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MOÇÃO DE APOIO À ENTRADA DE MÉDICOS CUBANOS NO BRASIL

Postado em 07 junho 2013 por Levante

médicos

No último mês, a partir de uma negociação bilateral entre Brasil e Cuba, o Governo Federal anunciou a entrada de seis mil médicos cubanos para atuação temporária, em regime de missão, na Atenção Primária à Saúde inserida nas áreas de difícil fixação de profissionais médicos no Brasil, com ênfase para as periferias das grandes cidades, bem como regiões interioranas.

Para qualquer um que utiliza o Sistema Único de Saúde, é notória a falta de médicos no Brasil. Contamos hoje com 1,8 médico para cada 1.000 brasileiros, índice abaixo de países desenvolvidos como Reino Unido (2,7 médicos para 1000 habitantes), Portugal (4 médicos para 1000 habitantes) e Espanha (4 médicos para 1000 habitantes) e de outros países latino-americanos, como Argentina (3,2 médicos para 1000 habitantes) e Cuba (6,7 médicos para 1000 habitantes). Além disso, é importante ressaltar que, além da escassez de médicos, há uma enorme discrepância quando comparamos a distribuição desses profissionais em nosso território. Enquanto as regiões do Sul e Sudeste apresentam uma taxa de 2,09 e 2,47 por 1000 habitantes, respectivamente, o Norte e Nordeste encontram-se com 2,01 e 1,2 médicos por 1000 habitantes, respectivamente, sendo que no interior esse índice é inferior a 1 médico por 1000 habitantes.

Frente a essa medida do governo, entidades médicas têm realizado uma forte investida para barrar esse processo e convencer a população do indefensável: que não faltam médicos no Brasil! A grande mídia hegemônica tem corroborado e bombardeado todos os dias com posicionamentos conservadores e antipopulares, centrando o debate numa falsa defesa da saúde pública. Afirmam que a falta de estrutura é impeditiva à entrada de médicos, mas esquecem da total desassistência que grande parte dos brasileiros e brasileiras enfrenta cotidianamente.

Defendemos sim um maior financiamento da saúde pública, melhores condições de trabalho e plano de cargos e carreiras para os profissionais de saúde. Entretanto, a falta de médicos em áreas de difícil fixação e provimento é um fator emergencial para a melhoria do acesso e da assistência à saúde para o povo brasileiro, mesmo entendendo que tal medida do governo atende as necessidades de forma paliativa. Somente quem não sofre na pele a desassistência pela falta de médicos em nosso país é contrário à vinda desses profissionais.

Assim sendo, DEFENDEMOS a entrada dos 6000 médicos cubanos no Brasil e repudiamos qualquer atitude xenofóbica e corporativista. Além disso, entendemos que somente com mobilização popular poderemos avançar em melhorias profundas e reformas estruturais no sistema de saúde do nosso país. Enquanto isso, sejam bem-vindos médicos cubanos!

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