Mais do que nunca, é necessário falar sobre visibilidade da população LGBT!

Nas últimas semanas, as redes sociais foram palco de uma exagerada manifestação de ódio contra a população LGBT. Com destaque para a campanha fundamentalista contra a empresa “O Boticário” (por realizar uma campanha relativa ao “Dia dos Namorados” na qual visibilizava casais hétero, gay e lésbico) e as repercussões da 19º Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, com o tema: “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim: respeitem-me!”.

Esses acontecimentos nos fazem retomar a seguinte questão: Por que visibilizar a existência da população LGBT na sociedade brasileira é tão cruel? Até o mês de junho, dedicado a luta pela visibilidade e orgulho LGBT (e com isso a realização das Paradas do Orgulho LGBT), já foram denunciados 148 assassinatos de LGBT’s no Brasil.

A indignação seletiva de setores conservadores e fundamentalistas não pode contribuir para deturpar a luta pela visibilidade a população LGBT. O Congresso Nacional, hegemonizado pelas bancadas ruralistas, patronais e fundamentalistas tentam diariamente impor derrotas não só a população LGBT, mas ao conjunto do povo brasileiro.

A resposta do Congresso aos anseios do povo brasileiro no último período se manifestou na agenda conservadora de Eduardo Cunha (PMDB/RJ) com a PEC da Corrupção, a PL 4330 das Terceirizações e a tentativa orquestrada junto aos fundamentalistas para reduzirem a maioridade penal.

Além disso, diante da repercussão da intervenção artística de uma mulher trans crucificada na 19° Parada do Orgulho LGBT, que se remetia à crucificação e ao ódio diário que a população LGBT vivencia, o Dep. Federal Rogério Rosso (PSD/DF) propôs uma Lei que transformaria a “cristofobia” em crime hediondo. Assim, apresentou com regime de urgência a discussão do projeto com apoio de vários líderes de partidos como o PSDB, DEM, PRB, PR e PSC.

A invisibilidade da população LGBT também é expressão de uma sociedade em que o poder político não é partilhado com mulheres, negras/os, indígenas, jovens, pessoas com deficiência, trabalhadoras e trabalhadores. E para dar passos firmes na luta pela democratização da sociedade e do sistema político brasileiro é necessário lutar por uma Constituinte Exclusiva e Soberana, que não caia nas armadilhas do atual Congresso e que garanta ampla participação do povo brasileiro em toda a sua diversidade.

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