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Nota sobre a repressão policial no ato em Brasília

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Nós, do Levante Popular da Juventude DFE, repudiamos a atuação violenta da polícia militar do governo Rollemberg no ato de ontem (29). Nós, movimentos sociais, mulheres, negros e negras, LGBTS, estudantes universitários e universitárias, secundaristas, professores e professoras, trabalhadores e trabalhadoras, pessoas idosas, com necessidades especiais, entre vários setores da sociedade, fizemos uma manifestação pacífica e democrática contra a PEC 55, que tramita no Senado Federal. A polícia genocida agiu contra o ato com bombas de efeito moral, gás de pimenta, balas de borracha, cavalaria e cachorros para assustar a população e acabar com a manifestação. Estamos nas ruas contra os retrocessos e não cederemos à violência institucional.
Infelizmente, a PEC do fim do mundo, que impõe um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos, foi aprovada em primeiro turno ontem no Senado Federal. Continuaremos nas ruas por acreditar que a proposta representa séria ameaça aos direitos e políticas sociais conquistados, podendo inviabilizar, entre eles, o Plano Nacional de Educação e a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Acreditamos que tal medida não é a solução almejada para o enfrentamento da crise econômica, política e social enfrentada hoje pela sociedade brasileira e, em especial, pela classe trabalhadora, para a conquista de direitos e superação das explorações e opressões. A saída é um projeto popular para o país, a partir da reforma do sistema politico, para a conquista da democratização dos poderes e o fim da criminalização dos movimentos sociais.
Na manifestação, o militante do MST e estudante da UnB (FUP), Bruno Leandro de Oliveira Maciel, foi detido quando retirava algumas pessoas machucadas do meio da confusão e continua arbitrariamente preso. Exigimos a libertação imediata de Bruno Leandro de Oliveira Maciel!
O governo autoritário e ilegítimo de Michel Temer, com sua atuação truculenta, não arrancará os nossos sonhos do horizonte.

30 de Novembro de 2016

#NãoàPEC55 #NãoàPECdoFimdoMundo #ForaTemer #PeloFimdaPM


[NOTA] Repúdio à ação truculenta da PM contra nossos militantes

Repúdio a ação truculenta da PM contra os militantes do Levante Popular da Juventude durante escracho contra o deputado golpista Lúcio Vieira Lima.

Denunciamos hoje através de escracho popular, no aeroporto de Guanambi – BA, o deputado federal golpista, Lúcio Vieira Lima (PMDB – BA), que votou a favor do impeachment-golpe e se tornou um inimigo da democracia brasileira. Lúcio é irmão de Gedel Vieira Lima, historicamente grileiro de terra e atualmente compõe o ministério da Secretária do Governo de Temer. O deputado Lúcio Vieira Lima, assim como seus comparsas políticos, historicamente se aproveitam de seus espaços no cargo público legislativo e do poder econômico para serem protagonistas de uma série de medidas antipopulares que atacam os direitos conquistados pelo povo brasileiro em benefício apenas dos setores da velha oligarquia. E neste momento, que um golpe de estado vem sendo efetivado através do apoio de figuras como o deputado Lúcio, nós do Levante Popular da Juventude – Núcleo Alto Sertão da Bahia nos colocamos na luta pela denúncia pública desse golpe, na defesa de nossos direitos conquistados, aos quais não admitimos retroceder! A ação contou também com a participação de professores, estudantes, sindicalistas e militantes de outras organizações.

Enquanto método de ação que o Levante vem desenvolvendo nos estados contra os golpistas, realizamos hoje em Guanambi o escracho a esse deputado, que mais uma vez aparece para um encontro eleitoreiro em nossa região. Porém, o deputado nós recebeu com a cara desse governo golpista: a truculência e repressão aos direitos da classe trabalhadora, inclusive o direito de protesto. Nossa intervenção em momento algum impediu a saída do deputado, assim como se trata de uma manifestação pacífica, como direito democrático que ainda temos.
No entanto, além de não sair, o deputado convocou a presença da Polícia Militar, enquanto instrumento repressor e de violência constante a juventude da classe trabalhadora, para escoltá-lo. Nesse momento, após nossa permanência na manifestação, um policial agrediu covardemente um militante presente, assim como agrediu um sindicalista e duas militantes do Levante Popular da Juventude. Portanto, repudiamos essa ação fascista da Polícia Militar de Guanambi, que desrespeitou nosso direito a manifestação e agrediu, inclusive mulheres, presentes no ato.
Anunciamos que a luta não cessará enquanto não derrubarmos o governo golpista e construirmos um projeto popular para o Brasil. Neste aspecto, convidamos a juventude do Brasil, da Bahia e de Guanambi a se levantar contra o golpe em curso, contra o aparelho repressor do estado, e por uma nova política econômica, que exige o trabalho de massa por uma constituinte exclusiva e soberana.

GOLPISTAS NÃO PASSARÃO!
VAI TER LUTA, FORA TEMER!

Foto destaque: Mídia Ninja


Nota de Repúdio à ação da Polícia Militar de Alckmin

Foto: Midia Ninja

Nós, movimentos e organizações em luta contra o aumento das tarifas de metrô, trens e ônibus, vimos, por meio desta nota, repudiar a violência e a truculência policial demonstrada nos últimos atos ocorridos na Capital paulista em torno dessa pauta.

Entendemos que a democracia, em seu sentido concreto, somente se constrói com a liberdade de expressão e de manifestação, motivo pelo qual a tomada das ruas em atos e protestos é algo não apenas legítimo, mas também indispensável à construção de um Estado plural, tal como garante a Constituição em diversas passagens de seu texto. Passados mais de 26 anos de sua promulgação, práticas recorrentes durante a ditadura militar se fazem presentes com a conivência do poder público, tornando letra morta o artigo 5°, inciso XVI, da Constituição, que diz: “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.

No entanto, na última sexta (23), novamente a Polícia Militar, comandada pelo Governador Geraldo Alckmin, se comportou de modo inadmissível perante os marcos democráticos supostamente em vigor. Primeiro, ao influenciar a escolha do trajeto por meio de ameaça de uso de força. Segundo, ao conduzir o ato já em curso, fechando vias e dirigindo a passeata, não permitindo qualquer modificação do trajeto. Por fim, ao usar efetivamente a brutalidade das bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e balas de borracha, pondo fim ao ato de modo voluntarioso, como se coubesse ao braço armado do Estado, e não aos manifestantes, a decisão pelo seu encerramento. Acrescente-se a isso a prática ilegal de “detenções para fins de averiguação”.

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A situação chegou a um ponto insustentável. A população de São Paulo já mostrou que está disposta a se manifestar e combater nas ruas o aumento abusivo das tarifas. No entanto, paira no ar a certeza de que estar nas ruas para exercer o direito de expressão é sinônimo de colocar em risco a integridade física. Enquanto isso, o Prefeito Fernando Haddad, que já fez declarações absurdas – equiparando manifestantes a terroristas e defendendo a violência da polícia -, assiste de modo totalmente omisso à barbárie institucional e antidemocrática que toma a cidade como palco.

Diante disso, exigimos que o Prefeito Haddad se posicione quanto à violência arbitrária cometida pela Polícia Militar nos últimos atos! Exigimos que o Governador Geraldo Alckmin, responsável pela PM, retire a Tropa de Choque das manifestações, impeça a intervenção indevida da polícia sobre a escolha do trajeto e puna os policiais que forem flagrados praticando abusos! Por fim, reiteramos a ambos que seja revogado o aumento das tarifas!

Continuaremos nas ruas pelo direito de ir e vir e pelo direito de se manifestar, sem catracas!

Assinam a nota:

ANEL

Coletivo O Estopim

CSP-Conlutas

Fora do Eixo

Juntos!

Juventude Liberdade e Revolução – LibRe

Levante Popular da Juventude

Marcha Mundial das Mulheres

Midia Ninja

MTST

Rede Ecumênica da Juventude (REJU-SP)

Refundação Comunista de São Paulo

UJR – União da Juventude Rebelião