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Levante realiza saiaço na Univasf pelo fim da transfobia

Na última quinta-feira, dia nacional da visibilidade trans, o Levante Popular da Juventude fez mais uma intervenção no restaurante universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco. Com o objetivo de chamar atenção para a causa trans, militantes do Levante fizeram um saiaço durante o almoço. O saiaço é um tipo de manifestação política de caráter irreverente onde os participantes (homens e mulheres) usam saia com o objetivo de chamar atenção para a transfobia, promovendo, dessa forma, um amplo debate sobre esse tipo de opressão.

Além disso, houve a distribuição de panfletos com dados referentes à negação de direitos e diversos tipos de violências sofridas pela população trans, inclusive dentro do âmbito acadêmico.

Finalizando a atividade, a militante transexual e estudante de ciências sociais Mycaella Bezerra fez um discurso emocionado sobre a realidade das pessoas trans. Em seu depoimento, Mycaella enfatizou a necessidade da população cisgênera também se envolver na luta pelo fim da opressão contra as travestis, transexuais e transgêneros.

Um numeroso grupo de estudantes se aproximou para acompanhar a intervenção, e ao final do discurso, Mycaella foi muito aplaudida pelos presentes. A luta avança e a transfobia vai retroceder! O Levante Popular da Juventude se compromete com o avanço do projeto colorido e popular, na Univasf e em todos os lugares.

“As gay, as bi, as trava e as sapatão tão tudo organizada pra acabar com a opressão

As gay, as bi, as trava e as sapatão tão tudo organizada pra fazer revolução!”

Intervenção realizada no RU da Univasf

Intervenção realizada no RU da Univasf

Militantes vestem saia em apoio a causa Trans

Militantes vestem saia em apoio a causa Trans


Marcha Mundial das Mulheres e Levante Popular da Juventude realizam escracho à atlética da Medicina da USP

Por Maria Júlia Montero*

Fonte: Marcha Mundial das Mulheres

A Marcha Mundial das Mulheres, em conjunto com o Levante Popular da Juventude, realizou, na manhã desta quarta-feira, 21, um escracho à Atlética da Faculdade de Medicina da USP – AAAOC, Associação Atlética Acadêmica Oswaldo Cruz. A ação se deve às denúncias de estupro e violações dos direitos humanos em geral ocorridos na universidade, envolvendo a referida entidade estudantil.
A ação tem como objetivo denunciar os casos de violência contra a mulher ocorridos na universidade, nas festas e trotes, e o silêncio da instituição. Além disso, visa denunciar a cultura do estupro perpetuada pelas ações da atlética, desde seus hinos, até os cartazes de divulgação de festas.

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A violência nas universidades

Desde o ano passado, inúmeras denúncias de violências na Universidade de São Paulo (e muitas mais) vieram à tona, principalmente na Faculdade de Medicina, o que levou à realização de audiências públicas sobre o tema pela Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado de SP – ALESP, e posterior instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar os casos, não só da USP, mas de todas as universidades paulistas, públicas ou privadas.
A violência ocorrida nas universidades se dá principalmente pelo ambiente altamente hierárquico, que se escancara em momentos como os trotes, festas e competições esportivas. Algumas músicas cantadas pela atlética, por exemplo, fazem referências a estupros, principalmente ao falar de outras universidades, como a Unifesp (Escola Paulista de Medicina). Além disso, são extremamente racistas e homofóbicos. Isso cria um ambiente em que todos esses tipos de violência são considerados normais.
As festas também são locais em que ocorrem diversos tipos de violência. Mulheres são dopadas para que se possa abusar delas, e há o “bosque” e tendas estilo “dark room”, em que dificilmente se pode ver ou escutar se a mulher está desmaiada ou gritando. Vale lembrar que no referido “bosque” só são permitidos casais heterossexuais, e que alunos homossexuais já foram agredidos por irem ao local.
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Todos esses casos são conhecidos pela Universidade, porém, o que se vê ou é o silêncio completo por parte de sua administração, ou mesmo a ridicularização daqueles/as que denunciam, como as recentes declarações do reitor Marco Antonio Zago, em que afirmou que as denúncias são um processo inquisitorial contra a Universidade.
Nós, da Marcha Mundial das Mulheres e do Levante Popular da Juventude não aceitaremos mais a violência. Seguiremos mobilizadas até que a universidade admita que esses casos existem, puna os responsáveis de acordo com suas competências administrativas e acadêmicas e encaminhe os casos para as autoridades jurídicas.

A violência contra a mulher não é a USP que a gente quer!
Se não houver justiça, haverá escracho feminista!
Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

Obs.: Confira o vídeo realizado pela MMM sobre o assunto aqui.

*Maria Júlia é militante do Núcleo Helenira Resende da MMM/SP, antigo Núcleo USP.


Inicia II EIV na Bahia

Teve início no último dia 10 de janeiro, o II Estágio Interdisciplinar de Vivência em Assentamentos e Comunidades Rurais (EIV) do estado da Bahia, na cidade de Juazeiro, semi árido baiano.
O II EIV BA está sendo realizado pelo Levante Popular da Juventude, MPA, MST, IRPAA, MAB, ENEBIO, FEAB E ABEEF.
Com muita mística, disciplina e animação, conta com mais de 45 estagiários de diversos cidades baianas e estados do país.

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Na sua primeira etapa, realizada entre os dias 10 e 16/01, contou com formações e debates em torno de temas como Economia Política, Questão Agrária, Questão Energética, Educação e Universidade, Questão Racial, Feminismo, Diversidade Sexual e de Gênero, Projeto Popular e a Constituinte, dentre outros.

As 2ª e 3ª etapas do Estágio de Vivência estarão acontecendo entre os dias 17 e 26/01, quando será finalizado o Estágio.
Os estagiários voltarão para seus locais de origem com uma experiência riquíssima e com a tarefa de dar continuidade a luta pela transformação da sociedade.

Saiba mais acessando https://www.facebook.com/2eivbahia

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