Arquivo | 1 Ano de Levante Nacional

Se não nos deixam sonhar, não deixaremos que durmam!

Postado em 05 fevereiro 2013 por Levante

O nosso I Acampamento Nacional nos lançou na conjuntura política do país e nesses 315485_192619140806217_100001743974184_453975_360111051_n12 meses de existência nacional, período curto de tempo, muito curto pra tanta energia e ousadia, nossa organização e força avançaram a passos largos. Expandimos o número de células espalhadas pelo Brasil. Realizamos acampamentos estaduais e nacionais. Fizemos formação e lutas. Tivemos conquistas. Tivemos grandes e pequenos desafios, superamos alguns, muitos ainda estão a superar.

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Denunciamos as atrocidades cometidas no período da ditadura militar everdade2 expomos muitos dos responsáveis. Lutamos pela instalação da comissão da verdade. E reafirmamos que esse período sombrio da nossa história não se foi sem deixar suas marcas. Ainda hoje, dezenas de jovens tem suas vidas e sonhos ceifados todos os dias nas periferias de nosso país.  Sem perspectivas de um futuro decente muitos deles são cooptados pelo tráfico de drogas. A partir daí o fim é sempre o mesmo: a morte. Seja pelos traficantes ou pela brutalidade das polícias.

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426735_206475596117534_100002652843638_345670_1981715152_nTambém reafirmamos a importância do feminismo no combate à sociedade patriarcal, machista onde a mulher é submissa ao homem. Situação que, levada ao extremo, faz com que a cada 5 minutos uma mulher seja violentada em nosso país sendo em 70% desses casos o parceiro, namorado, marido ou ex-marido o agressor. Contribuímos com a desconstrução do senso comum que acredita ser o feminismo o contrário de machismo, e por isso afirma que “as mulheres querem ser superiores”. Não! Mostramos que o feminismo não é uma luta das mulheres, mas de todo homem e mulher que acredita numa sociedade justa.

Projeto Popular para a Educação, esse foi tema da nossa I Jornada Nacional delevante pelas cotas Lutas, que rapidamente se tornou uma campanha extrapolando as células do movimento e atingindo estudantes universitários e secundaristas de todo o país. Aproveitando o clima de discussão dos rumos do ensino público brasileiro gerado pela greve nacional dos trabalhadores(as) e docentes das universidades federais além das medidas de ampliação do acesso ao ensino superior tomadas pelo governo. Pautamos principalmente a ampliação e universalização da educação sem que haja queda na qualidade e para que isso seja possível, defendemos a destinação de 10% do PIB e 100% dos royalties do pré-sal para investimento no setor.

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          Além de tudo isso e das várias lutas locais que nós comprometemos, ainda assumimos o desafio e no fim do ano realizamos o nosso I Curso Nacional de Agitação e Propaganda. Iniciativa fundamental para fazer avançar ainda mais o trabalho nos estados e nas cidades.

   Lembramos com saudade dos companheiros e companheiras que conhecemos no Acampamento Nacional e nas lutas e encontros durante o ano passado e olhamos à frente e enxergamos um futuro a construir. Um Brasil onde TODOS e TODAS as jovens possam ter sonhos e consigam realizá-los. O Brasil sonhado e construído pelo povo.

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Sábado foi dia de Teatro de Rua no Acampamento

Postado em 04 fevereiro 2013 por Levante

No quarto dia do I Acampamento Nacional do levante foi vez de conversar com as companheiras Lyra, do Levante de São Paulo, Eliane, do MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados), e os companheiros João Pedro Stédle, do MST, e Ricardo Gebrim, da Consulta Popular.

E mesmo com sensação térmica de mais de 40 graus, a juventude não arredou o pé do debate sobre os nossos próximos passos.

Da esquerda para a direita, Lyra (Levante de São Paulo), Eliane (MTD), Ricardo Gebrim (CP) e João Pedro Stédile (MST).

Da esquerda para a direita, Lyra (Levante de São Paulo), Ricardo Gebrim (CP), Eliane (MTD) e João Pedro Stédile (MST).

A contribuição dos participantes mais experientes foi fundamental para entendermos o gigante desafio de nacionalizar o Levante. Em todas as plenárias, as falas destacaram como a organização iria ser peça fundamental na luta da classe trabalhadora brasileira, mas que isso apenas se concretizaria a partir do compromisso e ousadia de cada jovem dessa geração em construir o Projeto Popular para o Brasil.

João Pedro Stédile fala da importante tarefa histórica que tem a juventude nesse Brasil de hoje.

João Pedro Stédile fala da importante tarefa histórica que tem a juventude nesse Brasil de hoje.

 

Depois do belo espaço assessorado pelos companheiros e companheiras a programação do dia seguiu.

Na parte da tarde houve uma espetacular e emocionante apresentação de teatro de rua com a peça “O Amargo Santo da Purificação” do Grupo Ói Nóis Aqui Traveiz,  que como definida pelo próprio grupo “conta de forma alegórica e barroca a vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella.”

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Representação de Carlos Marighella (de vermelho) e o Presidente Getúlio Vargas (à direita) além dos seus capachos (cachorrinho sentado).

Foi uma experiência única, emocionante e para muitos e muitas ali presentes, inovadora. Segue abaixo um clip da peça encontrado no youtube.

O quarto dia foi com certeza, assim como os outros dias de acampamento, inesquecível. Só mesmo quem esteve presente pra conseguir traduzir a animação, a alegria e as emoções.

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