por Mariana Lorenzi do Levante Popular da Juventude SP
Há não menos de quatro anos, depois do estupro coletivo no agreste paraibano, e dois anos do estupro coletivo ocorrido na Índia, a barbárie acometeu mais uma vez a humanidade na quarta-feira passada, dia 25.05, quando uma menina foi estuprada por 33 homens no Rio de Janeiro. Ovídeo criminoso foi posto em circulação na internet pelos criminosos, em tom agressivo e asqueroso de piada, concebido como motivo de orgulho e de prova de virilidade ao ser publicado.
As mulheres tem um algoz e o seu nome é o patriarcado, que opera violências e perpetua sistematicamente a morte das mulheres todos os dias, com uma reiteração tão assombrosa nessa sociedade doente que reproduz a cultura do estupro em forma de piada. Não existe vitimismo quando se fala em machismo. Esse sistema destrói mulheres, edifica medo e desespero. Reproduz relações de força e de submissão entre os gêneros, reitera a violência e o ódio, tortura, enfraquece e despreza a mulher.
Na sociedade doente da cultura do estupro, confesso estuprador tem espaço para formular sobre educação, como se verificou com a banalidade em que se foi noticiado o fato de Alexandre Frota ter sido recebido para apresentar propostas para pasta da Educação, agora composta por Mendonça Filho, do DEM, nomeado pelo golpista Michel Temer.
A sociedade do estupro aplaude a violência e persegue as mulheres, persegue as transexuais e travestis, persegue as mulheres negras e travestis, e transforma tudo em piada, com direito à transmissão em rede nacional de televisão.
É mesma cultura de estupro que permite à quadrilheiros como os deputados Jair Bolsonaro, Marcos Feliciano, Eduardo Cunha e tantos outros estejam no poder e destilem sua ignorância na produção de políticas públicas para mulheres, difundindo o preconceito e o ódio, como por exemplo no PL 5069, que prevê a destruição dos direitos sexuais e reprodutivos da mulher, com a proibição de métodos contraceptivos e a informação à vítima de violência sexual.
Somos todas as mulheres de queimadas! ! Somos todas as vítimas da violência sexual contra as mulheres! A nossa resistência é o que nos mantém vivas e lutando, até que todas sejamos livres do patriarcado!
Eles que não duvidem da força das mulheres,porque cairão aos seus pés!
Eles que não duvidem da força das mulheres,porque cairão aos seus pés!