ATO CONTRA O USO DE AGROTÓXICO E A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER REAFIRMAM A NECESSIDADE DA REFORMA POLÍTICA

ATO CONTRA O USO DE AGROTÓXICO E A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER REAFIRMAM A NECESSIDADE DA REFORMA POLÍTICA

AGROTÓXICO

Desde a tragédia de Bhopal, na Índia, responsável pela contaminação de uma média de 560.000 pessoas e morte de mais de 16.000, em consequência do vazamento de 27 toneladas de um composto químico utilizado na elaboração de um praguicida da Corporación Union Carbide, o dia 03 de dezembro é considerado o dia Mundial de Luta Contra os Agrotóxicos. Hoje, junto a diversos movimentos sociais o Levante Popular da Juventude foi às ruas em luta pela campanha contra os agrotóxicos, que levam à mesa dos brasileiros doses diárias do veneno usado visando a produtividade agrícola a qualquer custo.

Em Sergipe, o ato iniciou na Praça Fausto Cardoso e somou-se à luta das mulheres em repudio às últimas falas do vereador Agamenon Sobral (PP) que, de forma recorrente, tem usado o espaço as sessões da câmara para denegrir a imagem da mulher ao defender opressões e a violência de gênero. Ainda pela manhã, anteriormente ao ato, em ação conjunta com a Marcha Mundial das Mulheres, deixamos no viaduto do Detran um faixa em repudio ao vereador, pedindo o fim da violência contra a mulher e a saída dele da Câmara Municipal.

Os atos se somaram e, apesar de aparentemente apontarem para pautas diferentes, trazem a reflexão de um sistema político que não representa a sociedade brasileira. Ao mesmo tempo que a bancada ruralista, atualmente composto por mais de 51% do congresso brasileiro, permite o uso de agrotóxicos e tentam barrar qualquer tipo de pauta que favoreça à agroecologia e ao trabalhador do campo, o modo como nosso sistema político está construído permite que indivíduos como Agamenon usem do espaço público para ações que vão de encontro aos interesses da população.

Ao longo deste ano, os mesmos movimentos sociais que foram às ruas hoje estiveram organizando um Plebiscito Popular com quase 8 milhões de votantes, 97% destes votaram a favor de uma Constituinte capaz de reformular o nosso sistema político. O Congresso, da forma que está construído atualmente, não representa a população brasileira, não soma nem para o avanço das pautas feministas e muito menos das questões agrárias. Somente uma Constituinte Exclusiva e Soberana será capaz de mudar o nosso sistema político e isso será possível com muita mobilização e com o povo na rua clamando um Plebiscito Oficial.