Pádua: Hidrantes e cassetetes em defesa do genocida Bolsonaro

Pádua: Hidrantes e cassetetes em defesa do genocida Bolsonaro
People show placards in Italian reading "At the side of the Brazilian people. Bolsonaro out" in Anguillara Veneta, northern Italy, Monday, Nov. 1, 2021, as they await for the Brazilian President Jair Bolsonaro to arrive in the town where his great-great-grandfather was born and where he was recently granted honorary citizenship . The decision by the mayor of Anguillara, Alessandra Buos, has sparked protests, in particular by Italian missionaries in Brazil. (AP Photo/Luca Bruno)

A chegada do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, a Pádua foi acompanhada por mais de 500 pessoas reunidas em Prato della Valle e determinadas a impedir a sua passagem pela Basílica de Santo Antônio.

A reação violenta e injustificada das forças de segurança protegeu um presidente acusado de crimes contra a humanidade pelo seu próprio parlamento, e reprimiu a manifestação pacífica em que o Potere al Popolo [Poder ao Povo] também esteve presente.

“A concessão, pelo município de Anguillara Veneta, do título de cidadão honorário a um genocida como Bolsonaro, bem como a sua visita à nossa cidade, não poderia deixar de estar presente em todos os protestos”, afirma Luca Lendaro, representante do Potere al Popolo de Pádua e do espaço Catai.

“Não há nada a homenagear no atual presidente do Brasil, e sua defesa pela polícia ofende todo o povo brasileiro e suas 600.000 vítimas devido ao tratamento criminoso e negacionista da pandemia”.

Giuliano Granato, porta-voz nacional do PaP, destaca que o Potere al Popolo está sempre ao lado das trabalhadoras e dos trabalhadores, das populações indígenas, da comunidade LGBT, dos agricultores e dos movimentos sociais brasileiros.

“Bolsonaro não é uma presença bem-vinda na Itália, porque não é querido pelo seu próprio povo. Onde quer que estejamos, sempre vamos gritar “Fora Bolsonaro”, porque a luta dos brasileiros e das brasileiras contra um presidente criminoso, que está deixando a Amazônia ser destruída e preparando um possível golpe contra a segura reeleição de Lula, é também a nossa luta.”

E acrescenta: “evidentemente, as instituições italianas queriam que o presidente brasileiro se sentisse tão em casa, que começaram a reprimir os que não estão de acordo, seguindo a repressão que tem sido a marca da presidência de Bolsonaro até hoje.”