O Levante Popular da Juventude defende a paz na Venezuela!

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O Levante Popular da Juventude denuncia os mais recentes ataques militares dos Estados Unidos contra o povo venezuelano ocorridos na madrugada deste sábado, 03/01/2026. Os bombardeios atingiram localidades civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira: aeroportos, bases militares estratégicas e famílias inteiras foram alvos de bombas enquanto dormiam. Além disso, os EUA sequestraram o presidente Nicolás Maduro Moro e a primeira-dama Cilia Flores.

Os bloqueios econômicos e a violência direta não iniciam agora, mas se intensificam com o governo de Donald Trump nos E.U.A., parte de uma ofensiva imperialista que expressa a tentativa de responder à sua crise de hegemonia global. A Estratégia de Segurança Nacional 2025 dos Estados Unidos busca assegurar um suposto direito soberano sobre as Américas.

Nos últimos meses, a administração Donald Trump e Marco Rubio (Secretário de Estado dos E.U.A.) tem iniciado uma campanha coordenada em toda a América Latina e Caribe que combina força militar, desestabilização política e pressão econômica contra múltiplos países, especialmente contra as experiências políticas que buscam afirmar projetos soberanos, populares e de integração regional. O pretexto dos E.U.A. para as últimas agressões é de que se trata de uma operação antidrogas pela América Latina, mas sem provas: uma falsa vinculação ao terrorismo, um discurso perigoso que tenta justificar intervenções militares em países do Sul Global. 

Houve um aumento da presença militar dos E.U.A. nos arredores do território venezuelano, incluindo navios de guerra, como o maior porta-aviões do mundo, aviões de combate, drones e 15.000 soldados posicionados desde agosto. Trata-se da maior presença militar na região desde a Guerra Fria. Neste período, os E.U.A. executaram cerca de 100 pessoas em ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico: entre eles pescadores e tripulantes venezuelanos, colombianos e trinitenses. Não houve acusação formal, apreensão de contrabando e nem a apresentação de evidências de atividade criminosa. 

O bloqueio econômico criminoso, a guerra midiática e os ataques militares são ferramentas de uma guerra híbrida que busca subjugar uma nação soberana e roubar suas riquezas. Porém, esta operação não é conjuntural, um caso isolado, e sim estrutural, em que por mais de 2 décadas os Estados Unidos tentam derrubar a Revolução Bolivariana a partir de diversas táticas, de tentativas de golpe de Estado e sanções criminosas a campanhas midiáticas. Esses esforços da ofensiva imperialista são reflexo de um colapso de uma estratégia e doutrina baseadas no unilateralismo e na dominação de povos que lutam por escrever sua história com as próprias mãos. Querem nossas nações de joelhos, seguindo suas cartilhas, com acesso livre ao nosso território, com zonas de livre comércio e acesso às nossas riquezas e terras raras. 

O império expõe seus crimes de guerra como tática, sob os lemas “América Primeiro” e “América para os americanos”, e busca ameaçar a soberania e a paz dos nossos povos. Por meio de uma lógica colonial de guerra, sua intenção é atacar a Venezuela e nossa região em busca de recursos estratégicos. Hoje, particularmente as vastas reservas de petróleo e o ouro venezuelanos, amanhã, poderá vir a ser a exploração dos nossos recursos minerais, biológicos, hídricos e energéticos no Brasil. Os ataques desta madrugada são pirataria, saque, crimes de guerra e terrorismo de Estado. 

A história de luta e resistência do povo venezuelano ao lado de Hugo Chávez deram um novo sentido à vida no país, uma nova esperança e um sonho coletivo que permitiu a criação das comunas como o horizonte de um projeto socialista no século XXI. 

Hugo Chávez deixou seu legado também na construção coletiva de uma nova liderança para Venezuela, na figura de Nicolás Maduro Moros. Maduro resistiu na última década às pressões e sanções sofridas pelo país diante dos ataques imperialistas dos Estados Unidos, e no período recente, às ameaças diretas por Donald Trump e o projeto de destruição do legado da revolução e de Chávez. 

Invadir um país com bombas e mísseis nunca foi sobre “levar a democracia, a liberdade e salvar um povo”. Trata-se de um povo consciente e soberano, capaz de tomar suas próprias decisões, independentes de interesses econômicos estrangeiros. Não se subjuga um povo livre. Os EUA não são o xerife do mundo! A América Latina não é quintal dos EUA!

Nos somamos às mobilizações das organizações populares em defesa da paz e da soberania da Venezuela, mantendo-nos em vigilância ativa e permanente. Frente às agressões imperialistas, defendemos o legado da Revolução Bolivariana, nos mobilizamos em solidariedade internacional e denunciamos o sequestro criminoso do Presidente Nicolás Maduro Moros e da primeira-dama Cilia Flores. Reafirmamos nossa defesa pela autodeterminação e pela soberania do povo venezuelano e a paz na América Latina e Caribe. 

Contra a guerra e em defesa da soberania dos nossos povos!

Trump, tire as mãos da América Latina!

Fora Trump da América Latina!

Viva o povo venezuelano!

Somos povos livres e soberanos!

Internacionalizemos a luta, internacionalizemos a esperança!