Por Bruna Matos, militante do Levante Popular de Viçosa-MG
No dia 15 de junho, Joaquim Sucena Lannes – professor e chefe do departamento de comunicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV) compartilhou uma notícia falsa em seu Facebook que tinha o título “Juiz solta ladrão e é assaltado por ele na saída do Fórum – INFONAUTA”. Junto à notícia estava o seguinte comentário: “Bem feito. Tomara que futuramente este marginal entre na casa do juiz estupre a mulher dele, a filha e outras mulheres da família dele. Aí quem sabe ele possa ver quem merece ficar solto e quem merece ficar preso. Bem feito.” Na sexta-feira, 19 de junho, cerca de 70 estudantes do Movimento Estudantil da UFV fizeram uma intervenção durante a posse da Reitoria. Exigiram um posicionamento objetivo sobre o caso e repudiaram todas as formas de preconceito reproduzidas na Universidade cobrando ações efetivas de combate às opressões.
O estupro é uma das expressões mais cruéis da cultura machista de violência contra a mulher. A mulher é vista como objeto do homem e dessa forma justifica-se a agressão. Como foi o caso do professor Lannes que na lógica da violência machista trata como punição ao juiz o estupro de mulheres que são vistas como mero objeto/propriedade do juiz.
A postagem do professor fazendo apologia ao estupro, comentários posteriores onde ele se justifica dizendo que é apenas uma reflexão dele e que tem que ser respeitada expressam o alto nível de naturalização da violência contra a mulher. Nesse sentido, confunde-se liberdade de expressão com liberdade de ferir, agredir e legitimar a violência contra a mulher. Foi dito ainda em tentativas de defesa do professor que isso foi motivado apenas por um momento de raiva. Mas é inadmissível que a indignação ou raiva de qualquer pessoa seja justificativa para a violência. Nada justifica a violência!
Além disso, as declarações que Lannes fez ao portal G1 afirmando que a denúncia foi “covarde e maldosa” e outras dizendo ainda que devia ser alguma aluna que estava com notas ruins na matéria que ele dá aula, vem no sentido de criminalizar e deslegitimar a luta das mulheres contra a violência. É a tentativa de silenciamento da vítima partindo de uma manipulação emocional e da opinião pública a fim de colocar para a sociedade que o professor não está errado ao fazer apologia ao estupro, que erradas são as alunas que denunciam. Mas não pode ser considerado normal o desejo de estupro de mulheres porque um homem tomou uma decisão em discordância com a opinião do professor. E não pode ficar (e não ficará!) impune!
Desejar que uma mulher sofra uma agressão é extremamente grave e inconsequente. Faz parte do cotidiano das mulheres o medo do estupro e a insegurança diante dos discursos de ódio que são propagados. O estupro é o limite visível mais doloroso da condição social vulnerável da mulher: é deixar explícito que a mulher não tem direito ao próprio corpo, à liberdade de ir e vir, liberdade de expressão, liberdade sexual, à liberdade de ser mulher! A violência é vista como um mecanismo de controle da mulher e punição para aquelas que não seguem as ”normas” de conduta conservadoras e machistas ou mesmo punição aos companheiros delas – afinal, seria um “objeto” sendo violado. Quando alguém deseja o estupro de uma mulher, justifica falas que fazem apologia ao estupro, reduz o ocorrido a apenas uma expressão ruim ou minimiza os impactos, essa pessoa está legitimando a violência contra a mulher, legitimando o estupro!
O ocorrido chama a atenção para um grande desafio nas universidades hoje: a formação de seus profissionais e a necessidade (e urgência) de mecanismos para receber denúncias de casos de violência e a educação e/ou punição de quem as comete. A universidade se expandiu e houve avanços sociais que permitiram que o perfil de estudantes também se modificasse. Hoje mulheres, negros(as) e LGBTs – que são grupos historicamente oprimidos e violentados – ocupam em maior número a universidade, mas a instituição segue com muitos desafios para se adequar a esses avanços. É urgente a criação de ouvidorias de combate às opressões que sejam de fato seguras para receber denúncias e com profissionais preparados para isso. É necessário que servidores ou alunos(as) que cometam violência, apologia à violência machista, racista e homofóbicas passem por um processo que garanta ao menos uma tentativa de reeducação. De forma que passem a respeitar efetivamente tais grupos. E que os casos mais graves tenham uma punição prevista nos regimentos das universidades.
Olá Bruna Matos
Eu não sei se você viu, mas criaram um blog nojento chamado tio Astolfo, que defende abertamente o estupro de mulheres e a pedofilia.
E ainda me colocaram como autor do blog, só imagina o constrangimento que e para mim isso, por isso te peço que denuncie o blog
http:// tioastolfo. com
(Emende no navegador a URL
Eu coloquei assim a URL assim para diminuir o risco deste comentário ir parar na caixa de spam.)
Para a policia federal por e-mail (crime.internet @dpf. gov .br) e/ou depois denuncie o para a http:// safernet. org .br/
Ai talvez a PF de um jeito de tirar esta imundice de blog do ar e punir o dono.
Se possível pessoas a outra pessoa que denunciem também, Conto com a sua ajuda minha colega de feminismo.
E olha este comentário você não precisa publicar ele, eu só o fiz pois não achei nenhum formulário nem e-mail de contato neste blog.
Um abraço
Olá Bruna Matos
Eu não sei se você viu, mas criaram um blog nojento chamado tio Astolfo, que defende abertamente o estupro de mulheres e a pedofilia.
E ainda me colocaram como autor do blog, só imagina o constrangimento que e para mim isso, por isso te peço que denuncie o blog
http:// tioastolfo. com
(Emende no navegador a URL
Eu coloquei assim a URL assim para diminuir o risco deste comentário ir parar na caixa de spam.)
Para a policia federal por e-mail (crime.internet @dpf. gov .br) e/ou depois denuncie o para a http:// safernet. org .br/
Ai talvez a PF de um jeito de tirar esta imundice de blog do ar e punir o dono.
Se possível pessoas a outra pessoa que denunciem também, Conto com a sua ajuda minha colega de feminismo.
E olha este comentário você não precisa publicar ele, eu só o fiz pois não achei nenhum formulário nem e-mail de contato neste blog.
Um abraço