Se empurrar, Cunha cai

Se empurrar, Cunha cai

Desde o início do ano com as visitas de Eduardo Cunha nas Assembleias legislativas estaduais com a proposta de apresentar o projeto de reforma politica de seu partido (PMDB), um projeto baseado na manutenção do financiamento empresarial de campanhas eleitorais, uma das bases de sustentação da corrupção no Brasil, a juventude tem acompanhado seus passos para demonstrar suas indignações contra o presidente da Câmara Federal.

Diante das acusações da Operação Lava-Jato ao presidente da câmara, que denuncia o recebimento de propina de  US$ 5 milhões por intermediar o contrato de um navio sonda com a empresa Toyo Setal, e a aprovação na Comissão  de Constituição e Justiça (CCJ) do Projeto de Lei (PL) 5069 de autoria de Eduardo Cunha, que dificulta o acesso ao aborto legal nos casos de estupro, setores da sociedade organizada se mobilizaram em torno da palavra de ordem Fora Cunha, sendo uma das principais ações a dar visibilidade a esse fato, a manifestação das mulheres no Rio de Janeiro no dia 28 de outubro.

A próxima data que dá visibilidade à luta contra o inimigo nº 1 da juventude será o dia 13 de novembro, intitulada como a Jornada de Lutas contra Eduardo Cunha. Essa será uma data nacional aglutinando os diversos setores da sociedade que se opõem aos projetos que ele vem colocando em votação. O Levante Popular da Juventude iniciou o mês de novembro com um escracho na casa do deputado, seguido da colocação de faixas nos locais turísticos dos estados, além de uma chuva de dólares falsos jogados em seu rosto durante uma coletiva de imprensa, problematizando o dinheiro que está na Suíça. Não faltam motivos para o povo brasileiro querer a saída de Cunha do poder, sabendo que ele é mais um entre tantos outros que como ele, poderão atacar os direitos da classe trabalhadora.

Novembro é referenciado como um mês de luta para a população negra e as mulheres, devemos também além do dia 13 construir nas cidades ações que relacionem o Fora Cunha com as datas do 20 e 25 deste mês, e dizer que é contra a redução da maioridade penal, contra intolerância religiosa, contra a retirada de direito, pelo combate a violência contra as mulheres… Fazer com que essa jornada não acabe no dia 13, mas que continue até Eduardo Cunha sair. Porque se empurrar Cunha cai!

 

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