debate sobre como superar os atuais desafios do Brasil.

De lá para cá, o clima de disputa vem esquentando. Os movimentos sociais e as forças progressistas apontam o sistema político brasileiro como o grande entrave que impede os avanços necessários e tão clamados pela juventude nas ruas. Os movimentos sociais propõem uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político através de um Plebiscito Popular, para mudar a política nacional, com o objetivo de tirar a grande “mão” do poder econômico e colocar a “mão” do povo na direção do Brasil. Já os setores reacionários apostam todas as fichas na disputa eleitoral e na derrota da então candidata a presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014, usando como mote central os casos de corrupção em especial o da Petrobras.

Na última semana assistimos aos desdobramentos desse acirramento, com dois atos realizados nos dias 13 e 15 de março. Em meio a tantas informações confusas propositalmente disseminadas pela grande mídia, uma questão pode nos ajudar a refletir melhor sobre tais acontecimentos: qual alternativa aos principais dilemas do Brasil os atos apresentam?

O ato do dia 13, convocado pelas forças de esquerda, leva às ruas a defesa da Petrobras pública e a serviço do povo, e que a riqueza do petróleo seja convertida em mais educação, saúde, moradia e demais direitos sociais para o povo brasileiro. Faz o contraponto a política de ajustes fiscais, e repudia a retirada de direitos dos trabalhadores em nome da saída para grave crise econômica que assola o mundo e nosso país. Além disso, defende uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político para avançar nas reformas democráticas e populares tão urgentes e necessárias.

O ato do dia 15, convocado pelas forças reacionárias com o reforço especial dos grandes meios de comunicação, propõe como solução para corrupção e para os problemas do país o impeachment da presidenta Dilma, eleita legitimamente pela maioria do povo brasileiro.

Será que apenas substituindo quem representa os brasileiros na presidência do Brasil resolveremos nossos principais problemas? Quem assumiria a direção do nosso país? Será que essa mudança nos leva para um caminho de avanços?

É importante observar quais são os setores que impulsionaram as manifestações do dia 15 e quais interesses estão por trás de toda essa cena. Pois está evidente a tentativa de realizar um segundo golpe no Brasil disfarçado de solução para corrupção. A mesma elite formada pelos grandes empresários alinhados ao imperialismo norte americano, que hoje impulsiona o impeachment, realizou um golpe no Brasil que marca nossa sociedade até os dias atuais como um dos momentos mais cruéis e sombrios da nossa história.

Há exatamente 51 anos, setores conservadores saíram às ruas na conhecida “Marcha da família com Deus pela liberdade”. O objetivo era depor o então presidente João Goulart (Jango) logo após um comício em que ele defendeu as reformas de base para o Brasil. A desculpa propagada na época foi a defesa do país de uma possível revolução comunista. Toda essa farsa resultou em 21 anos de ditadura civil militar que torturou, matou e estuprou as lutadoras e os lutadores que reagiram a esse regime lutando por democracia.

Não podemos ignorar ou menosprezar os evidentes sinais das recentes movimentações. São os mesmos atores com os mesmos aliados, porém com uma nova roupagem. É preciso rememorar, pois esse período deixou profundas marcas que não se apagam jamais! Até os dias atuais, os crimes cometidos durante os 21 anos de ditadura não foram julgados. Os torturadores continuam livres para apoiar mais uma tentativa de golpe.

A juventude trabalhadora não pode vacilar! Temos convicção de que a verdadeira solução para combater a corrupção no Brasil é avançar para as conquistas populares, somada a convocação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, que jamais será realizada por essa elite golpista.

Nesse cenário em que está na ordem do dia uma possiblidade de mudança, seja para um avanço ou para um retrocesso, é inadmissível ficar olhando da janela. Vamos abrir a porta, tomar as ruas e defender um Projeto Popular com os trabalhadores brasileiros.

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