Levante participa da Escola Internacional de Organização Feminista – Berta Carceres

Levante participa da Escola Internacional de Organização Feminista – Berta Carceres

A Escola Internacional para a Organização Feminista “Berta Cáceres” (IFOS), apontada como uma forma de incorporar o legado de Berta Cáceres a luta antiimperialista, antipatriarcal, anticolonialista e anticapitalista em defensa da Mãe Terra e dos povos indígenas. A escola é um instrumento de fortalecimento do movimento feminista popular no marco da construção do Sujeito Político Feminista e Plural. É um espaço de encontros, recononhecimento, aprofundamento dos conhecimentos, reflexões e práticas políticas que permitem ampliar a organização feminista a nível local e global. Um espaço para fortalecer as lutas e resistências e para articular ideas sobre como promover a Economia Feminista como proposta emancipatória em resposta ao sistema de opressão em cada territórios. É uma escola dirigida a lideranças com uma formação política de base.

A intenção da escola é fortalecer o movimento feminista popular a nível internacional. Por meio de uma série de oficinas, cada sessão será facilitada no rumo da educação popular a fim de aprofundar os conhecimentos, experiências, reflexões e práticas políticas coletivas. A Escola aconteceria este ano (2021) no Quênia, mas devido a pandemia está ocorrendo essa primeira experiência de forma online. São mais de 132 militantes de 39 países e diversos povos que participam da escola: Argélia, Brasil, Bolívia, Burkina Faso, Cuba, Costa do Marfim, Chile, Canadá, Estados Unidos, Filipinas, Iximulew/Guatemala, Galicia, Honduras, Holanda, Haiti, Índia, Líbano, Moçambique, México, Marrocos, Nigéria, Portugal, Porto Rico, Paquistão, Palestina, País Basco, Quênia, Quebec, República Democrática do Congo, Reino Unido, Sudão, Somália, Turquia, Tunísia, Tanzânia, Uganda, Venezuela, Zimbábue, Zâmbia.

A escola tem como alicerce a Economia Feminista como proposta política para a sustentabilidade da vida e a forma de articularmos para colocá-la em prática em nossas vidas e territórios. O desenvolvimento da escola começa por compreender, como marco da nossa realidade, a inter-relação entre o patriarcado, o racismo e o capitalismo neoliberal como sistema de opressão, os efeitos que este sistema tem em nossas vidas, a natureza e a institucionalidade dos Estados e os sistemas políticos. 

Hoje (12) tivemos a primeira oficina sobre Sistemas de Opressão, com uma perspectiva anti-sistêmica, analisando o modelo completo para uma compreensão do sistema onde se entrelaçam as opressões, ou seja, a mistura de racismo, capitalismo, patriarcado e colonialismo; também abordando o conflito capital-vida, sua trajetória histórica e, sobretudo, o momento atual: sua crise.

O Levante Popular da Juventude participou da construção da Escola no Seminário que ocorreu em 2020 na Guatemala e seguiremos participando das oficinas online com programação até o mês de junho, com a intenção de construirmos um processo de Escolas Feministas Regionais e fortalecimento e articulação do Feminismo Popular. 

Sem Feminismo, não há socialismo!