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É ativista na área de segurança pública e violência letal?

Estão abertas as inscrições para o programa de bolsa ativismo em segurança pública e violência letal! Serão concedidas 13 bolsas de R$ 10 mil para pessoas que estejam lutando diariamente para transformar a realidade dos seus territórios em um desses cinco eixos: Letalidade policial; Extermínio da juventude; Feminicídio; Homicídios contra a comunidade LGBT; Genocídio do povo negro.

É ativista nessa área ou conhece alguém que poderia se interessar pela bolsa ativismo? Chega junto! O link para se inscrever é esse: www.bolsaativismo.instintodevida.org


Nota contra machismo e intolerância de professor da UNIR

Na noite de quinta-feira, 20 de outubro de 2016, Samuel Milet, professor de Direito da Universidade Federal de Rondônia, UNIR expressou sua intolerância e machismo, durante uma aula, ao se referenciar a uma palestra que aconteceu a Semana Acadêmica de Direito. A palestra foi ministrada pela convidada e doutoranda na UNB Sinara Gumieri com o tema “Por que é preciso falar de gênero no direito?”. Ao se referenciar à palestra o professor a agride verbalmente, chamando-a de “vagabunda” e “bostinha”. A razão para tal agressão é por discordar do tema e conteúdo da palestra.

Durante a aula, uma aluna da diretoria do Centro Acadêmico contesta as razões de Samuel Milet se posicionar dessa maneira, mas o professor não aceita o questionamento e responde de forma grosseira, humilhando a aluna. O discurso de ódio foi registrado e revela sua intolerância e portanto incapacidade deste homem desempenhar o papel de professor universitário.

O Levante Popular da Juventude vem repudiar a postura e ação do professor tanto em relação à palestrante quanto à aluna. Nosso coro é: Não ao Machismo, Não ao discurso de ódio na universidade pública!

Nós estudantes e mulheres, especialmente as da UNIR, não aceitaremos discursos machistas e misóginos nesta instituição de educação e ensino superior. Não queremos professores com esta postura em sala de aula.

Essa é a marca da violência contra a mulher: violência, machismo e discurso de ódio. Não toleram a liberdade de expressão e os avanços de direito das mulheres. Querem nos tirar o direito a nossas vidas, nossos corpos; direito à nossa voz: não permitiremos!

Machistas Não Passarão! Levante-se pelos Direitos das Mulheres!

Escute a gravação: http://issonaoedireito.tumblr.com/


Periferia ainda é Periferia em qualquer lugar

Por Ivan Barreto, militante do Levante de Sergipe

Este mês os noticiários se dedicaram a explorar diariamente um homicídio que ocorreu na lagoa Rodrigo de Freitas (RJ). A vítima foi um médico que passeava de bicicleta naquele local quando foi assaltado e ferido com uma faca por um grupo de jovens.

Obviamente que a reportagem sensibilizou a todos que viram a triste notícia e a cobertura do drama familiar. Mas esta história só confirma a regra: O craque só passou a ser tema de estudo e debate quando alcançou a classe média e os assassinatos só comovem quando a cor da carne é branca. No mês anterior outro crime bárbaro aconteceu, um jovem que retornava da escola foi morto por policiais da UPP no complexo do Alemão.

Para os dois casos coberturas e soluções diferentes. No caso “Branco” cobertura completa desde o jornal da manhã até o fantástico, documentaram a vida do médico desde a infância até a faculdade, casamento e prosperidade. Em meio a isso entrevistas com especialistas, psicólogos e pesquisas sobre crimes com armas brancas num contexto de discussão da redução da maioridade penal PL 171/94. No caso “preto” noticiaram uma vez, mostraram a mãe chorando e entrevistaram, não ela, mas o comando policial que vomitou o chavão: “investigar e punir os excessos”.

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A violência, de fato, é um mal crônico no nosso país, mas a violência de Estado (Concentrador, Latifundiário e Racista) foi a que estruturou as demais. Volta e meia respinga num jovem que está dentro do condomínio, mas quem vive entre o tráfico e a polícia, nesta sociedade, não é visto como humano digno de história e prosperidade. As lágrimas destas mães são atores secundários (pretos) nestas novelas.

Não muito distante, ainda este mês, nós do Levante Popular da Juventude recebemos a notícia que um dos nossos companheiros foi encontrado morto numa das “quebradas” de Fortaleza. O Companheiro de carne Negra, Emerson Pacheco, foi mais um daqueles subtraídos à bala das vidas das mães dos morros do Ceará, onde um jovem negro corre 4 vezes mais riscos de morte que um branco.

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Em nome do companheiro Pacheco e demais jovens periféricos o Levante Popular se compromete a alçar com todas as forças a bandeira da não redução da maioridade penal. Lembrando sempre que a maioridade penal não é só punitiva, mas protetora! Aquele jovem de 16 anos, negro, com boné aba reta e jeito periférico poderá ser alvejado -ainda mais- sem maiores explicações e dentro da lei através dos “autos de resistência” caso a maioridade penal seja reduzida. Essa é a regra!

Periferia ainda é periferia em qualquer lugar. Periféricos do Brasil, fogo no pavio! Não temos nada a perder.

Emerson Pacheco Vive!

Veja também:

Nota de solidariedade à família do companheiro Francisco Emerson (Pacheco) Junior

Levante tranca rodovias contra a redução da maioridade penal nessa quarta (27)


Levante tranca rodovias contra a redução da maioridade penal nessa quarta (27)

Nesta quarta feira (27) jovens integrantes do movimento social Levante Popular da Juventude realizam ações de trancamento de rodovias em todo Brasil. Em Salvador, a ação ocorre no CAB, em frente a ALBA (Assembleia Legislativa da Bahia); em São Paulo o movimento fechou a esquina da Rua Oscar Freire e Av. Rebouças.

A mobilização, convocada pelo movimento tem como principal reivindicação o fim da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171 que prevê a redução maioridade penal no Brasil. A ação também visa alertar a população para o impacto negativo da PEC sob a vida dos jovens negros, caso a medida seja sancionada.

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Ação realizada em Salvador

A jovem Camila Veras, integrante do movimento, relata que “A juventude das periferias brasileiras sofre com a negligência do estado desde seu nascimento. Falta escola de qualidade, saúde, alternativas para lazer e cultura. Por outro lado, o estado aparece com força para reprimir, matar e encarceirar nossa juventude. O maior problema que vivemos é o assassinato da juventude, e não os crimes cometidos por ela. O congresso nacional, ao propor a redução da maioridade penal, assume uma agenda conservadora que retira direitos e só reforça a prática genocida contra a juventude preta, pobre e periférica. O recado que queremos dar é que nós, jovens, não vamos pagar pela crise de legitimidade de um congresso que não nos representa.”

Foto da ação em São Paulo. Por Mídia Ninja

Foto da ação em São Paulo. Por Mídia Ninja

Sobre a PEC 171:

Apresentada pela primeira vez em 1993, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 171) que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal no Brasil foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados neste ano. Foram 42 votos a favor e 17 contra o que gerou manifestações diversas dentro e fora da Câmara.

Em abril, a Câmara instalou uma comissão especial que irá analisar a medida. O presidente do colegiado o deputado André Moura (PSC-CE), e o vice, o deputado Efraim Filho (DEM-PB) têm até três meses para apresentar um texto para ir à votação duas vezes no Plenário da Câmara. Passando pelo Senado, também em dois turnos, então, a proposta poderá virar lei.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 1% dos homicídios registrados no país é cometido por adolescentes entre 16 e 17 anos, o que equivale a algo em torno de 500 casos por ano. O total de homicídios registrado no país em 2012, ano-base das estimativas, foi de 56.337.

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Ainda nessa manhã ações como essa devem acontecer em várias cidades do Brasil, para denunciar que a juventude quer mais escolas e menos prisões. E para isso, a redução da idade penal não é a solução.


NOTA DE REPÚDIO AO HINO DA ATLÉTICA CARRANCA- UNIVASF

Petrolina, 18 de maio de 2015

Nós, mulheres do Projeto Popular do Vale do São Francisco, repudiamos veementemente o conteúdo do hino da Atlética Carranca, do curso de Medicina da UNIVASF, cantado durante os Jogos Universitários promovidos pelo DCE. Trata-se de um texto que concentra, de maneira naturalizada, toda a misoginia, machismo, objetificação e violência contra as mulheres. Diante desta postura de estudantes universitários, promotora da falta de respeito e violência de modo tão escancarado e abusivo, entendemos que é preciso problematizar a questão e tomar as devidas providências quanto ao fato.
Em diversas Universidades do Brasil, existem organizações estudantis, intituladas Atléticas, criadas com o objetivo de organizar eventos esportivos, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Nos últimos anos, vem ocorrendo inúmeras denúncias envolvendo essas organizações, acusadas de incitar e praticar violência; tais atos vão desde hinos de cunho racista, machista e homofóbico a trotes violentos e estupros coletivos. Estas agressões ainda são vistas erroneamente como “normais” por carregarem o peso de uma tradição- “foi sempre assim e assim será”. Mas não, não será.
Desde o ano passado, inúmeras denúncias de violência na Universidade de São Paulo vieram à tona, principalmente na Faculdade de Medicina, o que levou à realização de audiências públicas sobre o tema pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de SP – ALESP e posterior instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar os casos, não só da USP, mas de todas as universidades paulistas, públicas ou privadas.
Há pouco menos de 20 dias, nossa Universidade passou por um momento chocante ao presenciar um femicídio nas suas dependências. Um ato brutal, que nos mostrou cruamente como o machismo mata, sem local ou horário marcado, sem maquiagens na realidade. Rosilene teria sido assassinada em qualquer outro local, trinta e seis facadas a sangue frio. E vinte dias depois, foi esta a resposta que as mulheres da Universidade receberam durante os jogos: xingamentos, ofensas e incitação ao estupro. Não, isto não é risível, a violência contra a mulher não pode continuar sendo naturalizada.
A Universidade Federal do Vale do São Francisco não deve andar na contramão. Não toleraremos a Atlética Carranca saindo ilesa deste episódio. É preciso que se inicie um processo investigativo para encontrar os culpados e puni-los. É inaceitável que se siga o exemplo da USP e outras universidades que silenciaram por anos, enquanto as denúncias se restringiam aos hinos, permitindo que a violência impune chegasse ao nível de estupros coletivos.
Nós, mulheres organizadas, não aceitaremos mais a violência. Seguiremos mobilizadas até que a universidade investigue este caso, puna os responsáveis de acordo com suas competências administrativas e acadêmicas e encaminhe o caso para as autoridades jurídicas.

Assinam esta carta:

Coletivo Rosilene do Rio
Marcha Mundial das Mulheres
Associação das Mulheres Rendeiras
Levante Popular da Juventude
Consulta Popular
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Centro Acadêmico de Comunicação Social, gestão Recomeçar/ UNEB
Diretório Central dos Estudantes, gestão Ciranda/ DCE UNIVASF
Centro Acadêmico de Ciências Sociais, gestão Chá de Flor/ UNIVASF
Diretório Acadêmico de Psicologia, gestão Mandala/ UNIVASF
Diretório Acadêmico de Artes Visuais, gestão É tudo nosso/ UNIVASF
Diretório Central Estudantil/ DCE FACAPE
Diretório Acadêmico Ciência da Computação/ FACAPE
Diretório Acadêmico Antônio Conselheiro/ UPE Petrolina
Centro Acadêmico de Matemática/ UPE Petrolina
Centro Acadêmico de Licenciatura em Língua Inglesa/ UPE Petrolina
Centro Acadêmico de Licenciatura em Letras- Lingua Portuguesa/ UPE Petrolina
Centro Acadêmico de Enfermagem/ UPE Petrolina
Centro Acadêmico de Fisioterapia/ UPE Petrolina
Residência de Medicina de Família e Comunidade/ UNIVASF
Grupo de Estudos e Pesquisas em Saúde Sexual e Gênero/ UNIVASF
Diretoria Executiva do Sinasefe IF- Sertão
Seção Sindical dos Docentes da UNIVASF


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