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Nosso principal desafio é resistir e transcender

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Resistindo no front e transcendendo na cultura, o rapper Max Souza desponta para o mundo. Misturando rimas, psicologia e consciência política o músico está entre os finalistas do Festival “Sons da Rua”. Com 24 anos de idade e 5 como MC, Max Souza, reafirma o potencial do jovem como protagonista dos questionamentos sociais através da cultura.
“O Hip Hop desde o seu início têm como proposta ser uma arma de luta, de enfrentamento, questionamento, resistência e de denúncia. E por ser uma cultura que é muito adepta dos jovens ela também se torna uma arma de mudança. De mudança social, pessoal, de caráter, intelectual, etc.”

A paixão pelo Hip Hop veio desde o berço, nascido e criado na cidade de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte- MG, Max afirma que desde o 7 anos já gostava das letras de rappers como Negão do Contraste, Arizona e Racionais. Aos 19, durante os duelos de MC do Viaduto Santa Tereza, reduto do Hip Hop em Belo Horizonte, Max descobriu nas rimas uma ferramenta de disputa social. “A minha forma de luta é de fortalecer a autoestima e a luta de nós negros e negras. Eu queria que todos os negros e negras acreditassem em nós mesmos, sentissem orgulho de ser quem somos, da nossa cultura e nossas raízes e sempre tentar transcender os limites que eles tentam nos impor, pra nós não existe limite algum! ”

Hoje Max se dedica somente às rimas, mas já participou das atividades do Levante Popular da Juventude. Ele afirma que o contato com o movimento foi fundamental para sua consciência política. “Fazer parte do Levante foi muito importante para mim. Fui no primeiro acampamento e isso mudou muito minha visão de mundo e minha relação com as questões sociais. Uma das pessoas que me ajudou e que até hoje eu tenho ele quase como um mentor é o Aruanã. Porque quase tudo que eu sei e me posiciono hoje em relação aos negros foi ele me ajudou nesse processo. Então uma das principais contribuições do Levante foi me dar consciência política. E por consequência disso eu comecei a ler mais estudar mais o que me levou também a chegar e na faculdade o que é muito importante pra mim. ”

Diante do avanço conservador e fascista em que vivemos atualmente e da série de retrocessos de direitos e políticas sociais a qual passamos, Max afirma que mais do que nunca é preciso resistir. “As pessoas tem se sentido cada vez menos intimidadas em se posicionar de forma machista, racista e preconceituosa então eu acho que o nosso principal desafio é resistir e transcender esses pensamentos e nos posicionar diante deles!”

Ao álbum com as músicas do rapper está previsto para ser lançado em dezembro, mas quem quiser conhecer as rimas do músico pode acessar à página https://www.facebook.com/maxsoficial