Acampamento de jovens reúne 7 mil e pede uma nova Constituinte

Acampamento de jovens reúne 7 mil e pede uma nova Constituinte
Realizado em um momento complicado do país, o acampamento aproveita a potência de indignação dos jovens / Gerardo Gamarra / Alba

Levante Popular da Juventude lotou Mineirinho por cinco dias para debater questões políticas

Realizado em um momento complicado do país, o acampamento aproveita a potência de indignação dos jovens / Gerardo Gamarra / Alba
Realizado em um momento complicado do país, o acampamento aproveita a potência de indignação dos jovens / Gerardo Gamarra / Alba

 As cores, a arte e as ideias de 7 mil jovens estiveram presentes no 3º Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude, em Belo Horizonte, realizado de 5 a 9 de setembro no Mineirinho. O acampamento foi marcado por debates políticos e inúmeras atividades culturais. Passaram por lá personalidades como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pantera negra Eddie Conway, e a atriz Letícia Sabatella. Também estiveram presentes muitas lideranças de movimentos populares e sindicais, jornalistas, apoiadores. O criador do Wikileaks, Julian Assange, participou através de videoconferência. Para garantir sua realização, o evento contou com o apoio da Secretaria de Governo do Estado de Minas Gerais.

Crescimento

O acampamento mostrou o crescimento e a diversificação do Levante. Em 2011, quando aconteceu o primeiro encontro nacional, compareceram mil pessoas. Cinco anos depois, são 7 mil. No primeiro acampamento, a proporção era de 80% de universitários para 20% de jovens de periferia. Hoje é de 52% de universitários para 48% de jovens de periferia. E 58% dos jovens se declararam LGBT em sua inscrição.

“Desde o primeiro acampamento, o movimento discute como ser cada vez mais parecido com a sociedade. E o Brasil é composto em sua maioria por jovens de periferia, por negros, jovens trabalhadoras e trabalhadores”, declara um dos coordenadores nacionais do Levante, Thiago Ferreira, do Pará.

Daqui pra frente

Realizado em um momento complicado do país, o acampamento aproveita a potência de indignação dos jovens. O “Fora, Temer” foi o grito que mais se ouviu, mas parece não bastar. “Conseguimos tirar o Temer. E depois disso, o que vamos fazer?”, questiona Nataly Santiago, do Rio Grande do Norte, da coordenação nacional do movimento.

Para responder à demanda, o Levante sai do encontro disposto a participar fortemente dos protestos pela retirada de Temer e, ao mesmo tempo, defender a realização de uma assembleia Constituinte para o Brasil.